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PL recorre ao STF e pede quebra de sigilos de ex-chefe de gabinete de Lula por suspeita de vazamento de informações da Polícia Federal
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Partido também solicita busca e apreensão e acesso a registros de visitas à Presidência – Crédito: Reprodução
O Partido Liberal (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que atuou como chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa pretende apurar a suspeita levantada pela oposição de que informações reservadas de investigações da Polícia Federal teriam chegado antecipadamente a integrantes da Presidência da República.
O requerimento foi apresentado sob sigilo pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e direcionado ao ministro André Mendonça. Segundo a argumentação do partido, a medida seria necessária para esclarecer se integrantes do governo tiveram conhecimento prévio de que investigações conduzidas pela PF haviam alcançado o nome do então auxiliar presidencial. O pedido busca a análise das movimentações bancárias e fiscais de Marcola desde janeiro de 2023.
Além da quebra dos sigilos, o PL solicitou ao Supremo a adoção de outras medidas cautelares. Entre elas está a realização de busca e apreensão para recolher celulares, computadores, documentos e outros registros que possam ter relação com os fatos investigados. O partido também quer que a Presidência forneça os registros de entrada e saída de visitantes do Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada e do gabinete presidencial referentes aos últimos 30 dias.
Outra solicitação apresentada ao STF envolve diretamente a Polícia Federal. O partido pede que a corporação informe as datas e os horários dos despachos pessoais realizados entre Lula e o diretor-geral da PF entre janeiro e julho deste ano. Para a oposição, esses dados poderiam contribuir para esclarecer se houve alguma comunicação irregular envolvendo informações protegidas por sigilo. Até eventual decisão judicial, os pedidos apresentados pelo PL permanecem como requerimentos e não significam que as suspeitas tenham sido comprovadas.
Marcola passou a ser citado no caso após a divulgação de transferências realizadas pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e amiga de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Conforme as informações divulgadas sobre o episódio, R$ 249 mil teriam sido transferidos para contas pessoais do ex-chefe de gabinete.
Em manifestação pública, Marcola confirmou que recebeu o dinheiro, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, os R$ 249 mil correspondiam a um empréstimo pessoal feito por Luchsinger e posteriormente devolvido integralmente. O ex-assessor, que ocupava a chefia de gabinete desde o início do terceiro mandato de Lula e havia deixado o cargo para atuar na coordenação da campanha à reeleição, acabou se afastando da equipe em meio à repercussão do caso e afirmou que passaria a se dedicar à própria defesa.
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Lula diz que nenhum país leva a questão climática tão a sério quanto o Brasil e destaca queda histórica no desmatamento da Amazônia
Presidente cita redução de 36% nos alertas de desmatamento na Amazônia e reforça compromisso de zerar devastação – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque mundial no enfrentamento às mudanças climáticas. Durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, Lula declarou que nenhum outro país, incluindo os Estados Unidos, trata a questão ambiental com a mesma seriedade e apontou a redução do desmatamento em diferentes biomas brasileiros como resultado das políticas adotadas pelo governo.
Dados apresentados pelo INPE indicam que a Amazônia alcançou o menor nível de área sob alertas de desmatamento desde o início da série histórica do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram registrados 2.874,38 quilômetros quadrados sob alerta, uma redução de 36% em relação ao período anterior. O resultado também ficou 55,6% abaixo da média observada na última década.
No Cerrado, os alertas atingiram 5.119,46 quilômetros quadrados no mesmo intervalo, representando uma queda de 7,8% e o menor patamar dos últimos cinco anos. O Deter funciona como uma ferramenta de acompanhamento praticamente contínuo da cobertura vegetal, produzindo informações utilizadas pelos órgãos ambientais para direcionar operações de fiscalização e combater a retirada ilegal da vegetação.
Lula atribuiu parte dos resultados ao fortalecimento do monitoramento científico e à utilização de dados técnicos na formulação das políticas públicas. Segundo o presidente, decisões relacionadas à preservação ambiental precisam estar fundamentadas em informações confiáveis, e não em avaliações sem comprovação. Durante a passagem pelo INPE, ele conheceu laboratórios e estruturas responsáveis pelo acompanhamento dos biomas brasileiros.
Outros ecossistemas também apresentaram redução do desmatamento, conforme informações consolidadas pelo sistema Prodes. Na Caatinga, a área desmatada caiu 34,3%, chegando a 2.289,54 quilômetros quadrados. A Mata Atlântica apresentou redução de 15,32%, com 402,36 quilômetros quadrados, enquanto o Pampa registrou queda de 41,7%, totalizando 305,48 quilômetros quadrados de vegetação nativa retirada.
Ao comentar os números, Lula reafirmou a meta do governo brasileiro de alcançar o desmatamento zero até 2030. Para ele, a manutenção da fiscalização, dos investimentos e da estrutura destinada à proteção ambiental pode permitir que o país cumpra o compromisso. O presidente também defendeu maior participação das prefeituras, argumentando que os municípios possuem conhecimento direto das áreas onde ocorrem incêndios e desmatamento ilegal.
O governo federal também prepara uma estrutura para responder a possíveis eventos climáticos extremos. De acordo com Lula, 24 ministérios estão envolvidos no planejamento, que prevê aquisição de equipamentos e veículos, contratação de brigadistas, preparação de equipes de saúde e formação de estoques de alimentos. A estratégia busca ampliar a capacidade de resposta do poder público diante de incêndios, secas, enchentes e outras situações provocadas ou agravadas pelas mudanças do clima.
A agenda presidencial ocorreu durante as comemorações pelos 65 anos do INPE, instituição responsável pelo monitoramento da Amazônia Legal desde 1988 e que atualmente acompanha a retirada da vegetação nativa em todos os biomas brasileiros. Lula classificou o instituto como uma referência científica e defendeu novos investimentos em pesquisa e tecnologia, afirmando que o conhecimento produzido pelo órgão é fundamental para orientar a fiscalização e sustentar o compromisso brasileiro de combater o desmatamento até 2030.
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