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Lula reúne equipe ministerial e acelera estratégia para fortalecer controle brasileiro sobre minerais críticos

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Governo discute política para ampliar a produção nacional, atrair investimentos e conduzir negociações internacionais Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu integrantes da equipe ministerial para discutir os próximos passos da política brasileira voltada aos minerais críticos. O encontro ocorre em um momento de intensificação das tratativas comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros e o crescente interesse internacional pelas riquezas minerais do país.

A pauta ganhou força diante das negociações envolvendo o governo norte-americano, que busca ampliar sua participação em projetos ligados à exploração de minerais estratégicos. Esses recursos são considerados essenciais para diversos segmentos industriais e tecnológicos, tornando o Brasil um dos principais países no centro das disputas globais por matérias-primas voltadas à transição energética.

Entre os minerais de maior interesse estão as chamadas terras-raras, fundamentais para a fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas de geração de energia renovável e sistemas utilizados na indústria de defesa. Com uma das maiores reservas conhecidas do planeta, o Brasil busca transformar seu potencial geológico em vantagem econômica e tecnológica.

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Paralelamente às negociações internacionais, o governo federal trabalha na consolidação de uma política de longo prazo para o setor mineral. O Ministério de Minas e Energia apresentou ao Conselho Nacional de Política Energética diretrizes que deverão orientar o desenvolvimento da mineração brasileira até 2050, incluindo metas para ampliar a participação do país no mercado mundial de minerais críticos.

O planejamento prevê aumento da capacidade produtiva nacional, incentivo à pesquisa mineral, fortalecimento da cadeia industrial e estímulo a investimentos sustentáveis. A estratégia também busca agregar valor à produção brasileira, reduzindo a dependência da exportação de matéria-prima e incentivando a industrialização desses recursos dentro do país.

Como parte desse processo, o governo prepara a divulgação do Plano Nacional de Mineração 2050, documento que estabelecerá as bases para a expansão do setor nas próximas décadas. A expectativa é que o plano defina ações voltadas à regulação, inovação, sustentabilidade e atração de investimentos, mantendo a posição brasileira de dialogar com diferentes parceiros internacionais sem concentrar sua estratégia em um único país. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

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Edson Fachin reafirma soberania do Brasil e descarta preocupação com eventual ação militar estrangeira

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Presidente do STF também defende fortalecimento do Judiciário no combate ao crime organizado e alerta para novas formas de lavagem de dinheiro – Crédito: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (8) que a soberania do Brasil será preservada diante de qualquer cenário envolvendo eventual intervenção estrangeira. A declaração foi dada durante um evento realizado em São Paulo, em meio às discussões sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma ação militar norte-americana em território brasileiro, o ministro destacou que o país possui instituições sólidas e capacidade para defender sua autonomia. Segundo Fachin, a soberania nacional deve ser exercida com equilíbrio, firmeza e respeito ao direito internacional.

As declarações acontecem poucos dias após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reconhecer que a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas pelos Estados Unidos abriu espaço para debates sobre eventuais consequências diplomáticas e jurídicas envolvendo os dois países.

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Fachin participou da cerimônia de implantação de uma nova estrutura do Judiciário paulista voltada ao julgamento de casos ligados ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. O evento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, reunindo autoridades do sistema de Justiça.

Durante o encontro, o presidente do STF afirmou que a especialização das varas representa um avanço importante para aumentar a eficiência na análise de processos complexos, especialmente aqueles que envolvem organizações criminosas, movimentações financeiras ilegais e investigações de grande porte.

A reorganização promovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo prevê a criação de novas unidades especializadas, incluindo varas destinadas exclusivamente ao julgamento de crimes relacionados ao crime organizado, lavagem de bens e valores, além de uma Vara das Garantias para atuar na fase investigativa desses processos.

Outro tema abordado por Fachin foi o crescimento do uso de plataformas de apostas esportivas como instrumento para ocultação de recursos ilícitos. O ministro alertou que o avanço dessas modalidades exige integração entre o Judiciário, os órgãos de investigação e as instituições de controle para impedir a expansão das práticas de lavagem de dinheiro.

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Encerrando sua participação, o presidente do STF ressaltou que a Justiça Eleitoral permanece atenta aos riscos de interferência do crime organizado no processo democrático. Ele afirmou que o fortalecimento das instituições e a ampliação da estrutura especializada são medidas fundamentais para enfrentar desafios cada vez mais complexos no combate às organizações criminosas e na proteção do Estado de Direito.

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