Região Centro-oeste
Josué Gomes ganha força para ser vice de Patrus Ananias na disputa pelo Governo de Minas
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PT e PSB intensificam negociações e avançam na definição da chapa para o governo de Minas Gerais – Foto: Reprodução/ IA/ Portal 3 de Julho
O PT e o PSB deram novos passos nas negociações para consolidar a chapa que disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. As conversas entre as duas legendas avançaram nos últimos dias e agora aguardam apenas a definição da direção nacional do PSB sobre quem ocupará a vaga de candidato a vice na chapa encabeçada pelo deputado federal Patrus Ananias (PT).
A decisão deve ser discutida em um encontro entre o presidente estadual do PSB, Otacílio Costa, e o presidente nacional da legenda, João Campos. Nos bastidores, integrantes do PT afirmam que o partido está disposto a aceitar o nome indicado pelo aliado, reforçando a estratégia de manter a unidade entre as siglas durante a campanha.
Entre os nomes cotados para a vaga de vice, o empresário Josué Gomes aparece como o principal favorito. Filiado ao PSB e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele reúne apoio de importantes lideranças da legenda, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Além disso, carrega o legado político de seu pai, José Alencar, que ocupou a Vice-Presidência da República nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A possível confirmação de Josué Gomes na chapa também altera o cenário da disputa pelas vagas ao Senado. Nesse contexto, o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior surge como um dos principais nomes para concorrer à Casa Alta, formando uma composição ao lado da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que já é tratada como presença praticamente certa na chapa petista.
Apesar das especulações, Jarbas Soares evita confirmar qualquer mudança em seus planos eleitorais. Ao comentar a possibilidade de disputar o Senado, afirmou que o cenário político em Minas Gerais ainda permanece indefinido e que nenhuma alternativa pode ser descartada neste momento.
Além da eleição estadual, PT e PSB também discutem uma estratégia conjunta para fortalecer a aliança nos próximos anos. As conversas incluem um planejamento voltado para a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2028, com a possibilidade de o PSB liderar a chapa na capital mineira, consolidando uma parceria de longo prazo entre as duas legendas.
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PF investiga ministro do STJ por suspeita de envolvimento em esquema de venda de decisões judiciais
Ministro do STJ passa a ser investigado pela PF por suspeita de ligação com esquema de venda de decisões judiciais – Foto: Emerson Leal/ STJ
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a ampliar as investigações sobre um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e incluiu o ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre os investigados. É a primeira vez que um integrante da corte superior se torna alvo formal do inquérito em andamento no STF.
A apuração busca esclarecer se decisões proferidas por Moura Ribeiro teriam relação com a atuação do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e de sua esposa, Mirian Ribeiro, ambos já investigados no mesmo caso. Os investigadores também analisam movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo um ex-servidor que trabalhou no gabinete do ministro.
Segundo a Polícia Federal, o foco está em repasses feitos ao antigo funcionário, que atuava como assistente das sessões do STJ em 2019. O servidor deixou o tribunal em 2021, após ser alvo de um procedimento administrativo que apurou supostas irregularidades em sua atuação.
De acordo com informações da investigação, o comportamento do ex-servidor já despertava preocupação entre integrantes da corte durante o período em que exercia suas funções. As apurações internas resultaram na sua exoneração, medida que, segundo o tribunal, ocorreu após a identificação de condutas incompatíveis com o cargo.
Em manifestação encaminhada por sua assessoria, Moura Ribeiro afirmou não ter conhecimento da existência de investigação relacionada às decisões que proferiu. O ministro também destacou que o ex-colaborador permaneceu em seu gabinete por poucos meses e foi afastado após a constatação de irregularidades.
A nota divulgada pela defesa reforça que Moura Ribeiro possui mais de 40 anos de atuação na magistratura e sustenta que não há qualquer fundamento para associá-lo a práticas criminosas. O texto afirma que a trajetória do ministro sempre foi pautada pela legalidade e pela ética.
Os advogados de Andreson de Oliveira Gonçalves e Mirian Ribeiro também voltaram a negar qualquer participação em um esquema de venda de decisões judiciais. A defesa afirma que o casal jamais praticou atos ilícitos e que pretende demonstrar a inocência dos investigados durante o andamento do processo.
O caso representa um novo desdobramento da investigação conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pela Procuradoria-Geral da República. Em maio, a PGR denunciou nove pessoas por suspeita de participação no esquema, entre elas o lobista, sua esposa e ex-servidores do STJ. Até a autorização dada por Cristiano Zanin, nenhum ministro da corte figurava oficialmente como investigado no inquérito. As informações e da Folha de São Paulo.
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