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Eleitores independentes e direita não-bolsonarista abandonam Flávio Bolsonaro e ampliam vantagem de Lula para 2026

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Pesquisa mostra crescimento do presidente Lula entre eleitores independentes – Foto: Divulgação | Andressa Anholete/ Agência Senado

A mais recente pesquisa Genial/ Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) indica uma mudança importante no cenário da disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas principais simulações eleitorais, ampliando sua vantagem em relação aos levantamentos anteriores.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 29%. O resultado revela uma diferença de dez pontos percentuais entre os dois principais nomes testados pela pesquisa, reforçando a posição do atual presidente na corrida eleitoral.

De acordo com a análise do cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, a principal mudança ocorreu entre os eleitores considerados independentes, grupo frequentemente apontado como decisivo em disputas nacionais. Segundo ele, parte desse eleitorado passou a migrar do senador para o presidente, alterando o equilíbrio observado nos levantamentos anteriores.

Na projeção de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os independentes, a diferença é ainda mais significativa, com o presidente alcançando 37% das preferências, enquanto o senador registra 24%.

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O levantamento também mostra que o bolsonarismo permanece fortemente alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro. Entretanto, a situação é diferente entre os eleitores de direita que não se identificam diretamente com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse segmento, surgem sinais de divisão e busca por alternativas.

Outros nomes da direita continuam sendo mencionados pelos entrevistados, mas ainda sem desempenho suficiente para ameaçar a liderança de Lula. Nas simulações de segundo turno, tanto Romeu Zema quanto Ronaldo Caiado aparecem atrás do presidente, mantendo uma distância de aproximadamente dez pontos percentuais.

Entre os fatores apontados para o fortalecimento de Lula estão medidas econômicas adotadas pelo governo federal. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e os programas voltados à renegociação de dívidas foram citados como iniciativas que contribuíram para melhorar a percepção de parte da população em relação à gestão federal.

A pesquisa identificou ainda uma redução no número de brasileiros que afirmam enfrentar graves dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo, aumentou o percentual dos que declaram estar sem dívidas, cenário que pode influenciar diretamente a avaliação do governo e o comportamento eleitoral dos entrevistados.

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Por outro lado, Flávio Bolsonaro enfrenta desgaste em temas recentes que ganharam repercussão nacional. Questões envolvendo o Banco Master, as relações com o empresário Daniel Vorcaro e debates relacionados à política externa dos Estados Unidos aparecem entre os assuntos que impactaram negativamente a imagem do senador perante parte do eleitorado.

Os dados da Quaest sugerem que a disputa presidencial permanece aberta, mas indicam uma vantagem momentânea para Lula, impulsionada principalmente pela recuperação de apoio entre eleitores independentes e pela dificuldade dos adversários em construir uma alternativa capaz de unificar os diferentes grupos da oposição para as eleições de 2026.

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Tarifaço dos Estados Unidos sai pela culatra e fortalece o presidente Lula na disputa política, aponta pesquisa Quaest

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Levantamento mostra que presidente amplia apoio entre eleitores ao defender interesses nacionais  – Foto: Reprodução/X /@FlavioBolsonaro | Ricardo Stuckert

O embate político em torno das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tem refletido diretamente na opinião pública. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Quaest, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente na percepção dos brasileiros quando o assunto é a defesa dos interesses econômicos e da soberania nacional diante das medidas adotadas pelo governo americano.

A pesquisa revelou que uma parcela significativa dos entrevistados associa a atuação de Lula à proteção dos interesses do país no cenário internacional. O resultado demonstra que o tema ganhou relevância no debate político nacional e passou a influenciar a avaliação dos eleitores sobre as principais lideranças envolvidas na discussão.

Outro dado destacado pelo levantamento mostra que a crise comercial provocada pelo aumento das tarifas contribuiu para fortalecer a imagem política do presidente junto a parte do eleitorado. Enquanto um grupo declarou estar mais inclinado a apoiar Lula após o episódio, outro segmento afirmou se aproximar das posições defendidas pelo senador Flávio Bolsonaro, evidenciando a polarização do tema.

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A pesquisa também investigou a percepção dos brasileiros sobre a origem do conflito comercial. Ao serem apresentados às versões defendidas por Lula e por Flávio Bolsonaro sobre as razões que levaram os Estados Unidos a anunciar novas taxas para produtos brasileiros, a maioria dos entrevistados afirmou concordar com a interpretação apresentada pelo presidente da República.

O impacto econômico das tarifas também preocupa a população. Mais da metade dos entrevistados acredita que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos podem trazer consequências negativas para a vida das famílias brasileiras, afetando empregos, renda e setores ligados à exportação de produtos nacionais.

Realizada entre os dias 5 e 8 de junho com 2.004 entrevistados em todo o país, a pesquisa Quaest indica que o debate sobre comércio exterior e soberania nacional passou a ocupar espaço importante na disputa política. Os números apontam que, neste momento, Lula aparece em posição mais favorável na avaliação dos brasileiros sobre quem melhor representa os interesses do Brasil diante do cenário internacional.

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