Polícia
Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de fraudar servidores do Tribunal de Contas do Rio
Polícia
Investigação aponta esquema que prometia pagamentos judiciais inexistentes e induzia vítimas a realizar transferências via PIX – Foto: Divulgação/ PCERJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para desarticular um grupo investigado por aplicar golpes contra servidores ativos e aposentados do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A ação, denominada Operação Acerto de Contas, teve como alvo endereços localizados no estado de São Paulo.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que apura a atuação de uma organização suspeita de praticar crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Durante o cumprimento das medidas judiciais, três pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos.
Segundo a Polícia Civil, os investigados abordavam as vítimas por telefone, aplicativos de mensagens e e-mails, sempre utilizando uma estratégia para transmitir credibilidade. Eles se apresentavam como advogados, servidores públicos ou representantes de instituições oficiais.
Durante os contatos, os criminosos informavam que as vítimas teriam valores a receber, como créditos judiciais, gratificações ou supostos benefícios financeiros. Para tornar a fraude mais convincente, utilizavam nomes de profissionais reais e faziam referência a procedimentos administrativos e processos judiciais.
Após convencer os servidores da existência do benefício, o grupo exigia o pagamento antecipado de taxas, impostos ou custas processuais, alegando que esses valores seriam necessários para liberar o dinheiro prometido. As transferências eram realizadas, principalmente, por meio do sistema PIX.
As investigações também identificaram a utilização de linhas telefônicas, endereços eletrônicos e contas bancárias criadas exclusivamente para a execução das fraudes e para movimentação dos recursos obtidos de forma ilícita.
A Polícia Civil informou que o objetivo da operação é reunir novas provas, identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento dos valores desviados. O inquérito segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas.
As autoridades reforçam o alerta para que servidores e aposentados desconfiem de cobranças antecipadas relacionadas à liberação de benefícios ou créditos judiciais. Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente os órgãos competentes e registrar ocorrência antes de realizar qualquer pagamento.
Polícia
PF amplia ofensiva contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro em rede de postos de combustíveis no Rio
Nova fase da Operação Unha e Carne cumpre mandados, bloqueia bens e mira empresas suspeitas de movimentar bilhões de reais – Crédito: Divulgação/ Arquivo/ PF
A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (7), mais uma etapa da Operação Unha e Carne, voltada ao combate de uma organização criminosa investigada por utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro no estado do Rio de Janeiro. As investigações apontam que o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos.
Nesta sexta fase da operação, os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e também na capital fluminense. A ação foi autorizada pela Justiça com base nas provas reunidas durante a investigação.
Além das diligências, foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens, valores e ativos financeiros ligados aos investigados. Empresas apontadas como integrantes do esquema também tiveram suas atividades suspensas para impedir a continuidade das operações consideradas suspeitas pelas autoridades.
As apurações tiveram origem em um Relatório de Inteligência Financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos envolvidos. O documento foi encaminhado à Polícia Federal para aprofundamento das investigações.
Segundo os investigadores, a estrutura empresarial era utilizada para dar aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas. O setor de combustíveis é considerado estratégico em esquemas desse tipo devido ao elevado volume de transações financeiras e à facilidade de circulação de dinheiro em espécie.
A Polícia Federal também investiga a possível participação de agentes públicos na manutenção e proteção da organização criminosa. A corporação informou que essa linha de apuração continua em andamento e poderá resultar em novas fases da operação.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, sem prejuízo de outras infrações que possam ser identificadas durante o avanço das investigações e a análise do material apreendido.
A Operação Unha e Carne integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. Com a nova ofensiva, os investigadores pretendem interromper o fluxo financeiro do grupo, preservar provas e enfraquecer a estrutura econômica utilizada para ocultar recursos de origem ilícita.
-
Região Nordeste6 dias atrásBahia comemora o 2 de Julho, marco histórico que garantiu a consolidação da Independência do Brasil
-
Região Sudeste6 dias atrásFilho de Sérgio Cabral entra na mira da PF durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro
-
Polícia7 dias atrásPF amplia Operação e mira grupo ligado ao líder do PL na Câmara por suspeitas de desvio de verba parlamentar
-
Política Destaque6 dias atrásPF amplia investigação sobre R$ 468 mil apreendidos com Sóstenes Cavalcante e aponta falhas na versão apresentada pelo deputado



