Região Norte
Três anos e meio depois, Gladson Cameli encerra mandato com 61% das promessas não cumpridas e obras inacabadas
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Balanço dos três anos e meio de gestão mostra que maioria das propostas apresentadas aos acreanos não foi concluída antes da saída do ex-governador – Foto: Reprodução/ Facebook
Após três anos e meio no comando do Governo do Acre, Gladson Cameli (PP) encerrou sua administração para disputar uma vaga no Senado Federal em 2026 deixando a maior parte das promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2022 sem conclusão. O levantamento realizado sobre o cumprimento do plano de governo mostra que apenas nove dos 36 compromissos assumidos foram integralmente executados até junho deste ano.
O balanço revela que o ex-governador cumpriu apenas 25% das promessas registradas durante a campanha. Além das nove totalmente executadas, outras cinco foram consideradas parcialmente cumpridas, enquanto 22 compromissos permanecem pendentes, sem conclusão ou sequer iniciados.
A análise considera todas as ações realizadas entre 1º de janeiro de 2023 e 30 de junho de 2026, período correspondente aos três anos e meio de mandato antes da renúncia de Gladson Cameli para participar das eleições deste ano. Atualmente, o governo estadual é comandado por Mailza Assis, que assumiu a administração e é pré-candidata à reeleição.
Entre as promessas efetivamente entregues estão a revitalização da Biblioteca da Floresta, a reforma do Palácio Rio Branco, a realização do concurso da Polícia Penal, a implantação do Sistema de Compras e Contratos, a ampliação da transparência pública e a criação da Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer. Também foram registrados avanços em tecnologia e inovação, com a criação do Conselho Estadual de Inovação e investimentos na Infovia Acre.
Mesmo entre os compromissos considerados cumpridos, alguns enfrentaram atrasos significativos. A Biblioteca da Floresta, por exemplo, permaneceu fechada durante seis anos antes de ser reaberta após investimentos superiores a R$ 4,4 milhões. O Palácio Rio Branco também passou mais de um ano em obras até voltar a receber servidores e visitantes.
Na área da educação, uma das promessas não concretizadas foi a criação de dois novos Centros de Referência para Educação de Jovens e Adultos (EJA). Apesar da expansão da oferta da modalidade em escolas da rede estadual, o Acre continua contando apenas com um centro exclusivo para esse público, localizado em Rio Branco.
Outra promessa que continua sem execução foi a criação do Sistema Estadual de Museus. Embora a Fundação Elias Mansour tenha firmado cooperação com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o sistema previsto no plano de governo ainda não foi oficialmente implantado.
Na área da cultura, o Teatro Plácido de Castro permanece fechado para reformas há mais de cinco anos. A obra teve sucessivos adiamentos e, embora o governo informe que os serviços continuam, o espaço segue indisponível para artistas e para o público acreano.
Na segurança pública, o concurso da Polícia Penal foi realizado, mas outras promessas ficaram pelo caminho. A Delegacia Especializada em Crimes Ambientais, regulamentada por portaria em 2024, nunca entrou efetivamente em funcionamento conforme havia sido prometido.
Também não houve ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. O estado continua contando apenas com unidades em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, apesar do compromisso de expandir esse serviço para outras regiões do Acre.
Na infraestrutura, uma das principais frustrações envolve a ligação terrestre entre Porto Walter e Rodrigues Alves. A abertura da estrada, anunciada como prioridade, não foi concluída e acabou sendo alvo de questionamentos do Ministério Público Federal devido aos impactos ambientais sobre terras indígenas.
Outra promessa importante que não saiu do papel foi a construção dos aeródromos em Brasiléia, Epitaciolândia e Sena Madureira. Segundo o governo, a falta de recursos financeiros inviabilizou o início das obras previstas durante a campanha.
A ligação da Rodovia AC-90 ao Rio Iaco, em Sena Madureira, também permaneceu apenas no plano de governo. O Executivo informou que a ausência de licenciamento ambiental impediu o avanço do projeto, apesar de investimentos em manutenção da Transacreana.
A prometida estrada internacional entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru, continua restrita às discussões diplomáticas e estudos técnicos. O convênio para viabilizar recursos nunca foi firmado, mantendo a obra apenas no campo das tratativas entre Brasil e Peru.
