Região Sudeste
Haddad defende integração nacional das forças de segurança e reforça apoio à PEC da Segurança Pública
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Pré-candidato ao governo de São Paulo afirma que união entre União, estados e municípios é fundamental para enfraquecer o crime organizado – Foto: Reprodução/ Podcast 3 Irmãos
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a defender uma atuação mais integrada das forças de segurança pública em todo o país. Em declaração divulgada nas redes sociais, ele destacou a importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como instrumento para ampliar a cooperação entre os diferentes níveis de governo.
Segundo Haddad, o combate ao crime organizado exige uma estratégia coordenada entre União, estados e municípios. Para ele, a troca de informações, o compartilhamento de inteligência e a atuação conjunta dos órgãos de segurança são medidas essenciais para enfrentar organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do Brasil.
O petista também defendeu a consolidação de um Sistema Único de Segurança Pública, modelo que busca aproximar as instituições responsáveis pela prevenção, investigação e repressão ao crime. A proposta pretende transformar a cooperação entre os entes federativos em uma política permanente de Estado.
Durante sua manifestação, Haddad ressaltou que operações realizadas de forma integrada têm demonstrado resultados mais eficazes no combate às redes criminosas. De acordo com ele, experiências recentes reforçam a necessidade de ampliar a articulação entre polícias, órgãos de fiscalização e instituições de controle.
O pré-candidato ainda afirmou que a segurança pública deve ser tratada como uma responsabilidade compartilhada, com participação ativa dos governos estaduais e do governo federal. Na avaliação dele, o fortalecimento das ações conjuntas pode contribuir para reduzir a influência das facções criminosas e melhorar a proteção da população.
A PEC da Segurança Pública já recebeu aprovação na Câmara dos Deputados e agora aguarda análise do Senado Federal. Entre seus principais pontos estão a ampliação dos mecanismos de integração entre os órgãos de segurança, o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a definição de competências compartilhadas entre os entes federativos.
Ao encerrar sua defesa da proposta, Haddad afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve atingir principalmente as estruturas financeiras que sustentam as organizações criminosas. Ele também destacou a necessidade de investir nas forças policiais e em mecanismos de inteligência para ampliar a capacidade do Estado de combater atividades ilícitas em todo o território nacional.
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Ex-deputado Eduardo Bolsonaro tenta recuar após polêmica sobre Pix e enfrenta nova onda de críticas nas redes
Declarações envolvendo o sistema de pagamentos brasileiro e comparações com o Zelle geram repercussão negativa – Foto: Reprodução
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro voltou ao centro de uma nova controvérsia após tentar esclarecer declarações que provocaram forte reação nas redes sociais e no meio político. Em vídeo divulgado recentemente, ele buscou negar que tenha defendido qualquer substituição do Pix por um sistema de pagamentos utilizado nos Estados Unidos, mas a tentativa de explicação acabou alimentando ainda mais o debate.
A polêmica começou após a divulgação de uma gravação em que Eduardo mencionou o Zelle, plataforma amplamente utilizada por bancos norte-americanos para transferências financeiras. A fala foi interpretada por muitos internautas como uma sugestão de que o Brasil deveria abrir mão do Pix em favor de um modelo estrangeiro, o que gerou críticas imediatas.
Diante da repercussão, o ex-parlamentar publicou um novo vídeo afirmando que jamais defendeu a troca do sistema brasileiro. Segundo ele, sua intenção era apenas destacar que existem mecanismos semelhantes em outros países e que o tema poderia ser discutido em eventuais negociações internacionais.
O caso ganhou ainda mais visibilidade após manifestações de aliados do ex-deputado. Entre eles, o comentarista Paulo Figueiredo, que saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro e contestou a interpretação feita por parte da imprensa e de usuários das redes sociais. A estratégia, porém, não conseguiu reduzir o impacto das críticas.
Especialistas e usuários apontaram que o Pix é considerado uma das ferramentas de pagamento digital mais avançadas do mundo, oferecendo transferências instantâneas, funcionamento ininterrupto e ampla integração com instituições financeiras. As comparações com sistemas estrangeiros reacenderam discussões sobre a importância da tecnologia desenvolvida pelo Banco Central brasileiro.
O episódio ocorre em um momento delicado para o grupo político ligado à família Bolsonaro. Além da repercussão envolvendo o Pix, outras controvérsias recentes têm contribuído para ampliar o desgaste da imagem do campo bolsonarista, especialmente em debates sobre economia, soberania nacional e relações com os Estados Unidos. Nas redes sociais, a discussão continua mobilizando apoiadores e críticos, mantendo o tema entre os assuntos mais comentados dos últimos dias.
Veja o vídeo:
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