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Polícia Federal e CGU fazem diligência no Iprev após investimento de R$ 117 milhões no Master
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Ação de órgãos de controle interrompeu temporariamente os atendimentos presenciais no Iprev – Foto: Divulgação/ Arquivo/ PF
Agentes da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) estiveram, na manhã desta segunda-feira (10), na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). A presença das equipes provocou movimentação no prédio desde as primeiras horas do dia e levou à interrupção temporária dos atendimentos presenciais oferecidos pelo instituto.
A diligência ocorre em um momento no qual estão sob apuração as circunstâncias envolvendo cerca de R$ 117 milhões do fundo previdenciário dos servidores municipais que foram investidos no Banco Master. Apesar da coincidência, até a divulgação das informações disponíveis não havia confirmação oficial da Polícia Federal de que a operação realizada no Iprev estivesse diretamente relacionada a essas aplicações financeiras.
Também não haviam sido divulgados detalhes sobre os objetivos da atuação conjunta da PF e da CGU, nem confirmação sobre cumprimento de mandados de prisão ou eventual recolhimento de documentos e outros materiais na sede do instituto. Com a suspensão dos serviços presenciais, servidores que tinham atendimento previsto para esta segunda-feira poderão precisar remarcar seus procedimentos.
O episódio aumenta a expectativa por esclarecimentos sobre a destinação dos recursos previdenciários aplicados no Banco Master, instituição que passou por intervenção e liquidação do Banco Central. As informações oficiais sobre o alcance da diligência e sua possível relação com os R$ 117 milhões deverão ser apresentadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações.
Polícia
PF deflagra Operação Heritage e investiga esquema de desvio de R$ 308 milhões em recursos públicos
Ação autorizada pelo STF cumpre mandados em quatro estados e bloqueia até R$ 316 milhões em bens dos investigados – Foto: Divulgação/ Arquivo/ PF
A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ofensiva ocorre por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e atinge investigados nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.
Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além de uma série de medidas cautelares determinadas pela Corte. Entre elas estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a retenção de passaportes, a proibição de deixar o país, a vedação de contato entre os alvos e o bloqueio de bens que pode chegar a aproximadamente R$ 316 milhões.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve origem na análise de um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa do setor de telefonia para a devolução de valores relacionados a uma disputa tributária. A partir da apuração desse contrato, os investigadores identificaram indícios de possíveis irregularidades envolvendo a destinação dos recursos.
As diligências apontam que o acordo pode ter sido utilizado para favorecer o desvio de mais de R$ 308 milhões dos cofres públicos. De acordo com a PF, o dinheiro teria sido movimentado por meio de operações financeiras estruturadas para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores.
Ainda conforme os investigadores, o suposto esquema utilizava uma rede composta por fundos de investimento em diferentes níveis e empresas interpostas para ocultar a movimentação financeira. A estratégia teria sido empregada para mascarar a circulação dos recursos e dar aparência de legalidade às operações.
A Polícia Federal informou que os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, uso indevido de informação privilegiada e infrações contra o Sistema Financeiro Nacional. As investigações continuam, e novos crimes ou envolvidos poderão ser identificados ao longo do andamento da operação.
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