Região Nordeste
Ciro Nogueira deve rejeitar aliança entre PP e Flávio Bolsonaro e defender neutralidade do partido
Região Nordeste
PP resiste a apoiar Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira aposta em estratégia de neutralidade – Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado/ Isac Nóbrega/ PR
O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), deve comunicar ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a sigla não pretende formalizar uma aliança para a disputa da Presidência da República em 2026. A decisão foi construída após consultas internas realizadas com dirigentes e lideranças estaduais do partido, que apontaram ampla preferência pela manutenção da neutralidade no cenário nacional.
A reunião entre Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro está prevista para esta quarta-feira (22) e servirá para apresentar oficialmente a posição predominante dentro do PP. Segundo integrantes da legenda, a maior parte das bases partidárias considera que um alinhamento antecipado com qualquer candidatura presidencial poderia limitar a estratégia política adotada para as eleições.
Nos bastidores, dirigentes afirmam que a resistência não está relacionada apenas ao planejamento eleitoral. Também pesam fatores políticos acumulados ao longo dos últimos anos, incluindo episódios que desgastaram a relação entre integrantes do PP e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzindo o entusiasmo por uma composição nacional.
Outro ponto considerado decisivo é a prioridade do Progressistas em fortalecer sua representação no Congresso Nacional. A legenda trabalha em conjunto com a federação União Brasil-PP para ampliar a bancada na Câmara dos Deputados e consolidar maior influência política na próxima legislatura.
Na avaliação de lideranças partidárias, uma candidatura presidencial apoiada formalmente pelo PP exigiria uma parcela significativa dos recursos do fundo eleitoral, diminuindo o investimento disponível para candidatos a deputado federal e estadual. Por isso, o foco da estratégia permanece concentrado nas eleições proporcionais.
A postura de neutralidade também representa uma mudança em relação a discussões anteriores dentro do partido. Após avaliar diferentes cenários para a eleição presidencial, a direção nacional concluiu que o melhor caminho, neste momento, é preservar autonomia política, priorizar o fortalecimento da legenda no Congresso e manter liberdade para futuras articulações durante o processo eleitoral.
Região Nordeste
Sob a presidência de Davi Alcolumbre, PEC do fim da escala 6×1 permanece sem avanço no Senado
PEC que reduz jornada de trabalho enfrenta resistência na Casa e dificilmente será votada antes do período eleitoral – Foto: Carlos Moura/ Agência Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 continua parada no Senado Federal e, até o momento, não há definição sobre quando a matéria começará a ser analisada. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio, depende de um despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para iniciar sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A proposta estabelece a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias consecutivos de descanso remunerado aos trabalhadores. Caso seja aprovada, a mudança inviabiliza o modelo em que o empregado trabalha durante seis dias seguidos para folgar apenas um, alterando significativamente as regras da legislação trabalhista.
Nos bastidores, a demora tem ampliado o desgaste entre o governo federal e a cúpula do Senado. Integrantes da base governista defendem que a proposta seja apreciada com rapidez, enquanto Alcolumbre sustenta que o Senado precisa realizar uma análise criteriosa, ouvindo representantes dos trabalhadores, do setor produtivo e especialistas antes de qualquer deliberação.
Além das divergências políticas, parlamentares discutem a possibilidade de promover alterações no texto aprovado pelos deputados. Entre as sugestões em debate está a criação de mecanismos mais flexíveis para o cálculo da jornada de trabalho, proposta que conta com apoio de parte do setor empresarial, mas encontra resistência entre entidades sindicais e defensores da PEC original.
Mesmo que a matéria seja encaminhada à CCJ nas próximas semanas, o calendário legislativo representa mais um obstáculo. O recesso parlamentar e a proximidade das campanhas eleitorais tendem a reduzir o ritmo das votações no Congresso, especialmente de propostas constitucionais, que exigem quórum qualificado e aprovação em dois turnos.
Caso o Senado altere qualquer trecho da PEC, o texto precisará retornar à Câmara dos Deputados para uma nova votação, prolongando ainda mais o processo legislativo. Diante desse cenário, cresce a avaliação entre parlamentares de que a proposta dificilmente será concluída antes das eleições, deixando a discussão sobre o fim da escala 6×1 para uma etapa posterior do calendário político.
-
Política Destaque6 dias atrásGeraldo Alckmin classifica tarifaço dos Estados Unidos como “injusto e descabido” e anuncia medidas para empresas afetadas
-
Região Sudeste6 dias atrásDeputado, vereador e outros investigados viram réus em denúncia por suposto esquema milionário no Rio
-
Política Destaque6 dias atrásPlanilhas apreendidas pela Polícia Federal revelam repasses milionários e colocam 61 políticos no centro de investigação
-
Polícia5 dias atrásPolícia Federal monta megaoperação para reforçar segurança dos candidatos à Presidência nas eleições



