Região Centro-oeste
Republicanos retira apoio ao senador Cleitinho Azevedo e abre crise política na disputa pelo Governo de Minas
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Partido oficializa apoio a Marcelo Aro após impasse envolvendo o senador Cleitinho – Foto: Ton Molina/ Agência Senado
A disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou um novo capítulo após o Republicanos anunciar que não considera mais o senador Cleitinho Azevedo como pré-candidato ao Palácio Tiradentes. A decisão foi comunicada pela direção nacional da legenda, que afirmou encerrar meses de negociações diante da falta de uma definição do parlamentar sobre a corrida eleitoral. Apesar disso, a assessoria de Cleitinho sustenta que ele continua disposto a disputar o comando do estado.
O desgaste entre o senador e o partido se intensificou depois que Cleitinho não participou da Convenção Estadual do Republicanos, realizada no último fim de semana. O encontro era visto como o momento decisivo para oficializar sua pré-candidatura, mas a ausência acabou sendo interpretada pela direção da sigla como um sinal de indefinição, comprometendo o planejamento político para as eleições.
Em comunicado conjunto, as executivas estadual e nacional do Republicanos afirmaram que investiram tempo e articulações para consolidar o projeto eleitoral, mas ressaltaram que uma candidatura depende, прежде de tudo, da manifestação clara de interesse do próprio postulante. Segundo o partido, sucessivas dúvidas e mudanças de posicionamento inviabilizaram a continuidade da estratégia construída ao longo dos últimos meses.
Mesmo diante da decisão da legenda, Cleitinho deu sinais de que ainda poderia entrar na disputa. O senador apareceu em posição de destaque em uma pesquisa de intenção de voto divulgada recentemente, o que alimentou especulações sobre uma possível mudança de rumo. Nas redes sociais, ele também publicou um vídeo produzido por inteligência artificial em homenagem ao pai e ao irmão, falecido na semana passada, com uma mensagem de incentivo para seguir em frente.
Com o rompimento do projeto envolvendo Cleitinho, o Republicanos decidiu formalizar apoio ao ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, que passa a ser o nome da aliança para disputar o governo estadual. O entendimento foi fechado durante uma reunião por videoconferência que reuniu dirigentes do partido e lideranças políticas nacionais.
A movimentação altera o cenário da sucessão em Minas Gerais e amplia as incertezas sobre os próximos passos de Cleitinho. Enquanto o Republicanos direciona sua estrutura para fortalecer a candidatura de Marcelo Aro, o senador ainda não confirmou se buscará outro caminho partidário para permanecer na disputa ou se adotará uma nova estratégia para as eleições de 2026.
Região Centro-oeste
Flávio Dino cobra explicações sobre emendas e avalia responsabilização de parlamentares por recursos públicos
Ministro determina que Congresso e Presidência esclareçam o papel de cada agente no repasse e na execução das verbas – Foto: Victor Piemonte/ STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e a Presidência da República apresentem, no prazo de dez dias, informações detalhadas sobre as responsabilidades de cada agente envolvido no processo de destinação e execução das emendas parlamentares. A medida integra uma ação que discute o nível de controle e fiscalização sobre esses recursos.
A decisão foi tomada no âmbito de uma ação movida pela Rede Sustentabilidade, que defende uma definição mais clara sobre o papel dos parlamentares na aplicação das emendas impositivas. A discussão busca esclarecer se deputados e senadores, ao indicar recursos para estados e municípios, também podem ser responsabilizados caso haja irregularidades na utilização do dinheiro público.
Ao analisar o caso, Flávio Dino destacou que existe uma ligação direta entre a indicação da verba e a posterior realização da despesa pública. Para o ministro, essa relação exige uma avaliação mais ampla sobre a participação de todos os envolvidos, evitando que apenas os gestores responsáveis pela execução respondam por eventuais problemas.
Na decisão, Dino também questionou a lógica de que parlamentares possam definir o destino de recursos federais sem estarem sujeitos a mecanismos de controle semelhantes aos aplicados aos administradores públicos. Segundo ele, essa diferença de tratamento pode enfraquecer a fiscalização e comprometer a transparência na gestão do orçamento.
O ministro ainda fez referência às chamadas “emendas Pix”, modalidade de transferência direta de recursos para estados e municípios que tem sido alvo de questionamentos por órgãos de controle devido à necessidade de ampliar a rastreabilidade da aplicação das verbas públicas. Para ele, a destinação desses recursos deve obedecer aos princípios constitucionais que regem o orçamento público.
Com a determinação, o Supremo pretende reunir informações que permitam definir de forma mais precisa as responsabilidades de parlamentares, órgãos federais, governos estaduais, prefeituras e demais gestores envolvidos no fluxo das emendas. A análise poderá influenciar futuras decisões sobre transparência, prestação de contas e fiscalização da aplicação de recursos públicos.
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