Região Centro-oeste
“Vendilhões da Pátria”: Lula reage a tarifa dos EUA, defende o Pix e acusa aliados de Bolsonaro de agir contra o Brasil
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Presidente afirma que medida anunciada pelos Estados Unidos prejudica trabalhadores, empresários e o agronegócio brasileiro – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar duramente a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. Durante agenda pública realizada nesta terça-feira (2), em Catalão, Goiás, o petista classificou a medida como injusta e afirmou que a iniciativa foi baseada em argumentos sem fundamento apresentados por setores que, segundo ele, tentam prejudicar os interesses do Brasil no cenário internacional.
Ao comentar a medida norte-americana, Lula destacou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix tem despertado atenção de grandes grupos econômicos internacionais. Para o presidente, o sucesso da ferramenta criada pelo Banco Central brasileiro incomoda empresas ligadas ao sistema financeiro tradicional, principalmente aquelas que atuam no mercado de cartões de crédito.
O chefe do Executivo também afirmou que esperava uma conversa direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar das divergências comerciais entre os dois países. Segundo Lula, havia um entendimento para que representantes dos governos buscassem uma solução negociada antes de qualquer medida mais dura ser anunciada.
De acordo com o presidente, equipes técnicas brasileiras e norte-americanas participaram de diversas reuniões nas últimas semanas, mas ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre os temas que estão em discussão. Mesmo assim, Lula demonstrou surpresa com o anúncio das novas tarifas enquanto as negociações continuavam em andamento.
Durante o discurso, o presidente também fez críticas a integrantes da família Bolsonaro. Sem poupar palavras, Lula acusou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de incentivarem ações internacionais que possam gerar impactos negativos para a economia brasileira. Segundo ele, atitudes desse tipo acabam prejudicando produtores rurais, empresários e trabalhadores do país.
Lula ainda direcionou críticas ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, apontado por integrantes do governo brasileiro como um dos defensores de uma postura mais rígida em relação ao Brasil. O presidente afirmou que o diplomata possui uma visão desfavorável aos interesses latino-americanos e contribui para o aumento das tensões comerciais.
Apesar do impasse com os norte-americanos, Lula procurou destacar uma notícia considerada positiva para o setor produtivo nacional. O presidente comemorou o reconhecimento internacional do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que pode ampliar ainda mais o acesso da carne brasileira a importantes mercados internacionais, especialmente o chinês.
Ao encerrar sua fala, o presidente afirmou que o Brasil continuará buscando novos parceiros comerciais caso enfrente dificuldades para ampliar suas vendas aos Estados Unidos. Segundo ele, a economia brasileira possui capacidade para diversificar mercados e fortalecer relações comerciais com outras nações, reduzindo a dependência de qualquer país específico.
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Sob ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos, presidente Lula reúne equipe ministerial no Palácio do Planalto
Presidente afirma que governo intensificará negociações com Washington e critica brasileiros que atuam contra interesses do país – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu todos os ministros de seu governo em mais uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro serviu para alinhar estratégias da gestão federal diante de desafios econômicos e diplomáticos que podem impactar diretamente o comércio exterior brasileiro.
Entre os assuntos debatidos, ganhou destaque a possibilidade de os Estados Unidos adotarem novas tarifas sobre produtos exportados pelo Brasil. O tema preocupa o governo federal, que teme prejuízos para setores produtivos e para a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
Durante a reunião, Lula afirmou que o governo continuará dialogando com as autoridades norte-americanas para evitar qualquer medida que dificulte as relações comerciais entre os dois países. Segundo o presidente, a prioridade é manter o ambiente de cooperação e concluir negociações já em andamento sem a imposição de novas barreiras econômicas.
O chefe do Executivo também voltou a criticar brasileiros que, segundo ele, atuam junto a setores políticos dos Estados Unidos para defender medidas prejudiciais ao Brasil. Sem mencionar nomes, Lula afirmou que interesses eleitorais não podem estar acima dos interesses nacionais e classificou esse tipo de atuação como uma postura contrária ao país.
Outra medida anunciada pelo presidente é o envio de uma carta ao presidente norte-americano Donald Trump. No documento, Lula pretende solicitar que sejam reavaliadas as recomendações que defendem o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro argumenta que justificativas apresentadas por integrantes da equipe americana, como questões relacionadas ao desmatamento e ao sistema de pagamentos Pix, não correspondem à realidade dos fatos.
Lula também ressaltou que o Brasil continuará fortalecendo sua presença em novos mercados internacionais. Segundo ele, caso ocorram restrições comerciais por parte dos Estados Unidos, o país buscará ampliar acordos e oportunidades com outras nações, diversificando destinos para as exportações brasileiras e reduzindo a dependência de um único parceiro comercial.
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