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Três policiais militares voltam à prisão após descumprirem regras da prisão domiciliar no Rio de Janeiro

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Justiça determina nova prisão de policiais investigados por atuar na segurança de Rogério de Andrade –  Foto: Divulgação

Três policiais militares investigados por suposta participação em um esquema de proteção ao contraventor Rogério de Andrade foram presos novamente no Rio de Janeiro. A nova ordem de prisão foi expedida após o Ministério Público apontar que os investigados descumpriram diversas condições impostas pela Justiça durante o período em que estavam em prisão domiciliar.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos em diferentes endereços.

Os policiais detidos são Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes. Eles respondem a processos relacionados à Operação Petrorianos, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa formada para prestar segurança ao grupo liderado por Rogério de Andrade, apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da contravenção no estado.

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Segundo o Ministério Público, relatórios de monitoramento indicaram que os três investigados deixaram suas residências em ocasiões não autorizadas, inclusive durante horários em que deveriam permanecer recolhidos. As irregularidades ocorreram, de acordo com os promotores, durante a noite e também em fins de semana.

No caso de Carlos Fernando Dias Chaves, a investigação aponta ainda falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica. Conforme os registros apresentados à Justiça, o equipamento permaneceu descarregado por vários dias em diferentes ocasiões, incluindo um período superior a três dias consecutivos, comprometendo o monitoramento eletrônico.

Para o Gaeco, o comportamento dos investigados demonstra desrespeito às medidas cautelares determinadas pela Justiça e reforça a necessidade da prisão preventiva para garantir o andamento das investigações, a aplicação da lei penal e a preservação da ordem pública.

A Operação Petrorianos foi deflagrada em março de 2024 e revelou um suposto esquema envolvendo policiais militares e outros integrantes responsáveis por fornecer segurança ao contraventor. Na primeira fase da investigação foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Posteriormente, uma segunda etapa também resultou na prisão de Rogério de Andrade e de outros investigados ligados ao grupo.

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Ao todo, o Ministério Público denunciou 31 pessoas por organização criminosa. Rogério de Andrade permanece custodiado no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, herdeiro de uma das principais famílias da contravenção no Rio de Janeiro. As investigações apontam que a disputa pelo controle dos negócios ilegais entre grupos rivais provocou dezenas de homicídios ao longo dos últimos anos.

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Turista da Polônia tem prejuízo de R$ 8,5 mil após cair no golpe da maquininha em Copacabana

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Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 31 anos apontado como autor da fraude – Foto: Divulgação

Um turista polonês foi vítima do chamado “golpe da maquininha” em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e acabou tendo um prejuízo de R$ 8.500 após realizar o pagamento de uma caipirinha. O caso terminou com a prisão em flagrante de um homem de 31 anos, identificado como suspeito da fraude.

De acordo com a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), o estrangeiro informou que havia comprado uma bebida por R$ 40 na região do Posto 3 da praia. Após concluir o pagamento com cartão de crédito, percebeu, pouco tempo depois, que o valor debitado era muito superior ao preço informado pelo vendedor.

Além da cobrança indevida de R$ 8.500, os policiais descobriram que outras três tentativas de transações também foram realizadas utilizando o mesmo cartão. As operações não foram concluídas porque foram recusadas pelo sistema bancário, mas, juntas, ultrapassavam R$ 34 mil.

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Com as informações fornecidas pela vítima, equipes da Deat iniciaram buscas pela orla de Copacabana e localizaram o suspeito. O homem foi reconhecido pelo turista e conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato.

Segundo a Polícia Civil, o preso foi identificado como Geovani Moisés da Silva dos Santos. Os investigadores informaram ainda que ele possui antecedentes criminais por porte de drogas e permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Deat agora trabalha para identificar possíveis comparsas e verificar se o suspeito participou de outras fraudes contra turistas na cidade. Os policiais também analisam registros de ocorrências semelhantes para verificar se existe atuação de uma organização criminosa especializada nesse tipo de golpe.

O caso chama atenção porque, na semana passada, outro homem também foi preso em Copacabana acusado de usar o mesmo esquema. Na ocasião, um turista francês comprou duas caipirinhas por R$ 80, mas teve quase R$ 8 mil cobrados após o suspeito manipular a máquina de cartão durante a operação.

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As autoridades orientam turistas e moradores a sempre conferir o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha, além de acompanhar imediatamente as notificações do banco após qualquer pagamento realizado com cartão.

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