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Pesquisa Quaest mostra Lula abrindo vantagem de 13 pontos sobre Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes

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Levantamento mostra crescimento do presidente em segmento considerado decisivo para as eleições de 2026 – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua liderança em um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo dados divulgados pela pesquisa Quaest nesta quarta-feira (10). O avanço foi registrado principalmente entre os eleitores independentes, grupo que representa uma parcela significativa do eleitorado brasileiro e costuma influenciar diretamente o resultado das disputas presidenciais.

De acordo com o levantamento, Lula registrou crescimento expressivo nesse segmento em comparação com a pesquisa anterior. Enquanto o presidente ampliou seu apoio entre os independentes, Flávio Bolsonaro apresentou recuo, abrindo uma diferença de 13 pontos percentuais entre os dois nomes avaliados.

Analistas políticos destacam que o eleitor independente costuma ser mais sensível ao cenário econômico, às ações do governo e aos acontecimentos políticos do momento. Por isso, as mudanças de preferência registradas nesse grupo são acompanhadas com atenção por partidos e estrategistas eleitorais.

O estudo também revelou que Lula aparece em situação favorável quando comparado a outros possíveis adversários da oposição. Nas simulações realizadas pela Quaest, o presidente manteve vantagem diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), consolidando uma posição competitiva para a disputa de 2026.

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Outro dado observado pela pesquisa foi a redução do apoio de Flávio Bolsonaro em setores da direita que não se identificam diretamente com o bolsonarismo. Nesse segmento, embora continue liderando amplamente contra Lula, o senador registrou queda em relação aos levantamentos anteriores, indicando uma possível reorganização das preferências dentro do campo conservador.

A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o governo federal. Os números apontam estabilidade no quadro geral de aprovação e desaprovação da gestão Lula. No entanto, entre os eleitores independentes, foi identificado um avanço na avaliação positiva do governo e uma redução na rejeição ao presidente.

Especialistas observam que o resultado pode refletir a repercussão de fatos políticos recentes, além de medidas econômicas e programas anunciados pelo governo federal nos últimos meses. O levantamento foi o primeiro a captar a reação do eleitorado após uma série de acontecimentos que dominaram o noticiário nacional nas últimas semanas.

Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026. As informações e do o Portal G1 Globo

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Com desgaste do caso Dark Horse, Flávio Bolsonaro perde força entre independentes e não consegue ampliar apoio eleitoral

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Senador busca conquistar mulheres, jovens e idosos após pesquisas indicarem vantagem de Lula – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem concentrado esforços na ampliação de sua presença junto a setores do eleitorado que tradicionalmente não compõem o núcleo mais fiel do bolsonarismo. A avaliação de integrantes do grupo político é que, para disputar a Presidência com maior competitividade, será necessário conquistar espaço entre eleitores independentes e reduzir resistências em públicos específicos.

Nos bastidores, aliados consideram que o capital eleitoral herdado do ex-presidente Jair Bolsonaro já atingiu um patamar próximo do seu limite, tornando indispensável a busca por novos apoios. A estratégia ganhou força após levantamentos de opinião apontarem dificuldades do senador em segmentos importantes da população.

As mulheres aparecem como uma das principais preocupações da campanha. Pesquisas recentes mostram que o eleitorado feminino ainda demonstra maior inclinação por Lula, cenário que tem levado Flávio a reforçar discursos voltados à valorização da participação das mulheres na política e em cargos de liderança.

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Para tentar melhorar sua aceitação nesse grupo, o senador passou a defender publicamente uma maior presença feminina em espaços de poder. A discussão sobre a escolha de uma mulher para compor uma eventual chapa presidencial também tem sido tratada como uma alternativa para ampliar o diálogo com esse segmento do eleitorado.

Outro foco da estratégia está nos jovens, faixa considerada decisiva por representar uma parcela expressiva dos eleitores brasileiros. A equipe de comunicação do parlamentar tem investido em conteúdos digitais, vídeos curtos e ações nas redes sociais, buscando aproximar sua imagem de um público mais conectado e menos identificado com os formatos tradicionais de campanha.

Apesar desse esforço, a disputa pelo voto jovem é vista como um desafio complexo. Além da concorrência direta com Lula, outros nomes ligados à direita e ao campo conservador também disputam a atenção desse eleitorado, especialmente entre os que buscam discursos mais alinhados a pautas antissistema.

Os idosos também passaram a ocupar posição estratégica nos planos da pré-campanha. Questões relacionadas à aposentadoria, Previdência Social e qualidade de vida são tratadas com cautela pelos aliados de Flávio, que buscam evitar desgastes em um segmento considerado sensível a mudanças nessas áreas.

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Embora a corrida eleitoral ainda esteja em fase inicial, interlocutores do senador acreditam que existe espaço para crescimento nos próximos meses. O principal desafio será ampliar o alcance da candidatura sem afastar a base conservadora que sustenta seu projeto político, equilibrando pautas ideológicas com propostas capazes de dialogar com um público mais amplo.

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