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Paulo Nogueira defende fortalecimento da defesa nacional diante de cenário geopolítico e alerta para disputa por recursos do Brasil

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Economista afirma que o país precisa ampliar sua capacidade de defesa, reduzir dependência externa e priorizar uma estratégia baseada nos interesses nacionais – Crédito: Brasil247 – Dall-E

O economista Paulo Nogueira Batista Júnior afirmou, durante entrevista concedida à TV 247, que o Brasil precisa reforçar sua estrutura de defesa para enfrentar um cenário internacional marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela disputa entre grandes potências. Segundo ele, o país deve desenvolver uma estratégia própria para proteger sua soberania e seus recursos naturais.

De acordo com Batista Júnior, apesar das dificuldades enfrentadas pelo Brasil em áreas essenciais como saúde, educação, habitação e segurança pública, a conjuntura internacional exige investimentos contínuos nas Forças Armadas. Para o economista, a defesa nacional deve ser tratada como uma prioridade permanente do Estado brasileiro.

Durante a entrevista, ele avaliou que os Estados Unidos atravessam um período de perda de influência global e classificou esse processo como uma fase de decadência política e institucional. Em sua análise, o atual governo norte-americano simboliza esse momento de enfraquecimento da principal potência militar do mundo.

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Mesmo apontando sinais de declínio da influência dos Estados Unidos, Paulo Nogueira Batista Júnior destacou que o país continua sendo uma potência com ampla capacidade militar, tecnológica e financeira. Segundo ele, essa condição faz com que Washington permaneça exercendo grande influência sobre a política internacional e mantenha elevado poder de intervenção.

O economista também defendeu mudanças na formação estratégica das Forças Armadas brasileiras. Em sua avaliação, o país precisa desenvolver uma doutrina militar voltada aos interesses nacionais, reduzindo a influência de modelos externos e fortalecendo uma visão própria sobre segurança e defesa.

Outro ponto levantado foi a necessidade de ampliar a autonomia tecnológica do setor militar. Batista Júnior afirmou que depender de equipamentos produzidos por outros países pode representar riscos estratégicos, principalmente em situações de tensão internacional ou de possíveis restrições impostas por governos estrangeiros.

Ao abordar o cenário internacional, o economista afirmou que a América Latina tem se tornado espaço de crescente disputa entre Estados Unidos e China. Segundo ele, enquanto os chineses ampliam sua presença por meio de investimentos, comércio e infraestrutura, os norte-americanos buscam preservar sua influência política e estratégica na região.

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Paulo Nogueira Batista Júnior também ressaltou que o Brasil reúne recursos naturais considerados estratégicos, como petróleo, minerais críticos, terras raras, minério de ferro e biodiversidade, fatores que aumentam o interesse internacional sobre o país. Apesar da importância econômica da China, ele afirmou que o Brasil não deve depender de nenhuma potência estrangeira e defendeu que as decisões nacionais sejam guiadas exclusivamente pelos interesses do próprio país, com foco no fortalecimento da soberania, da indústria e da capacidade de defesa.

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Ministro Alexandre de Moraes determina apreensão de armas, cancela registro de CAC e mantém Bolsonaro em prisão domiciliar

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Decisão do ministro do STF estabelece prazo para entrega do armamento à PF, revoga o porte de arma do ex-presidente

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a revogação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ordenou a apreensão de 11 armas vinculadas ao ex-chefe do Executivo. A decisão também manteve a prisão domiciliar, sem estabelecer um novo prazo para o encerramento da medida, além de fixar 48 horas para que o armamento seja entregue à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Além do cancelamento do registro de CAC, Moraes determinou a revogação do porte de arma de Bolsonaro. Entre os itens que deverão ser recolhidos está uma pistola Glock calibre 9 mm, localizada anteriormente com um sargento do Exército durante uma abordagem policial em Brasília, fato que deu origem à investigação.

A relação de armas que deverão ser entregues inclui pistolas, carabinas, fuzis e espingardas, abrangendo equipamentos classificados como de uso permitido e de uso restrito. Segundo a decisão, todo o material deverá permanecer sob custódia da Polícia Federal após o recolhimento.

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O despacho também determina que a Polícia Federal seja comunicada imediatamente para efetivar o cancelamento do porte de arma e do registro de CAC do ex-presidente. A medida faz parte das cautelares impostas no processo em que Bolsonaro responde perante o Supremo Tribunal Federal.

Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes acompanhou o entendimento apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver comprovação de falta grave atribuída diretamente a Bolsonaro no episódio envolvendo a pistola encontrada com o militar. A Polícia Federal chegou à mesma conclusão quanto à inexistência de crime praticado pelo ex-presidente nesse caso específico, embora o sargento investigado tenha sido indiciado.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, quando o STF autorizou a substituição do regime por motivos de saúde após um período de internação para tratamento de broncopneumonia. Na ocasião, a decisão teve caráter humanitário e levou em consideração a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

Na nova manifestação, Moraes optou por não fixar um prazo para o término da prisão domiciliar e advertiu que qualquer descumprimento das condições impostas ou de outras medidas cautelares poderá resultar na revogação do benefício, com retorno imediato ao regime fechado.

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O ex-presidente também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A condenação inclui os crimes de golpe de Estado, liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, devendo a pena ser cumprida inicialmente em regime fechado.

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