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Deputada Gleisi Hoffmann intensifica críticas a Flávio Bolsonaro e amplia disputa pelo eleitorado feminino
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Deputada afirma que resistência de parte das mulheres ao senador está ligada à sua trajetória política e ao legado do seu pai – Foto: Brito Júnior/ SRI-PR
A disputa pelo eleitorado feminino ganhou um novo capítulo nesta semana após a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebater declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua dificuldade em conquistar o apoio das mulheres. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a baixa identificação do senador com esse segmento não está relacionada à forma de comunicação, mas à imagem construída ao longo de sua atuação política.
Na manifestação, Gleisi contestou a avaliação feita por Flávio, que havia atribuído sua menor aceitação entre as mulheres a problemas na maneira de transmitir suas ideias. Para a deputada, a rejeição de parte do eleitorado feminino decorre das posições políticas defendidas pelo senador e do simbolismo que ele representa dentro do cenário nacional.
A parlamentar também criticou o tempo que, segundo ela, Flávio Bolsonaro levou para comentar declarações feitas por um aliado político ligado ao grupo bolsonarista. Na avaliação de Gleisi, a demora em se posicionar sobre o episódio reforça questionamentos sobre o compromisso do senador com pautas relacionadas aos direitos e ao respeito às mulheres.
Outro ponto levantado pela deputada foi a associação entre Flávio Bolsonaro e declarações polêmicas do ex-presidente Jair Bolsonaro envolvendo mulheres. Gleisi relembrou episódios que, ao longo dos últimos anos, foram alvo de críticas de movimentos sociais, parlamentares e organizações de defesa dos direitos femininos, afirmando que esse histórico continua influenciando a percepção de parte do eleitorado.
Ao concluir sua publicação, Gleisi afirmou que pretende ampliar o diálogo com as mulheres durante o processo eleitoral e declarou que trabalhará para reduzir o apoio feminino ao senador. A manifestação ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, nas quais ambos os grupos políticos buscam ampliar sua influência junto ao eleitorado.
O novo embate evidencia a crescente polarização entre PT e PL e reforça a importância do voto feminino nas próximas eleições. Analistas políticos apontam que esse segmento deverá continuar sendo um dos principais focos das estratégias de campanha, já que pesquisas recentes indicam diferenças significativas entre homens e mulheres na avaliação das principais lideranças políticas do país.
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Deputada Gleisi Hoffmann confronta Júlia Zanatta após ação contra Janja no Ministério Público Federal
Gleisi parte para cima de Júlia Zanatta após ação contra Janja e acusa bolsonarista de atacar combate a crimes contra crianças – Bruno Spada/ CdosD
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado pelo Paraná, saiu em defesa da primeira-dama Janja Lula da Silva após a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) recorrer ao Ministério Público Federal para questionar sua atuação no episódio envolvendo a plataforma Discord. Gleisi classificou a iniciativa da parlamentar como uma ofensiva contra quem cobra providências diante de denúncias graves envolvendo crianças e adolescentes.
A controvérsia começou depois que Janja pediu publicamente uma resposta das autoridades sobre o funcionamento da plataforma durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, no último dia 6. A cobrança ocorreu diante de integrantes do governo, entre eles o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
O posicionamento da primeira-dama ganhou repercussão após vir à tona o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão. Diante da gravidade da denúncia, Janja defendeu providências para ampliar a proteção de menores no ambiente digital e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Júlia Zanatta, no entanto, levou o episódio ao MPF sob o argumento de que a primeira-dama poderia ter ultrapassado os limites de sua atuação e exercido atribuições que caberiam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A própria representação, contudo, reconhece que Janja não assinou nem formalizou qualquer ato administrativo. Mesmo assim, a deputada citou o artigo 328 do Código Penal, que trata da usurpação de função pública.
Gleisi reagiu duramente à iniciativa e acusou setores da direita de direcionarem seus ataques contra quem tenta enfrentar crimes praticados contra menores. “Quando vê um crime acontecer contra crianças, resolve brigar com quem tá tentando punir e impedir novos crimes”, afirmou. Para a petista, o Estado dispõe de instrumentos legais para cobrar responsabilidade de plataformas digitais quando não existem mecanismos adequados de proteção aos usuários mais vulneráveis.
A deputada também destacou a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no caso. Segundo Gleisi, o órgão determinou a suspensão das transmissões ao vivo no Discord no Brasil até que sejam demonstradas medidas capazes de garantir maior segurança a crianças e adolescentes. Para ela, plataformas que não assegurem um ambiente protegido podem ser submetidas a restrições e punições previstas na legislação brasileira.
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