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Alexandre Silveira critica Zema e Paulo Guedes e diz que ambos “não conhecem a realidade do povo brasileiro”

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Recursos serão aplicados na compra de viaturas, drones, equipamentos de inteligência e reforço das ações de fiscalização em áreas minerárias – Foto: Reprodução/ IA

O Governo Federal anunciou um novo reforço no enfrentamento à mineração ilegal com a destinação de R$ 20,3 milhões para a Polícia Federal. O investimento foi oficializado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante a assinatura de um acordo de cooperação realizada em Belo Horizonte (MG), e integra as medidas previstas no chamado Novo Acordo do Rio Doce.

Os recursos serão utilizados para ampliar a estrutura operacional da Polícia Federal, permitindo maior capacidade de atuação em regiões de difícil acesso. Entre os equipamentos previstos estão 37 viaturas, nove drones, sistemas de comunicação criptografada, equipamentos periciais e novas tecnologias voltadas para inteligência e monitoramento.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a iniciativa busca fortalecer as ações de prevenção, fiscalização e repressão aos crimes relacionados à exploração mineral irregular, especialmente na Bacia do Rio Doce. O foco também inclui o combate à extração clandestina de minérios, fraudes em processos minerários, lavagem de dinheiro e outros crimes que envolvem a exploração ilegal de recursos minerais pertencentes à União.

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Durante o anúncio, Alexandre Silveira afirmou que o fortalecimento da fiscalização é uma resposta aos desafios enfrentados pelo setor mineral brasileiro e relembrou os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, classificando as tragédias como episódios que reforçam a necessidade de ampliar o controle sobre a atividade minerária.

O ministro destacou ainda que a mineração desempenha papel estratégico para a economia nacional, principalmente no fornecimento de matérias-primas essenciais para diversos setores, incluindo a produção de fertilizantes utilizados pelo agronegócio. Segundo ele, o crescimento do setor deve ocorrer com responsabilidade ambiental, segurança e respeito à legislação.

Silveira também ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), defendendo o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor. Na avaliação do ministro, é necessário ampliar a capacidade dos órgãos responsáveis pela regulação e fiscalização da atividade mineral no país.

Outro tema abordado foi o projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos. O ministro afirmou esperar que a proposta avance no Senado, destacando que esses minerais ganharam importância estratégica no cenário internacional por serem fundamentais para a produção de tecnologias de alta complexidade e para a transição energética.

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Ao encerrar o evento, Alexandre Silveira afirmou que o Brasil reúne condições para ampliar sua participação na cadeia global de minerais críticos e atrair investimentos internacionais. Segundo ele, o fortalecimento da produção nacional poderá colocar o país em posição de destaque no mercado mundial, desde que a exploração ocorra de forma legal, sustentável e com rigor na fiscalização.

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Jurista Alysson Mascaro afirma que Brasil precisa se preparar para desafios do cenário internacional

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Em análise sobre o cenário internacional, Alysson Leandro Mascaro relaciona a crise política dos Estados Unidos – Crédito: Victor Barau

O jurista e filósofo Alysson Leandro Mascaro afirmou que o Brasil enfrenta um período decisivo em meio às transformações da geopolítica internacional. Em entrevista à TV 247, ele sustentou que o país precisa reforçar sua capacidade de proteger seus interesses nacionais diante da intensificação das disputas entre as grandes potências e do crescimento da influência da extrema direita em diversos países da América Latina.

Ao analisar o cenário internacional, Mascaro afirmou que a ascensão da China ocorre paralelamente ao enfraquecimento político dos Estados Unidos. Na avaliação do jurista, o retorno de Donald Trump à presidência norte-americana representa um reflexo das dificuldades enfrentadas pelo sistema político do país, marcado por fortes divisões internas e por mudanças no equilíbrio de poder mundial.

Durante a entrevista, o filósofo destacou os 105 anos do Partido Comunista da China como um marco histórico para compreender a trajetória do país asiático. Segundo ele, a transformação da China em uma potência mundial esteve diretamente ligada à construção de um projeto nacional baseado na soberania, na organização do Estado e na consolidação de instituições capazes de sustentar o desenvolvimento econômico e político.

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Mascaro também afirmou que a Revolução Cultural permanece como um dos episódios mais debatidos da história contemporânea. Na visão do jurista, o processo foi alvo de intensas críticas ao longo das últimas décadas, embora considere que sua importância histórica seja frequentemente subestimada nas análises produzidas no Ocidente.

Ao abordar a atuação internacional dos Estados Unidos, o filósofo classificou o atual momento como uma nova etapa do imperialismo norte-americano, que chamou de “hiperimperialismo”. Segundo ele, essa estratégia amplia as formas de influência política, econômica e ideológica sobre países considerados estratégicos, especialmente na América Latina, onde as disputas geopolíticas tendem a ganhar maior intensidade nos próximos anos.

Outro ponto levantado durante a entrevista foi o papel das plataformas digitais nas disputas políticas. Mascaro avaliou que o Brasil permanece excessivamente dependente de empresas estrangeiras para o funcionamento das principais redes sociais e aplicativos de comunicação. Para ele, investir em soluções tecnológicas nacionais poderia fortalecer a soberania digital e reduzir a vulnerabilidade do país diante da influência de algoritmos e interesses externos.

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O jurista também comentou a perspectiva de um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Mascaro, um governo voltado ao fortalecimento de políticas públicas poderia deixar como legado a ampliação de direitos sociais, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e avanços nas políticas voltadas ao mundo do trabalho, consolidando conquistas de longo prazo para a população.

Encerrando a entrevista, Mascaro defendeu que o combate à desigualdade social deve permanecer como prioridade nacional. O filósofo afirmou que um país com o potencial econômico do Brasil não deveria conviver com elevados índices de pobreza, fome e exclusão social, defendendo que o fortalecimento da solidariedade e das políticas públicas seja parte central do debate político e do projeto de desenvolvimento do país.

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