Em Rio Branco, diversas obras estruturantes também seguem incompletas. A ponte ligando o Bairro Quinze à Baixada da Sobral, o Arco Metropolitano, a Orla do Bairro Quinze e a Orla da Epaminondas Jácome ainda não foram entregues à população, embora algumas estejam em fase de licitação ou execução inicial.
Outro compromisso pendente é a revitalização completa dos parques da Maternidade e do Tucumã, dois dos principais espaços públicos da capital. A ordem de serviço foi assinada apenas em 2026, deixando a conclusão da obra para a atual gestão estadual.
Na saúde, a nova Maternidade Marieta Cameli foi entregue apenas parcialmente. A primeira etapa entrou em funcionamento, mas o complexo ainda depende da conclusão das fases seguintes para operar plenamente conforme o projeto original.
Também ficou sem cumprimento a promessa de realizar concurso específico voltado à saúde mental. Embora profissionais tenham sido convocados em concursos gerais, não houve seleção exclusiva para ampliar a assistência especializada na área.
No esporte, apesar da criação da Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer, o Programa Bolsa Atleta estadual nunca foi implantado. O governo afirma que optou por priorizar o custeio de passagens para competições, mas atletas continuam sem o auxílio financeiro prometido durante a campanha.
Outras propostas permaneceram apenas no papel, como a criação de um programa estadual de qualificação profissional, o desenvolvimento de um aplicativo para divulgação das rotas turísticas, a implantação de um laboratório para controle da qualidade de alimentos destinados à exportação e a recuperação da Área de Proteção Ambiental Lago do Amapá.
Com a saída de Gladson Cameli do governo, caberá agora à gestão de Mailza Assis decidir quais dessas promessas terão continuidade. O balanço dos três anos e meio de administração mostra que, apesar da conclusão de algumas obras e projetos importantes, a maior parte dos compromissos apresentados aos eleitores em 2022 permaneceu sem execução integral, deixando uma extensa lista de metas para os próximos anos. As Informações e do Portal G1 Acre
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Com voto de Alan Rick, Senado aprova projeto que fortalece atendimento pré-hospitalar dos bombeiros
O projeto autoriza a destinação de emendas parlamentares para fortalecer o atendimento pré-hospitalar realizado pelo Corpo de Bombeiro Militar – Foto: Assessoria
O senador Alan Rick votou favoravelmente à aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2021, que autoriza parlamentares a destinarem, de forma voluntária, emendas da área da saúde para o financiamento de atendimentos pré-hospitalares realizados pelos Corpos de Bombeiros Militares dos estados e do Distrito Federal.
A proposta foi aprovada pelo Plenário do Senado na quarta-feira (15) por 65 votos favoráveis e apenas dois contrários. Agora, o texto segue para sanção presidencial.
Para Alan Rick, a medida fortalece um serviço essencial para salvar vidas e amplia as possibilidades de investimento em uma das etapas mais importantes da assistência à população: o atendimento imediato às vítimas de acidentes, traumas e outras emergências. “O trabalho realizado pelos bombeiros militares é indispensável. Muitas vidas são preservadas graças à rapidez e à qualidade do atendimento prestado ainda no local da ocorrência. Esse projeto amplia a possibilidade de apoio a esse serviço, sem impor qualquer obrigação aos parlamentares. É uma decisão voluntária de quem entende a importância de fortalecer o atendimento pré-hospitalar”, afirmou o senador.
O texto aprovado permite que recursos de emendas parlamentares destinadas à saúde sejam aplicados em ações e serviços de atendimento pré-hospitalar executados pelos Corpos de Bombeiros Militares. A medida, no entanto, proíbe expressamente a utilização desses recursos para pagamento de pessoal ativo ou inativo, bem como para despesas que não estejam diretamente relacionadas às atividades de atendimento pré-hospitalar.
Durante a votação, o relator da matéria, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ressaltou que a proposta não cria novas despesas públicas nem altera o equilíbrio fiscal, apenas amplia as possibilidades de financiamento de um serviço que já integra a rede de resposta às emergências em todo o país.
Alan Rick destacou que a atuação dos bombeiros é decisiva especialmente em estados com grandes distâncias territoriais e desafios logísticos, onde o atendimento rápido pode representar a diferença entre a vida e a morte. “No Acre, conhecemos bem a importância do trabalho dos nossos bombeiros. Em um estado de grandes distâncias e desafios de acesso, fortalecer o atendimento pré-hospitalar significa oferecer mais segurança e aumentar as chances de salvar vidas” concluiu.
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