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Governo Lula prevê nova etapa de testes para elevar o teor de etanol na gasolina para 35% em todo o Brasil

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Nova fase vai avaliar impactos da mudança em veículos antes da adoção definitiva do combustível com maior percentual de etanol – Ricardo Stuckert

O projeto para ampliar a participação do etanol anidro na gasolina brasileira deu mais um passo importante. A próxima etapa prevê o início, em setembro, de uma série de testes técnicos destinados a verificar se a elevação da mistura para 35% pode ser adotada com segurança em todo o país.

Antes da implementação definitiva, será realizada uma fase de transição com gasolina contendo 32% de etanol. Esse período experimental deverá durar cerca de seis meses e servirá para acompanhar o desempenho dos motores, além de identificar possíveis efeitos sobre peças e sistemas dos veículos.

Os estudos irão analisar fatores como consumo de combustível, desempenho, durabilidade dos componentes, emissão de poluentes e comportamento dos automóveis em diferentes condições de uso. A intenção é garantir que a nova composição não provoque prejuízos aos consumidores.

Entre os veículos que receberão atenção especial durante os testes estão os modelos mais antigos, especialmente aqueles equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica desenvolvidos para misturas menores de etanol. Esses automóveis podem apresentar maior sensibilidade às mudanças na composição do combustível.

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As motocicletas movidas exclusivamente a gasolina também fazem parte do grupo monitorado pelos especialistas. Em alguns casos, o aumento da quantidade de etanol pode influenciar a partida a frio e o funcionamento do motor em determinadas condições climáticas.

Outro segmento observado será o de veículos importados, principalmente modelos de marcas premium produzidos para mercados onde a gasolina possui características diferentes das comercializadas no Brasil. Nesses casos, será avaliada a compatibilidade dos motores com a nova mistura.

A ampliação do percentual de etanol faz parte das políticas voltadas à diversificação da matriz energética nacional e à redução da dependência de combustíveis fósseis. Além disso, o governo avalia que a medida pode contribuir para amenizar oscilações nos preços da gasolina e fortalecer a cadeia produtiva do etanol.

A decisão sobre a adoção definitiva da gasolina com 35% de etanol dependerá dos resultados obtidos durante os ensaios técnicos. Caso os testes confirmem a segurança e a eficiência da nova composição, o combustível poderá ser liberado para comercialização em todo o território nacional após a conclusão das avaliações.

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PF indicia deputado de Minas e ex-ministro de Bolsonaro por suspeita de participação em esquema de fraudes no INSS

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Deputado, ex-ministro, ex-dirigentes do instituto e representantes de entidades estão entre os indiciados por suspeita de corrupção – Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

A Polícia Federal concluiu a primeira etapa da Operação Sem Desconto e formalizou o indiciamento de 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema de fraudes relacionado a descontos indevidos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que aposentados e pensionistas teriam sido prejudicados por cobranças realizadas sem autorização.

Entre os indiciados estão o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, que também presidiu o INSS durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos passam a responder às acusações apontadas no relatório final da primeira fase da investigação, que agora será analisado pelo Ministério Público.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado poderá responder por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações indicam que o esquema funcionou entre os anos de 2019 e 2024, período em que descontos associativos teriam sido inseridos irregularmente nos benefícios de milhares de segurados.

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Os investigadores estimam que o prejuízo causado pelo esquema possa chegar a R$ 6,3 bilhões. A suspeita é de que diversas entidades utilizavam mecanismos para realizar cobranças mensais diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas sem o consentimento dos beneficiários.

As investigações também apontam uma suposta ligação entre o deputado Euclydes Pettersen e a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer). O presidente da entidade, Carlos Lopes, foi igualmente indiciado e é considerado foragido pela Justiça desde o ano passado. Seu irmão, Tiago Abraão Lopes, integrante da direção da confederação, também integra a lista dos investigados.

Em relação ao ex-ministro José Carlos Oliveira, a Polícia Federal afirma que ele é suspeito de ter autorizado o desbloqueio de aproximadamente R$ 15,3 milhões destinados à Conafer quando ocupava a presidência do INSS. Os investigadores também apuram a suspeita de que ele tenha recebido cerca de R$ 550 mil em vantagens indevidas para beneficiar entidades envolvidas nas investigações. A defesa dos investigados poderá apresentar suas versões durante o andamento do processo.

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Além deles, o relatório inclui o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, nomeado durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-procurador-geral do instituto Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. De acordo com a investigação, esses quatro permanecem presos preventivamente.

Com a conclusão desta primeira etapa da Operação Sem Desconto, a Polícia Federal encaminhou o relatório às autoridades competentes para a adoção das medidas judiciais cabíveis. O indiciamento representa o encerramento da fase policial da investigação, mas não significa condenação. Caberá ao Ministério Público analisar as provas reunidas e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça. Segundo o portal G1, o relatório policial foi concluído na última sexta-feira (10). 

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