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Perseguição e troca de tiros no Rio de Janeiro terminam com cinco mortos, entre eles um policial militar

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Confronto entre PM e criminosos deixou ainda feridos, provocou interdição da via e resultou na apreensão de um arsenal de guerra – Foto: Divulgação/ PM

Uma intensa perseguição policial na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, terminou em tragédia na noite desta terça-feira (28). A ação resultou na morte de cinco pessoas, entre elas um policial militar, além de deixar outros feridos e causar transtornos no trânsito durante a operação.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência teve início quando agentes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) tentaram abordar dois veículos que eram monitorados pelo setor de inteligência da corporação. Os suspeitos ignoraram a ordem de parada e reagiram, iniciando uma perseguição acompanhada por troca de tiros ao longo da Avenida Brasil.

Durante a fuga, um dos automóveis conseguiu escapar, enquanto o outro seguiu em direção à região de Ramos. Com o apoio de equipes do Batalhão de Choque, foi montado um bloqueio para impedir a fuga. Ao tentar atravessar o cerco, o motorista perdeu o controle do veículo, bateu contra uma mureta e o confronto armado foi intensificado. Quatro suspeitos morreram no local.

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A operação também atingiu policiais militares. Dois agentes foram baleados durante a ocorrência e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas. Um deles, identificado como Fernando Plácido Roberto Rocha, não resistiu aos ferimentos e morreu. O segundo policial permanece internado recebendo atendimento médico.

Além dos policiais, outras três pessoas ficaram feridas durante o confronto. Duas foram levadas ao Hospital Geral de Bonsucesso e outra ao Hospital Getúlio Vargas. Segundo informações das equipes médicas, ao menos um dos feridos está em estado grave, enquanto as circunstâncias de seu envolvimento na ocorrência ainda são apuradas.

Após o fim da operação, a Polícia Militar apreendeu um grande arsenal que estava com os criminosos: seis fuzis, três pistolas, uma granada e diversos coletes balísticos. O material foi encaminhado para a perícia, e o caso será investigado para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica completa da ação policial.

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Três policiais militares voltam à prisão após descumprirem regras da prisão domiciliar no Rio de Janeiro

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Justiça determina nova prisão de policiais investigados por atuar na segurança de Rogério de Andrade –  Foto: Divulgação

Três policiais militares investigados por suposta participação em um esquema de proteção ao contraventor Rogério de Andrade foram presos novamente no Rio de Janeiro. A nova ordem de prisão foi expedida após o Ministério Público apontar que os investigados descumpriram diversas condições impostas pela Justiça durante o período em que estavam em prisão domiciliar.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos em diferentes endereços.

Os policiais detidos são Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes. Eles respondem a processos relacionados à Operação Petrorianos, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa formada para prestar segurança ao grupo liderado por Rogério de Andrade, apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da contravenção no estado.

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Segundo o Ministério Público, relatórios de monitoramento indicaram que os três investigados deixaram suas residências em ocasiões não autorizadas, inclusive durante horários em que deveriam permanecer recolhidos. As irregularidades ocorreram, de acordo com os promotores, durante a noite e também em fins de semana.

No caso de Carlos Fernando Dias Chaves, a investigação aponta ainda falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica. Conforme os registros apresentados à Justiça, o equipamento permaneceu descarregado por vários dias em diferentes ocasiões, incluindo um período superior a três dias consecutivos, comprometendo o monitoramento eletrônico.

Para o Gaeco, o comportamento dos investigados demonstra desrespeito às medidas cautelares determinadas pela Justiça e reforça a necessidade da prisão preventiva para garantir o andamento das investigações, a aplicação da lei penal e a preservação da ordem pública.

A Operação Petrorianos foi deflagrada em março de 2024 e revelou um suposto esquema envolvendo policiais militares e outros integrantes responsáveis por fornecer segurança ao contraventor. Na primeira fase da investigação foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Posteriormente, uma segunda etapa também resultou na prisão de Rogério de Andrade e de outros investigados ligados ao grupo.

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Ao todo, o Ministério Público denunciou 31 pessoas por organização criminosa. Rogério de Andrade permanece custodiado no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, herdeiro de uma das principais famílias da contravenção no Rio de Janeiro. As investigações apontam que a disputa pelo controle dos negócios ilegais entre grupos rivais provocou dezenas de homicídios ao longo dos últimos anos.

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