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Lula reforça apoio a Ricardo Couto e diz que governador interino pode ajudar a transformar o Rio de Janeiro

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Presidente voltou a elogiar o atual comandante do estado durante evento no Rio e destacou confiança na gestão interina – Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula voltou a demonstrar publicamente sua confiança no governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Durante participação no lançamento da plataforma Tela Brasil, realizado na capital fluminense, Lula destacou o papel que o gestor poderá desempenhar nos próximos meses à frente do estado.

Em seu discurso, o presidente pediu aplausos ao governador interino e afirmou acreditar que Couto tem condições de contribuir para uma nova fase administrativa no Rio de Janeiro. A declaração ocorreu diante de autoridades, representantes do setor cultural e integrantes do governo federal presentes no evento.

Os elogios de Lula a Ricardo Couto não são novidade. Nos últimos dias, o presidente já havia destacado o nome do governador durante agenda na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde ressaltou a oportunidade de o gestor promover mudanças importantes na administração estadual durante o período em que permanecer no cargo.

Na ocasião, Lula afirmou que o Rio de Janeiro precisa avançar em áreas estratégicas e sugeriu que Couto aproveite o tempo de gestão para implementar ações capazes de gerar resultados concretos para a população. Segundo o presidente, o momento representa uma oportunidade para fortalecer políticas públicas e melhorar serviços essenciais.

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As manifestações de apoio acontecem em meio ao cenário político conturbado enfrentado pelo estado. O ex-governador Cláudio Castro passou a ser alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao fundo previdenciário estadual.

A investigação segue em andamento e busca esclarecer a suposta atuação do banqueiro Daniel Vorcaro em negociações envolvendo recursos públicos do Rioprevidência. Enquanto o caso é apurado pelas autoridades, Ricardo Couto permanece à frente do governo estadual e recebe apoio público do presidente da República para conduzir a administração do Rio de Janeiro.

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Lula reage a declarações dos EUA, critica Flávio Bolsonaro e reforça defesa da soberania brasileira

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Presidente afirma que o Brasil não aceitará interferências externas e cobra mais autonomia no combate ao crime organizado – Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom ao comentar recentes declarações de autoridades dos Estados Unidos sobre o combate ao crime organizado no Brasil. Durante agenda em Sergipe, onde anunciou novos investimentos da Petrobras, Lula afirmou que o país tem condições de enfrentar suas próprias organizações criminosas e não aceitará qualquer tipo de interferência estrangeira em assuntos internos.

Em seu discurso, o presidente demonstrou insatisfação com o posicionamento do governo norte-americano em relação às facções criminosas brasileiras. Segundo Lula, o enfrentamento de grupos que atuam dentro do território nacional deve permanecer sob responsabilidade das instituições brasileiras, preservando a independência e a soberania do país.

Lula ressaltou que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho causam prejuízos à população, especialmente nas periferias e comunidades mais vulneráveis. No entanto, argumentou que o tratamento dado a esses grupos deve seguir a legislação brasileira e as estratégias definidas pelas forças de segurança nacionais.

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O presidente também destacou medidas adotadas por sua gestão para fortalecer o combate ao crime organizado. Entre elas, citou avanços legislativos, investimentos em inteligência e ações coordenadas entre órgãos de segurança pública para ampliar a capacidade de investigação e repressão às atividades criminosas.

Durante a fala, Lula chamou atenção para o fluxo internacional de armas ilegais que chegam ao Brasil. Segundo ele, parte significativa do armamento utilizado por facções criminosas tem origem no exterior, o que exige maior cooperação internacional para combater o tráfico e desarticular redes criminosas transnacionais.

O chefe do Executivo afirmou ainda que já apresentou às autoridades norte-americanas informações sobre brasileiros investigados ou condenados que estariam residindo nos Estados Unidos. Para Lula, o combate ao crime deve ser uma responsabilidade compartilhada entre as nações, respeitando as leis e a soberania de cada país.

Em outro momento do discurso, o presidente criticou a atuação de parlamentares brasileiros que buscam apoio político no exterior para influenciar debates internos. Sem poupar palavras, Lula classificou esse tipo de comportamento como prejudicial aos interesses nacionais e incompatível com a defesa da democracia brasileira.

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A fala ocorre em meio à repercussão da decisão do governo dos Estados Unidos de incluir facções criminosas brasileiras em listas ligadas ao combate internacional ao terrorismo. O tema tem gerado debates entre autoridades dos dois países sobre os limites da cooperação internacional em questões de segurança pública.

Lula também aproveitou a ocasião para defender a aprovação de medidas que ampliem a estrutura de segurança pública no Brasil. Entre as propostas mencionadas está o fortalecimento da atuação federal, com mais recursos para inteligência, investigação e integração entre as forças policiais.

Encerrando o discurso, o presidente afirmou que o Brasil continuará mantendo relações diplomáticas com todas as nações, mas sempre baseado no respeito mútuo e na igualdade entre os países. Segundo ele, a democracia, a integridade territorial e a soberania nacional devem permanecer como princípios inegociáveis da política externa brasileira.

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