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Governo amplia combate ao crime organizado e reforça integração entre forças de segurança no Brasil
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Programa nacional já mobilizou milhares de agentes, realizou prisões e ampliou a cooperação entre União e estados – Foto: Aílton de Freitas/ MJSP
O Governo Federal intensificou as ações de enfrentamento ao crime organizado por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa que busca fortalecer a atuação integrada das forças de segurança em todo o país. A estratégia reúne órgãos federais, estaduais e instituições especializadas para ampliar a capacidade de combate às organizações criminosas.
Desde o lançamento do programa, em maio deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública tem promovido uma série de articulações com governos estaduais para alinhar operações, compartilhar informações e criar mecanismos de atuação conjunta. A proposta é tornar mais eficiente o combate ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armas e às atividades das facções criminosas.
Nos primeiros 30 dias de execução, as operações coordenadas mobilizaram quase 10 mil profissionais de segurança pública em diversas regiões do Brasil. As ações resultaram em milhares de prisões, apreensões de grandes quantidades de drogas, armas, munições e explosivos, além de provocar um impacto financeiro bilionário nas estruturas criminosas.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a união entre os entes federativos é indispensável para garantir resultados permanentes. Segundo ele, o compartilhamento de inteligência e a valorização dos profissionais que atuam na linha de frente são fundamentais para enfraquecer a atuação das organizações criminosas.
A integração também avançou por meio da aproximação com as polícias militares e civis dos estados. O Ministério da Justiça passou a manter diálogo permanente com representantes das corporações estaduais, fortalecendo a elaboração de estratégias conjuntas e ampliando a cooperação em áreas como investigação criminal, inteligência policial e segurança pública.
Além das operações, o programa prevê investimentos em tecnologia, capacitação profissional e modernização das estruturas periciais e prisionais. Com orçamento previsto de R$ 11,1 bilhões, a iniciativa busca fortalecer a atuação do Estado brasileiro, modernizar as forças de segurança e ampliar a capacidade nacional de enfrentamento ao crime organizado.
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Governo Federal libera R$ 337,5 milhões para reforçar combate aos incêndios e ampliar fiscalização ambiental
Medida provisória destina recursos ao Ibama e ao ICMBio para intensificar ações de prevenção – Foto: Vinícius Mendonça/ Ibama
O governo federal oficializou a liberação de R$ 337,5 milhões em recursos extraordinários para ampliar as ações de combate aos incêndios florestais e fortalecer a fiscalização ambiental em todo o país. A medida busca preparar os órgãos ambientais para enfrentar os desafios impostos pelo aumento dos focos de queimadas, principalmente em regiões estratégicas como a Amazônia e o Pantanal.
Os investimentos serão administrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis pela execução das operações de campo, monitoramento e preservação das áreas ambientais protegidas.
A maior parcela dos recursos, no valor de R$ 194,4 milhões, será destinada ao Ibama. O montante permitirá ampliar as operações de prevenção e combate aos incêndios em áreas federais consideradas prioritárias, além de reforçar a fiscalização contra crimes ambientais.
Entre as ações previstas estão a mobilização de equipes especializadas, contratação de brigadistas temporários, aquisição de equipamentos de proteção individual, reforço da logística operacional e a utilização de aeronaves para dar suporte às operações em regiões de difícil acesso.
O ICMBio receberá R$ 143,1 milhões para fortalecer suas atividades de monitoramento e proteção das unidades de conservação espalhadas pelo país. Os recursos também serão utilizados na contratação de profissionais, compra de equipamentos, implantação de sistemas tecnológicos e ampliação da estrutura de resposta às emergências ambientais.
A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal para reduzir os impactos das queimadas, proteger a biodiversidade e aumentar a capacidade de atuação dos órgãos responsáveis pela preservação ambiental diante dos períodos mais críticos do ano.
A medida ainda atende determinações estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que cobra do poder público a adoção de medidas mais eficazes para prevenir e enfrentar os incêndios florestais, especialmente nos biomas da Amazônia e do Pantanal.
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