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Crise de Valdemar Costa Neto e embate com Michelle ampliam desgaste da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

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Decisão do STF, reações de aliados e disputa interna com Michelle Bolsonaro movimentam bastidores da direita – Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a indisponibilidade de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, elevou a tensão política dentro do partido e passou a influenciar diretamente o cenário da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O caso ganhou grande repercussão nos bastidores de Brasília e entre lideranças ligadas ao campo conservador.

Valdemar, considerado uma das principais figuras na estratégia política do PL para as eleições presidenciais, tornou-se o centro das atenções após a investigação conduzida pela Polícia Federal. A medida judicial abriu espaço para novas discussões sobre os impactos da operação no planejamento eleitoral da legenda e na organização do grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em meio à repercussão, Flávio Bolsonaro saiu em defesa do dirigente partidário e criticou a atuação da Polícia Federal, afirmando que as investigações estariam sendo conduzidas de forma desigual contra adversários do governo federal. A manifestação recebeu apoio de aliados, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que também questionou a decisão judicial.

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Levantamento realizado pela empresa Palver, especializada no monitoramento de grupos públicos de WhatsApp e Telegram, apontou que o assunto rapidamente dominou as conversas entre apoiadores do bolsonarismo. Em poucas horas, as citações envolvendo Valdemar Costa Neto cresceram significativamente e passaram a ocupar parte expressiva das discussões nas plataformas monitoradas.

Mesmo nos dias seguintes, o dirigente continuou entre os temas mais comentados. Durante entrevista concedida à imprensa, Valdemar negou possuir o patrimônio apontado na decisão judicial e afirmou que indicar a destinação de emendas parlamentares faz parte da atividade política, buscando rebater as suspeitas levantadas pela investigação.

O monitoramento também revelou que o nome de Flávio Bolsonaro esteve presente na ampla maioria das mensagens relacionadas ao episódio, demonstrando que os participantes dos grupos associaram a crise enfrentada pelo presidente do PL ao futuro da pré-candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

Além da investigação, outro tema que ganhou força foi a relação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A antecipação do lançamento do movimento “Imparáveis”, criado por Michelle, reacendeu especulações sobre divergências internas no grupo bolsonarista e alimentou debates entre militantes e dirigentes do partido.

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Enquanto parte dos apoiadores defende uma reaproximação entre Michelle e Flávio para fortalecer o projeto político da direita nas eleições, outro segmento considera que os desentendimentos públicos podem dificultar a construção de uma candidatura unificada. O episódio evidencia que, além dos desafios jurídicos enfrentados pelo PL, o partido também precisará administrar disputas internas para chegar competitivo ao processo eleitoral.

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Ex-ministro Fernando Haddad promete revisar privatizações e concessões de Tarcísio caso vença eleição em São Paulo

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Pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes afirma que pretende reexaminar contratos assinados pelo atual governo – Foto: Reprodução/ Youtube

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao Governo de São Paulo, declarou que, caso seja eleito nas eleições estaduais, pretende promover uma ampla análise dos contratos de concessão e das privatizações realizadas durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas. A afirmação foi feita durante entrevista à série Barão nas Eleições, organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Ao comentar sua proposta de governo, Haddad afirmou que considera necessária uma reavaliação dos acordos firmados pela atual administração para verificar se as empresas concessionárias estão cumprindo todas as obrigações previstas. Segundo ele, a prioridade será utilizar os mecanismos legais disponíveis para garantir melhorias na prestação dos serviços públicos oferecidos à população.

Entre os principais pontos abordados, o ex-ministro voltou a criticar a privatização da Sabesp. Na avaliação dele, a negociação reduziu o patrimônio do Estado e não produziu os resultados prometidos durante o processo de venda. Haddad também afirmou que o aumento das tarifas e as reclamações sobre a qualidade do atendimento reforçam a necessidade de uma revisão técnica dos contratos.

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O pré-candidato destacou que não pretende adotar medidas sem respaldo jurídico, mas afirmou que cada contrato será analisado detalhadamente para identificar eventuais descumprimentos ou cláusulas que permitam exigir melhorias das empresas responsáveis pelos serviços concedidos.

Durante a entrevista, Haddad também direcionou críticas ao sistema de transporte sobre trilhos administrado por concessionárias privadas. Segundo ele, problemas recorrentes em linhas do Metrô e da CPTM têm provocado transtornos para milhões de passageiros, especialmente trabalhadores que dependem diariamente do transporte público para se deslocar.

Outro tema levantado foi o custo de obras de infraestrutura. Haddad mencionou o aditivo financeiro relacionado à Linha 6 do Metrô e afirmou que pretende dar maior transparência aos contratos públicos, defendendo fiscalização rigorosa sobre eventuais aumentos de custos durante a execução dos empreendimentos.

Na área econômica, o ex-ministro avaliou que São Paulo perdeu parte do ritmo de crescimento registrado em anos anteriores. Segundo ele, o Estado precisa ampliar os investimentos públicos, fortalecer áreas estratégicas e recuperar a capacidade de planejamento para estimular o desenvolvimento econômico e melhorar a oferta de serviços essenciais.

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Ao encerrar a entrevista, Haddad afirmou que sua campanha deverá concentrar o debate na comparação entre os resultados da administração federal e da gestão estadual. Para o pré-candidato, temas como infraestrutura, transporte, saneamento, investimentos e qualidade dos serviços públicos estarão entre os principais assuntos que pretende apresentar aos eleitores durante a disputa pelo governo paulista.

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