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Deputado Fabiano da Luz denuncia cortes do governo de SC e baixo investimento em prevenção de enchentes

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Sob alerta climático extremo, governo de SC reduz investimentos em Defesa Civil e corta verbas para barragens – Foto: Assessoria

Mesmo diante da previsão de eventos extremos provocados pelo El Niño e após sucessivos episódios de enchentes em Santa Catarina, o governo do Estado praticamente paralisou investimentos em prevenção de desastres. Executou apenas 0,66% da verba inicialmente prevista para construção, ampliação e reforma de barragens e apenas 15,4%, de todo o orçamento aprovado para a Secretaria de Proteção e Defesa Civil em 2025. Os dados são do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-SC).

Para o líder do PT na Alesc, Fabiano da Luz, os números revelam uma contradição entre o discurso adotado pelo governo e o investimento efetivado no Estado. “Santa Catarina vive sob risco permanente de enchentes, deslizamentos e tragédias climáticas. Mesmo assim, o governo corta recursos justamente das áreas responsáveis por proteger vidas e reduzir os impactos desses desastres”, afirmou o deputado.

Segundo Fabiano, o Estado tem promovido um esvaziamento constante do orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa em áreas consideradas estratégicas para as pessoas. “O Parlamento aprova recursos para prevenção, Defesa Civil e manutenção de barragens, mas durante a execução o governo faz cortes nesses investimentos. Isso é grave porque estamos falando de estruturas essenciais para proteger cidades inteiras”, disse.

Os dados do Sigef mostram que a Defesa Civil iniciou 2025 com orçamento previsto de R$ 50 milhões. Ao longo do ano, porém, o valor autorizado caiu para R$ 10 milhões. Desse total, apenas R$ 7,7 milhões foram liquidados.

As reduções atingiram principalmente ações preventivas. A rubrica do Fundo Estadual da Defesa Civil destinada a projetos e obras de prevenção começou o exercício com previsão de R$ 125 milhões. O valor acabou reduzida para R$ 39 milhões, uma queda de 68,8%.

A situação mais crítica aparece nas barragens do Alto Vale do Itajaí, consideradas estruturas centrais para minimizar os impactos das enchentes históricas na região.

A previsão inicial para obras de construção, ampliação e reforma das barragens era de R$ 23 milhões. Depois dos cortes promovidos ao longo do exercício, o orçamento caiu para R$ 913 mil. Até o encerramento do ano, somente R$ 153 mil haviam sido efetivamente executados.

Já os recursos destinados à operação, manutenção e conservação das barragens passaram de R$ 9 milhões para R$ 2,5 milhões. A execução ficou em R$ 1,8 milhão.

As barragens de Taió, Ituporanga e José Boiteux foram construídas para conter cheias no Vale do Itajaí, região historicamente atingida por algumas das maiores enchentes de Santa Catarina. Relatórios técnicos e órgãos de controle apontam que a segurança dessas estruturas depende de manutenção permanente e investimentos contínuos em operação e modernização.

O histórico de baixa execução orçamentária da Defesa Civil catarinense já havia sido alvo de alerta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC). Em relatório referente a 2024, o órgão apontou que apenas 32,06% dos recursos previstos para a pasta foram utilizados.

Para Fabiano da Luz, os dados mostram que o Estado continua tratando prevenção como tema secundário.“Santa Catarina não pode continuar agindo apenas depois da tragédia acontecer. Prevenção exige planejamento, manutenção e execução séria do orçamento público. O custo da omissão sempre recai sobre a vida das pessoas”, afirmou. 

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Deputada Gleisi Hoffmann intensifica críticas a Flávio Bolsonaro e amplia disputa pelo eleitorado feminino

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Deputada afirma que resistência de parte das mulheres ao senador está ligada à sua trajetória política e ao legado do seu pai – Foto: Brito Júnior/ SRI-PR

A disputa pelo eleitorado feminino ganhou um novo capítulo nesta semana após a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebater declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua dificuldade em conquistar o apoio das mulheres. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a baixa identificação do senador com esse segmento não está relacionada à forma de comunicação, mas à imagem construída ao longo de sua atuação política.

Na manifestação, Gleisi contestou a avaliação feita por Flávio, que havia atribuído sua menor aceitação entre as mulheres a problemas na maneira de transmitir suas ideias. Para a deputada, a rejeição de parte do eleitorado feminino decorre das posições políticas defendidas pelo senador e do simbolismo que ele representa dentro do cenário nacional.

A parlamentar também criticou o tempo que, segundo ela, Flávio Bolsonaro levou para comentar declarações feitas por um aliado político ligado ao grupo bolsonarista. Na avaliação de Gleisi, a demora em se posicionar sobre o episódio reforça questionamentos sobre o compromisso do senador com pautas relacionadas aos direitos e ao respeito às mulheres.

Outro ponto levantado pela deputada foi a associação entre Flávio Bolsonaro e declarações polêmicas do ex-presidente Jair Bolsonaro envolvendo mulheres. Gleisi relembrou episódios que, ao longo dos últimos anos, foram alvo de críticas de movimentos sociais, parlamentares e organizações de defesa dos direitos femininos, afirmando que esse histórico continua influenciando a percepção de parte do eleitorado.

Ao concluir sua publicação, Gleisi afirmou que pretende ampliar o diálogo com as mulheres durante o processo eleitoral e declarou que trabalhará para reduzir o apoio feminino ao senador. A manifestação ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, nas quais ambos os grupos políticos buscam ampliar sua influência junto ao eleitorado.

O novo embate evidencia a crescente polarização entre PT e PL e reforça a importância do voto feminino nas próximas eleições. Analistas políticos apontam que esse segmento deverá continuar sendo um dos principais focos das estratégias de campanha, já que pesquisas recentes indicam diferenças significativas entre homens e mulheres na avaliação das principais lideranças políticas do país.

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