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Tatuador é preso após ex denunciar perseguição, cárcere privado e ameaças de morte no Rio de Janeiro

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Vítima afirmou à polícia que sofreu agressões, foi mantida sob vigilância durante meses e que o suspeito também ameaçou matar seus filhos – Foto: Arquivo pessoal

Um tatuador teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça após ser acusado de perseguir, ameaçar de morte e manter a ex-companheira em situação de violência doméstica, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A mulher procurou a polícia para denunciar uma série de crimes e relatou viver sob constante medo das atitudes do investigado.

Segundo as investigações, a vítima contou que o homem fazia ameaças frequentes contra ela, seus filhos e outros familiares. Mesmo enquanto ela registrava a ocorrência na delegacia, o suspeito continuou realizando ligações e enviando mensagens com conteúdo intimidatório, situação que, conforme a decisão judicial, foi presenciada pelos próprios policiais responsáveis pelo atendimento.

O inquérito também aponta que o investigado teria ido até as proximidades da residência onde a mulher estava abrigada, fotografado o imóvel e o veículo do ex-marido dela e enviado novas mensagens ameaçando matar o homem. Durante as diligências, agentes encontraram e apreenderam uma faca na casa do suspeito, objeto que, segundo a vítima, já havia sido utilizado para intimidá-la.

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Em depoimento, a mulher afirmou que conviveu com o acusado por cerca de quatro meses e que, durante esse período, teria sido mantida em cárcere privado, sofrendo agressões físicas, ameaças constantes e controle sobre sua liberdade. Ela também relatou que foi obrigada, mediante violência e intimidação, a fazer tatuagens permanentes no corpo, incluindo uma com o nome do investigado.

Após conseguir deixar a residência, a vítima disse que o homem continuou as perseguições. Conforme o relato, ele teria ido durante a madrugada até a casa onde vivem os filhos dela para fazer novas ameaças. A defesa da mulher informou que as intimidações também eram direcionadas às três crianças, todas menores de 12 anos, caracterizando um cenário de risco para toda a família.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para converter a prisão em flagrante em preventiva, destacando a gravidade das acusações e a necessidade de proteger a vítima e seus familiares. A defesa também ressaltou que o caso pode se enquadrar na chamada violência vicária, modalidade prevista na Lei Maria da Penha, em que filhos e familiares são utilizados como instrumento para intimidar e causar sofrimento à mulher.

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PM intensifica combate ao crime e retira câmeras clandestinas instaladas em bairros de João Pessoa

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Equipamentos estavam espalhados por 5 bairros da capital e serão investigados para identificar possível uso por organizações criminosas – Foto: Divulgação/ PM

A Polícia Militar da Paraíba realizou uma nova operação para remover câmeras de monitoramento instaladas de forma irregular em diferentes bairros da zona norte de João Pessoa. Os equipamentos foram recolhidos durante ações da Operação Paraíba Mais Segura, que reforça o combate à criminalidade em áreas consideradas estratégicas da capital.

Ao todo, oito câmeras foram apreendidas nesta etapa da operação. Os equipamentos estavam distribuídos nos bairros de Cruz das Armas, Bairro dos Novais, Oitizeiro, Varadouro e Mandacaru. A suspeita é de que o sistema clandestino pudesse estar sendo utilizado para monitorar a movimentação policial e favorecer ações de grupos criminosos.

Segundo o tenente-coronel Bruno, todos os equipamentos passarão por investigação para esclarecer quem realizou a instalação e qual era a finalidade do monitoramento. A Polícia Militar pretende identificar os responsáveis e verificar se existe ligação direta com facções que atuam na região.

O oficial destacou que a retirada das câmeras faz parte de uma estratégia permanente da corporação para enfraquecer estruturas utilizadas pelo crime organizado. Além da remoção dos equipamentos, a operação também tem resultado na apreensão de armas, recuperação de veículos roubados e prisão de pessoas com mandados de captura em aberto.

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De acordo com o balanço apresentado pela PM, somente na área atendida pelo 1º Batalhão já foram retiradas de circulação mais de 20 armas de fogo, além da captura de diversos foragidos da Justiça e da recuperação de veículos furtados ou roubados, reforçando o impacto das ações de segurança.

Esta não é a primeira ofensiva contra sistemas clandestinos de vigilância. Em 17 de julho, outra operação da Polícia Militar já havia apreendido sete câmeras instaladas irregularmente no Distrito Mecânico de João Pessoa, demonstrando que a fiscalização continuará sendo intensificada para impedir que equipamentos sejam utilizados em benefício da criminalidade.

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