Polícia
Operação da PM desarticula grupo armado, prende dois suspeitos e apreende arsenal na Paraíba
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Ação em Mamanguape mobilizou diversas unidades especializadas após informações sobre um possível ataque entre facções – Foto: Reprodução
Uma operação integrada da Polícia Militar da Paraíba terminou com a prisão de dois suspeitos e a apreensão de um grande arsenal de armas e equipamentos utilizados por organizações criminosas, nesta semana, no município de Mamanguape, no Litoral Norte do estado. A ação também deixou dois homens feridos após troca de tiros com as equipes policiais.
Segundo informações da corporação, a ofensiva foi desencadeada após o setor de Inteligência identificar que um grupo estaria organizando um ataque contra integrantes de uma facção rival. A ação seria motivada por uma disputa entre organizações criminosas e teria como objetivo vingar a morte de um dos membros do grupo.
Durante as diligências, os policiais localizaram um automóvel apontado como suspeito de participação em diversos crimes registrados na região, entre eles um homicídio. Ao perceberem a aproximação das viaturas, os ocupantes do veículo abandonaram o carro e correram para uma área de mata, iniciando uma perseguição.
A operação mobilizou efetivos da Rádio Patrulha, Força Tática, Batalhão de Choque, Grupamento Tático Aéreo (GTA), Grupamento Especial de Operações no Sertão e Ações de Comandos (GEOSAC), além de equipes da Inteligência da Polícia Militar, que atuaram de forma coordenada no cerco aos suspeitos.
Conforme a PM, os homens foram encontrados escondidos na vegetação e, durante a tentativa de abordagem, efetuaram disparos contra os agentes. Houve revide e confronto armado, que terminou com dois suspeitos presos em flagrante e outros dois baleados.
Os feridos receberam atendimento médico e foram encaminhados sob escolta policial ao Hospital de Mamanguape. Até o momento, as autoridades não divulgaram boletim atualizado sobre o estado de saúde deles.
Na operação, os policiais apreenderam 12 armas de fogo de diferentes calibres, munições, um colete balístico, um rádio comunicador, porções de entorpecentes e um veículo com registro de roubo, que, segundo as investigações, era utilizado nas ações do grupo criminoso.
Todo o material recolhido foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Mamanguape, onde o caso será investigado. A Polícia busca agora identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e esclarecer a participação do grupo em crimes registrados na região.
Polícia
PF e CGU investigam esquema com falsas declarações indígenas para fraudar benefícios do INSS
Operação apura prejuízo superior a R$ 100 milhões e afasta servidores suspeitos de participação no esquema – Foto: Reprodução/ IA
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira uma operação para desarticular um suposto esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas teriam sido utilizadas para garantir a concessão irregular de benefícios previdenciários.
De acordo com as investigações, o grupo suspeito produzia ou utilizava documentos fraudulentos para comprovar, de forma indevida, a condição de indígena de diversos beneficiários. Com essa documentação, os envolvidos conseguiam encaminhar pedidos de benefícios junto ao INSS que, segundo a Polícia Federal, não atendiam aos requisitos legais.
As diligências foram realizadas nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, além de medidas cautelares contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa.
Entre as determinações judiciais está o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de participação nas irregularidades. A medida busca impedir que os investigados interfiram na produção de provas ou na continuidade das apurações.
A Justiça também autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 milhão em bens e valores ligados aos investigados. O objetivo é garantir a recuperação de recursos caso seja confirmada a prática das fraudes e o prejuízo causado aos cofres públicos.
As investigações indicam ainda que o esquema não se limitava à obtenção dos benefícios. Após a liberação dos pagamentos, os suspeitos teriam contratado empréstimos consignados vinculados aos benefícios previdenciários, ampliando os ganhos financeiros obtidos de forma ilícita.
Segundo a Polícia Federal, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 100 milhões. Os investigadores trabalham agora para identificar todos os beneficiários envolvidos, localizar outros participantes da organização e esclarecer a participação de intermediários e agentes públicos.
Os fatos apurados podem resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como falsificação de documentos, estelionato contra a Previdência Social, associação criminosa e outras infrações que venham a ser identificadas durante o avanço das investigações. A operação faz parte das ações permanentes dos órgãos de controle para combater fraudes em programas e benefícios públicos.
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