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Lula reage a declarações dos EUA, critica Flávio Bolsonaro e reforça defesa da soberania brasileira

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Presidente afirma que o Brasil não aceitará interferências externas e cobra mais autonomia no combate ao crime organizado – Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom ao comentar recentes declarações de autoridades dos Estados Unidos sobre o combate ao crime organizado no Brasil. Durante agenda em Sergipe, onde anunciou novos investimentos da Petrobras, Lula afirmou que o país tem condições de enfrentar suas próprias organizações criminosas e não aceitará qualquer tipo de interferência estrangeira em assuntos internos.

Em seu discurso, o presidente demonstrou insatisfação com o posicionamento do governo norte-americano em relação às facções criminosas brasileiras. Segundo Lula, o enfrentamento de grupos que atuam dentro do território nacional deve permanecer sob responsabilidade das instituições brasileiras, preservando a independência e a soberania do país.

Lula ressaltou que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho causam prejuízos à população, especialmente nas periferias e comunidades mais vulneráveis. No entanto, argumentou que o tratamento dado a esses grupos deve seguir a legislação brasileira e as estratégias definidas pelas forças de segurança nacionais.

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O presidente também destacou medidas adotadas por sua gestão para fortalecer o combate ao crime organizado. Entre elas, citou avanços legislativos, investimentos em inteligência e ações coordenadas entre órgãos de segurança pública para ampliar a capacidade de investigação e repressão às atividades criminosas.

Durante a fala, Lula chamou atenção para o fluxo internacional de armas ilegais que chegam ao Brasil. Segundo ele, parte significativa do armamento utilizado por facções criminosas tem origem no exterior, o que exige maior cooperação internacional para combater o tráfico e desarticular redes criminosas transnacionais.

O chefe do Executivo afirmou ainda que já apresentou às autoridades norte-americanas informações sobre brasileiros investigados ou condenados que estariam residindo nos Estados Unidos. Para Lula, o combate ao crime deve ser uma responsabilidade compartilhada entre as nações, respeitando as leis e a soberania de cada país.

Em outro momento do discurso, o presidente criticou a atuação de parlamentares brasileiros que buscam apoio político no exterior para influenciar debates internos. Sem poupar palavras, Lula classificou esse tipo de comportamento como prejudicial aos interesses nacionais e incompatível com a defesa da democracia brasileira.

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A fala ocorre em meio à repercussão da decisão do governo dos Estados Unidos de incluir facções criminosas brasileiras em listas ligadas ao combate internacional ao terrorismo. O tema tem gerado debates entre autoridades dos dois países sobre os limites da cooperação internacional em questões de segurança pública.

Lula também aproveitou a ocasião para defender a aprovação de medidas que ampliem a estrutura de segurança pública no Brasil. Entre as propostas mencionadas está o fortalecimento da atuação federal, com mais recursos para inteligência, investigação e integração entre as forças policiais.

Encerrando o discurso, o presidente afirmou que o Brasil continuará mantendo relações diplomáticas com todas as nações, mas sempre baseado no respeito mútuo e na igualdade entre os países. Segundo ele, a democracia, a integridade territorial e a soberania nacional devem permanecer como princípios inegociáveis da política externa brasileira.

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Lula anuncia mais de R$ 7 bilhões em investimentos no Amazonas com foco em energia, logística e desenvolvimento

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Presidente cumpre agenda em Manaus com ações da Petrobras, Transpetro e governo federal voltadas à infraestrutura, transporte e projetos ambientais – Foto: Ricardo Stuckert 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira, em Manaus, de uma série de agendas estratégicas voltadas ao fortalecimento da economia do Amazonas. As ações envolvem investimentos bilionários nas áreas de energia, logística, infraestrutura e desenvolvimento regional, com participação de órgãos federais e empresas do setor petrolífero.

A primeira cerimônia ocorreu no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, onde foram apresentados projetos que somam mais de R$ 2,8 bilhões em investimentos previstos até 2030. O evento contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, além de autoridades federais e representantes do setor industrial.

Entre os principais anúncios está a construção de 18 barcaças destinadas ao transporte de combustíveis. As embarcações serão produzidas pela indústria naval amazonense e devem ampliar a capacidade logística da Transpetro no abastecimento marítimo de combustíveis em diferentes regiões do país.

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Outro destaque da agenda foi a retomada dos investimentos da Petrobras na região de Urucu, importante polo de produção de petróleo e gás natural do Amazonas. A estatal prevê aplicar cerca de R$ 2,5 bilhões na perfuração de novos poços e na ampliação das atividades de exploração energética no estado.

Após os compromissos no Estaleiro Bertolini, Lula seguiu para o Estaleiro Juruá, onde participou de novas assinaturas e anúncios ligados ao desenvolvimento regional. A programação incluiu o lançamento de uma embarcação financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a oficialização de R$ 150 milhões em investimentos do Programa Desafios da Amazônia, ligado ao Fundo Amazônia.

A agenda presidencial também contou com a presença de ministros de diferentes áreas do governo federal, entre eles representantes das pastas de Transportes, Minas e Energia, Meio Ambiente, Portos e Aeroportos e Casa Civil. Os anúncios incluem ainda medidas socioambientais relacionadas à BR-319, rodovia considerada estratégica para a integração da Região Norte.

Com os novos investimentos, o governo federal busca ampliar a infraestrutura logística e energética do Amazonas, fortalecer a indústria naval da região e estimular projetos voltados ao crescimento econômico sustentável na Amazônia.

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