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Deputado Lindbergh Farias diz que julgamento de Eduardo Bolsonaro marca avanço na responsabilização por ataques à democracia
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Deputado do PT afirma que ações contra as instituições brasileiras precisam ter consequências.
O deputado federal Lindbergh Farias afirmou que o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal representa um momento decisivo no processo de responsabilização de pessoas investigadas por ações consideradas uma ameaça às instituições democráticas do país.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar destacou que a análise do caso pela Corte tem um significado histórico e defendeu que atos praticados contra a soberania nacional e o funcionamento das instituições brasileiras não podem ficar sem punição. Segundo ele, é necessário que haja consequências para aqueles que atentarem contra a democracia.
Lindbergh também afirmou que, após os acontecimentos relacionados aos ataques de 8 de janeiro, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a intensificar articulações internacionais com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras e influenciar decisões judiciais envolvendo investigações e condenações.
O deputado acusou integrantes do grupo político bolsonarista de promoverem ações no exterior para defender interesses particulares, alegando que essas movimentações buscariam criar pressão internacional sobre o Brasil. Para ele, houve uma estratégia contínua de enfrentamento às instituições democráticas.
Durante a manifestação, Lindbergh também citou o senador Flávio Bolsonaro, cobrando esclarecimentos sobre encontros internacionais e supostas relações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, que é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Eduardo Bolsonaro responde a acusações relacionadas à suposta tentativa de constranger integrantes do Judiciário e de atuar para interferir em processos em andamento. O caso está sendo analisado pela Primeira Turma do STF, enquanto a defesa do ex-deputado será realizada pela Defensoria Pública da União, após ele não constituir advogado particular para atuar no processo.
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Eduardo Bolsonaro volta a pressionar governo dos EUA contra Moraes antes de julgamento no Supremo Tribunal Federal
Ex-deputado pede retomada de sanções internacionais e diz ser alvo de perseguição política – Foto: Rosinei Coutinho/ STF | Mario Agra/ CdosD
Às vésperas de um novo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro intensificou os ataques ao ministro Alexandre de Moraes e voltou a buscar apoio internacional para pressionar autoridades brasileiras. Em uma publicação nas redes sociais, ele pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a integrantes do governo norte-americano a retomada de sanções contra o magistrado.
Eduardo Bolsonaro será julgado nesta terça-feira (16) em uma ação que apura suposta coação no curso do processo, relacionada às investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e tem utilizado o período no exterior para ampliar sua articulação política internacional.
Na publicação divulgada na plataforma X, Eduardo afirmou que a reativação das sanções contra Alexandre de Moraes seria uma medida urgente e criticou a decisão de suspender as punições anteriormente discutidas. Segundo ele, a interrupção dessas medidas teria fortalecido a atuação do ministro.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também declarou que está sendo alvo de uma perseguição política e argumentou que o processo em andamento representa uma tentativa de retaliar suas posições públicas. Para Eduardo, o Supremo estaria utilizando instrumentos jurídicos para atingir opositores políticos.
Em sua defesa, o ex-deputado questionou a acusação relacionada aos contatos mantidos com integrantes do governo norte-americano. Segundo ele, considerar essas articulações como crime equivaleria a associar autoridades dos Estados Unidos a uma organização criminosa, interpretação que classificou como absurda.
A investigação sobre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro ganhou força após a Procuradoria-Geral da República apontar que ele teria buscado apoio junto a membros da administração de Donald Trump para adotar medidas de pressão contra o Brasil, incluindo a imposição de tarifas comerciais e restrições de vistos a autoridades do governo federal e ministros do STF. O caso segue sob análise da Suprema Corte e amplia a tensão política entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o Judiciário brasileiro.
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