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PF mira aliado de Flávio Bolsonaro em investigação sobre suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
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Ex-prefeito de Belford Roxo está entre os alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, que também alcança um ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro – Crédito: Reprodução (Redes Sociais)
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, ampliando as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do setor de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. Entre os principais alvos da ofensiva está o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), apontado como um importante aliado político do senador Flávio Bolsonaro.
A operação é conduzida por determinação do Supremo Tribunal Federal e tem como objetivo reunir novas provas sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis para ocultar a origem de recursos de procedência ilícita. Ao todo, agentes federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios fluminenses.
As diligências ocorreram na capital, além de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A investigação está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução do inquérito no STF.
Outro nome incluído na lista de investigados é o delegado Marcus Amin, que comandou a Polícia Civil do Rio durante parte da gestão do governador Cláudio Castro. Os investigadores também apuram possíveis irregularidades relacionadas a contratações, movimentações financeiras e outros fatos que poderão ser esclarecidos ao longo da apuração.
Conforme informações da Polícia Federal, análises produzidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A suspeita é de que parte desses recursos tenha circulado por empresas ligadas ao segmento de combustíveis com a finalidade de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
A inclusão de Márcio Canella entre os investigados amplia a repercussão política da operação. O ex-prefeito vinha sendo apontado por Flávio Bolsonaro como um dos nomes cotados para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026, integrando a estratégia de fortalecimento do grupo político ligado ao parlamentar no estado do Rio de Janeiro.
Canella também já havia sido citado em reportagens nacionais por decisões tomadas durante sua administração em Belford Roxo. Entre elas, repercutiram nomeações de pessoas condenadas por envolvimento com milícias para cargos na administração municipal, episódios que geraram críticas e questionamentos na época.
Com o avanço da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal busca aprofundar as investigações sobre o suposto esquema financeiro e identificar todos os envolvidos. A apuração permanece em andamento, e os fatos ainda serão analisados pela Justiça, cabendo aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa. As informações e do porta Folha de São Paulo.
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Possível retirada de delegados da PF do Supremo Tribunal Federal gera preocupação e amplia tensão entre governo e ministros da Corte
Medida em análise pelo Ministério da Justiça desperta receio de impacto sobre investigações de grande repercussão conduzidas no STF – Crédito: Carlos Moura/STF
A possibilidade de mudanças na atuação de delegados da Polícia Federal cedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) passou a mobilizar ministros da Corte e integrantes da corporação. Nos bastidores, cresce a preocupação de que uma eventual determinação para o retorno desses servidores possa afetar o andamento de investigações consideradas estratégicas e gerar novos questionamentos sobre a relação entre o Executivo e o Judiciário.
O tema ganhou força após o Ministério da Justiça iniciar um processo de revisão das cessões de policiais federais que atualmente trabalham em diferentes órgãos da administração pública. A medida prevê o retorno de mais de uma centena de servidores às atividades da corporação, sob o argumento de reforçar o efetivo empregado no combate ao crime organizado.
Entre os ministros que acompanham a situação com atenção está André Mendonça. Segundo interlocutores, o magistrado avalia que uma eventual retirada dos delegados que atuam diretamente nos gabinetes do STF poderia provocar repercussões institucionais e jurídicas, principalmente caso a decisão alcance equipes responsáveis por investigações de grande impacto nacional.
Atualmente, quatro delegados da Polícia Federal prestam apoio técnico a ministros da Corte. Dois deles trabalham no gabinete de André Mendonça, enquanto os outros estão vinculados aos gabinetes de Luiz Fux e Alexandre de Moraes, que conduzem processos de elevada relevância no cenário político e jurídico brasileiro.
As preocupações também envolvem o fato de Mendonça ser relator de procedimentos investigativos de ampla repercussão, incluindo apurações relacionadas ao caso Master e às suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo benefícios do INSS. Esses processos seguem em andamento e concentram grande atenção de autoridades e da opinião pública.
Apesar da determinação do Ministério da Justiça atingir dezenas de órgãos federais, o Supremo Tribunal Federal ainda não recebeu comunicação oficial sobre a eventual devolução dos delegados atualmente cedidos à Corte. Com isso, os policiais continuam exercendo normalmente suas funções junto aos ministros.
Nos bastidores da Polícia Federal, integrantes da instituição demonstram ceticismo em relação ao argumento apresentado pelo governo para justificar a medida. Reservadamente, alguns avaliam que o retorno desse número de servidores teria impacto reduzido na estrutura operacional da corporação, levantando dúvidas sobre a efetividade da decisão.
Na última sexta-feira, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a situação dos delegados cedidos ao STF permanece em análise pelo Ministério da Justiça. Segundo ele, ainda não há decisão definitiva sobre o tema, uma vez que o governo considera a importância estratégica das funções atualmente desempenhadas pelos servidores.
Até o momento, o gabinete do ministro André Mendonça não divulgou posicionamento oficial sobre o assunto. Enquanto isso, a discussão segue acompanhada de perto tanto por integrantes do Judiciário quanto por membros da Polícia Federal, diante das possíveis consequências para investigações em curso.
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