Política Destaque
Stellantis anuncia investimento de R$ 30 bilhões no Brasil, prevê criação de 22 mil empregos e amplia plano de expansão da indústria
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Montadora vai investir em novos veículos, eletrificação, modernização de fábricas e fortalecimento da cadeia de fornecedores, reforçando o Brasil – Foto: Ricardo Stuckert
A Stellantis anunciou um novo pacote de investimentos de R$ 30 bilhões para suas operações no Brasil ao longo do período entre 2025 e 2030. O aporte faz parte da estratégia global da montadora para ampliar sua capacidade de produção, acelerar a inovação tecnológica e consolidar o país como um dos principais polos industriais do grupo na América Latina.
O anúncio foi feito após uma reunião entre representantes da empresa e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Durante o encontro, a direção da companhia reafirmou a confiança no mercado brasileiro e destacou que o ambiente econômico e industrial tem favorecido decisões voltadas à expansão das atividades no país.
Os recursos serão destinados ao lançamento de novos modelos, modernização das linhas de produção, desenvolvimento de tecnologias ligadas à eletrificação dos veículos e fortalecimento da cadeia de fornecedores nacionais. A iniciativa também busca aumentar a competitividade da indústria automotiva brasileira no cenário internacional.
Além da ampliação da estrutura industrial, a Stellantis estima gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos nas fábricas brasileiras. Somando os postos indiretos criados ao longo da cadeia produtiva, a expectativa é de que cerca de 22 mil novas oportunidades de trabalho sejam abertas durante a execução do plano.
Atualmente, a empresa reúne algumas das marcas mais conhecidas do setor automotivo mundial, entre elas Fiat, Jeep, Ram, Peugeot, Citroën, Chrysler, Dodge, Alfa Romeo, Maserati, Opel, DS Automobiles, Lancia, Abarth e Leapmotor, mantendo forte presença tanto no mercado brasileiro quanto em diversos países.
No Brasil, a Stellantis opera importantes unidades industriais instaladas em Betim, em Minas Gerais, Goiana, em Pernambuco, e Porto Real, no Rio de Janeiro. Esses complexos fabricam veículos destinados ao mercado interno e também à exportação para diferentes regiões do mundo.
Durante o encontro com o governo federal, o presidente mundial da companhia, Antonio Filosa, ressaltou que o Brasil ocupa posição estratégica nos planos da montadora. Segundo ele, a prioridade da empresa é ampliar a produção local, investir em fornecedores nacionais e fortalecer a indústria instalada no país.
Filosa também destacou a política adotada pela empresa de priorizar a fabricação local de componentes e veículos. Ao resumir essa estratégia, afirmou que a Stellantis busca desenvolver sua produção dentro dos mercados onde atua, reduzindo a dependência de importações e ampliando o conteúdo nacional em seus produtos.
Outro ponto apresentado pela companhia foi o compromisso com ações voltadas à diversidade e à inclusão no ambiente de trabalho. A empresa informou que mantém programas voltados ao aumento da participação feminina em seu quadro de funcionários, além de iniciativas destinadas à valorização da diversidade racial nas unidades brasileiras.
A Stellantis também anunciou que continuará investindo em programas de capacitação profissional e projetos sociais voltados às comunidades próximas às suas fábricas. Segundo a empresa, essas iniciativas têm como objetivo preparar mão de obra qualificada, ampliar o acesso ao mercado de trabalho e contribuir para o desenvolvimento econômico das regiões onde mantém operações.
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PF investiga Flávio Bolsonaro, Eduardo e Mário Frias por suposta lavagem de dinheiro em financiamento de filme sobre Dark Horse
Subtítulo: Inquérito autorizado pelo STF apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possível corrupção – Foto: Divulgação I Reprodução
A Polícia Federal instaurou uma investigação para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possível corrupção envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e outros investigados. O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e concentra-se na origem, no destino e na utilização dos recursos empregados na produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo as investigações, a Polícia Federal pretende rastrear toda a movimentação financeira relacionada ao projeto cinematográfico, incluindo transferências internacionais, contratos firmados e a identificação dos beneficiários finais dos valores enviados ao exterior. O objetivo é verificar se a produção audiovisual foi utilizada para dar aparência de legalidade a operações financeiras suspeitas.
A apuração também alcança o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apontado como responsável pela negociação do financiamento da obra. Conforme os documentos analisados, a previsão inicial era de um investimento de aproximadamente US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse montante, pouco mais de US$ 10 milhões teriam sido efetivamente transferidos ao projeto entre fevereiro e maio de 2025.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou movimentações financeiras envolvendo empresas brasileiras e o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos. As operações foram registradas em Relatório de Inteligência Financeira (RIF) elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documento utilizado para apontar movimentações consideradas atípicas ou que merecem investigação mais aprofundada.
Além dos parlamentares, também são investigados Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro ligado a Vorcaro, o empresário e publicitário Thiago Miranda e os administradores do Havengate, Altieris Santana e Paulo Calixto. Este último também atua como advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, circunstância que passou a integrar o foco das investigações.
Os investigadores pretendem esclarecer quem autorizou cada remessa internacional, quem exercia o controle sobre os recursos enviados ao exterior e de que forma o dinheiro foi utilizado. A Polícia Federal analisará contratos, registros bancários, declarações apresentadas às instituições financeiras e toda a documentação relacionada às transferências internacionais.
Um dos principais pontos da investigação envolve a participação de Eduardo Bolsonaro na condução financeira do projeto. Documentos reunidos pela investigação indicam que ele teria mantido conversas sobre a logística para envio dos recursos aos Estados Unidos, discutindo alternativas para evitar dificuldades nas remessas internacionais. Essas mensagens passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Outro aspecto investigado diz respeito ao papel desempenhado por Eduardo Bolsonaro e Mário Frias na produção do filme. Documentos obtidos durante a apuração indicam que ambos teriam exercido funções executivas relacionadas ao projeto, incluindo participação em decisões administrativas e financeiras. A Polícia Federal busca definir se essa atuação ultrapassou a simples participação institucional divulgada anteriormente pelos envolvidos.
A investigação também examina a possibilidade de parte dos recursos enviados ao exterior ter sido utilizada para custear despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro durante o período em que reside nos Estados Unidos. O ex-deputado nega ter recebido qualquer benefício financeiro decorrente do projeto e sustenta que apenas autorizou a utilização de sua imagem na produção cinematográfica.
Até o momento, o ministro André Mendonça autorizou apenas a abertura da investigação, sem determinar medidas como quebra de sigilos bancário e fiscal, novos pedidos ao Coaf ou depoimentos compulsórios. A estratégia da Polícia Federal é concluir a análise do material já reunido e, caso surjam novos elementos, solicitar ao Supremo a adoção de medidas investigativas mais amplas.
A existência do inquérito não representa conclusão sobre eventual prática criminosa pelos investigados. A investigação encontra-se em fase inicial e caberá à Polícia Federal reunir provas suficientes para confirmar ou afastar as suspeitas. Ao final da apuração, o material será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se há elementos para apresentar denúncia ou pedir o arquivamento do caso. A informação foi divulgada pela revista Piauí.
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