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Gilmar Mendes classifica como “graves e absurdas” as declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas

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STF reage às declarações de Flávio Bolsonaro e reforça confiança nas urnas eletrônicas – Foto: Gustavo Moreno/ STF

As declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas voltaram a colocar o sistema eleitoral brasileiro no centro do debate político. As afirmações do parlamentar provocaram reação imediata entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que classificaram o discurso como incompatível com os fatos já reconhecidos pela Justiça Eleitoral.

A principal crítica dos integrantes da Corte foi direcionada à tentativa de relacionar o modelo brasileiro de votação eletrônica a equipamentos utilizados em outros países. Durante manifestação pública, Flávio mencionou informações atribuídas a um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre a Venezuela e sugeriu que haveria semelhanças entre os sistemas, o que foi prontamente contestado.

O ministro Gilmar Mendes foi um dos que responderam de forma mais contundente. Segundo ele, as declarações representam uma tentativa de lançar dúvidas sobre um sistema que, ao longo de décadas, vem sendo submetido a mecanismos de fiscalização e auditoria. Para o magistrado, a Justiça Eleitoral dispõe de instrumentos que garantem transparência e confiabilidade ao processo de votação.

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Nos bastidores do Supremo, outros ministros também manifestaram preocupação com a retomada de uma narrativa que, segundo eles, já foi esclarecida em diversas oportunidades pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A avaliação predominante é de que não existem elementos que sustentem a associação entre as urnas brasileiras e equipamentos utilizados em outros países.

Magistrados ainda observaram que o discurso adotado por Flávio Bolsonaro guarda semelhanças com a estratégia utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro antes das eleições de 2022, quando também foram levantados questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral durante encontros e pronunciamentos públicos.

Diante da repercussão, a equipe do senador divulgou uma nota afirmando que o pré-candidato não pretendia colocar em dúvida a segurança das eleições brasileiras. Segundo a campanha, a referência feita por Flávio limitou-se à citação de um relatório relacionado ao processo eleitoral venezuelano, sem intenção de contestar diretamente o modelo adotado pelo Brasil.

Apesar da manifestação da campanha, o Tribunal Superior Eleitoral voltou a reiterar que as informações que associam as urnas eletrônicas brasileiras à empresa Smartmatic ou a supostos esquemas de fraude já foram desmentidas oficialmente em diversas ocasiões. O tribunal reafirmou que o sistema utilizado no país possui mecanismos de controle, fiscalização e auditoria acompanhados por diversas instituições.

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A nova controvérsia ocorre em um momento de intensa movimentação política em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Além das discussões sobre sua estratégia eleitoral, o senador também enfrenta desafios internos para consolidar alianças partidárias e estruturar a composição da chapa que pretende apresentar na disputa presidencial de 2026.

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Governo Lula prevê nova etapa de testes para elevar o teor de etanol na gasolina para 35% em todo o Brasil

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Nova fase vai avaliar impactos da mudança em veículos antes da adoção definitiva do combustível com maior percentual de etanol – Ricardo Stuckert

O projeto para ampliar a participação do etanol anidro na gasolina brasileira deu mais um passo importante. A próxima etapa prevê o início, em setembro, de uma série de testes técnicos destinados a verificar se a elevação da mistura para 35% pode ser adotada com segurança em todo o país.

Antes da implementação definitiva, será realizada uma fase de transição com gasolina contendo 32% de etanol. Esse período experimental deverá durar cerca de seis meses e servirá para acompanhar o desempenho dos motores, além de identificar possíveis efeitos sobre peças e sistemas dos veículos.

Os estudos irão analisar fatores como consumo de combustível, desempenho, durabilidade dos componentes, emissão de poluentes e comportamento dos automóveis em diferentes condições de uso. A intenção é garantir que a nova composição não provoque prejuízos aos consumidores.

Entre os veículos que receberão atenção especial durante os testes estão os modelos mais antigos, especialmente aqueles equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica desenvolvidos para misturas menores de etanol. Esses automóveis podem apresentar maior sensibilidade às mudanças na composição do combustível.

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As motocicletas movidas exclusivamente a gasolina também fazem parte do grupo monitorado pelos especialistas. Em alguns casos, o aumento da quantidade de etanol pode influenciar a partida a frio e o funcionamento do motor em determinadas condições climáticas.

Outro segmento observado será o de veículos importados, principalmente modelos de marcas premium produzidos para mercados onde a gasolina possui características diferentes das comercializadas no Brasil. Nesses casos, será avaliada a compatibilidade dos motores com a nova mistura.

A ampliação do percentual de etanol faz parte das políticas voltadas à diversificação da matriz energética nacional e à redução da dependência de combustíveis fósseis. Além disso, o governo avalia que a medida pode contribuir para amenizar oscilações nos preços da gasolina e fortalecer a cadeia produtiva do etanol.

A decisão sobre a adoção definitiva da gasolina com 35% de etanol dependerá dos resultados obtidos durante os ensaios técnicos. Caso os testes confirmem a segurança e a eficiência da nova composição, o combustível poderá ser liberado para comercialização em todo o território nacional após a conclusão das avaliações.

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