Política Mundo
Keiko Fujimori assume Presidência do Peru e anuncia pacote de reformas para modernizar o Estado
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Nova presidente promete combater a corrupção, ampliar investimentos em infraestrutura – Foto: Reprodução Youtube
A conservadora Keiko Fujimori assumiu oficialmente, nesta segunda-feira (28), a Presidência do Peru para o mandato de 2026 a 2031. A cerimônia ocorreu no Congresso peruano durante as comemorações pelos 205 anos da independência do país e reuniu autoridades nacionais e representantes de diversos governos estrangeiros.
Em seu primeiro pronunciamento como chefe de Estado, Fujimori afirmou que sua gestão terá como prioridade a modernização da administração pública. Segundo ela, o governo buscará tornar o Estado mais eficiente, reduzir a burocracia e aprimorar a prestação de serviços oferecidos à população.
A presidente destacou que pretende implementar mudanças estruturais no serviço público, valorizando a qualificação dos servidores e fortalecendo mecanismos de transparência. Para ela, uma gestão mais profissional será fundamental para combater irregularidades e elevar a confiança da população nas instituições.
No campo da infraestrutura, Keiko anunciou que dará continuidade a grandes projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional. Entre eles está a conclusão da Linha 2 do metrô de Lima, além da expansão de investimentos em transporte, energia, abastecimento de água e conectividade digital em diferentes regiões do país.
A agenda social também foi apresentada como uma das prioridades do novo governo. Fujimori prometeu ampliar programas voltados às famílias em situação de vulnerabilidade, criar uma pensão destinada a idosos de baixa renda e fortalecer iniciativas de acesso à educação por meio de bolsas de estudo.
Na área da segurança, a presidente afirmou que pretende endurecer o combate à criminalidade. Ela informou que pretende reforçar a atuação da Polícia Nacional, com apoio das Forças Armadas em áreas sob estado de emergência, além de adotar medidas para ampliar a capacidade de resposta do Estado diante de crises.
Outro tema abordado foi a prevenção de desastres naturais. Fujimori anunciou ações emergenciais para minimizar os impactos do fenômeno El Niño, incluindo investimentos em obras preventivas e na estrutura de atendimento às populações atingidas por eventos climáticos extremos.
A solenidade de posse contou com a presença do rei Felipe VI, da Espanha, além de presidentes e representantes de diversos países da América Latina e de outras nações. Ao encerrar seu discurso, Keiko Fujimori afirmou que pretende conduzir um governo baseado em planejamento, disciplina e responsabilidade, com foco no crescimento econômico, no fortalecimento das instituições e na melhoria da qualidade de vida dos peruanos. As informações são do El Comercio.
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Irã condiciona suspensão das ações militares à manutenção da pausa nos ataques dos Estados Unidos
Teerã diz que seguirá sem ações militares enquanto Washington mantiver suspensão dos bombardeios – Foto: Reprodução/ IA
A tensão entre Irã e Estados Unidos entrou em um momento de relativa estabilidade após o governo iraniano afirmar que continuará suspendendo suas operações militares desde que Washington mantenha interrompida a campanha de bombardeios. A posição foi revelada por uma alta autoridade iraniana e indica que Teerã adotará uma estratégia de resposta proporcional, evitando novos confrontos enquanto não houver ofensivas norte-americanas.
A pausa ocorre depois que o presidente Donald Trump determinou a interrupção dos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos, encerrando uma sequência de quase duas semanas de operações militares. Desde então, não houve registro de novos bombardeios americanos nem de ataques iranianos contra instalações ou tropas dos EUA no Oriente Médio.
Mesmo com a redução das hostilidades, o governo iraniano mantém cautela em relação às intenções de Washington. Autoridades de Teerã avaliam que o atual cenário pode representar apenas uma pausa estratégica e evitam interpretar a suspensão das ações como sinal de uma mudança definitiva na política externa dos Estados Unidos.
Do lado norte-americano, integrantes da administração Trump afirmam que a interrupção das ofensivas busca abrir espaço para o avanço das negociações diplomáticas. O governo sustenta que a prioridade continua sendo alcançar uma solução negociada, embora deixe claro que a opção militar permanece disponível caso considere necessário voltar a agir.
Nos bastidores, também pesaram fatores operacionais. Avaliações do comando militar dos Estados Unidos apontaram que grande parte dos objetivos previamente definidos já havia sido atingida, enquanto o elevado consumo de munições e equipamentos de defesa passou a exigir uma reavaliação logística antes de qualquer eventual retomada das operações.
Enquanto isso, a população iraniana acompanha o momento com prudência. Em Teerã, prevalece a percepção de que a situação ainda é instável e que qualquer incidente poderá provocar uma nova escalada militar, encerrando rapidamente o período de relativa calmaria observado nos últimos dias.
Paralelamente à pausa nos combates, continuam as negociações internacionais para reduzir as tensões na região e restabelecer a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. Embora o diálogo tenha renovado expectativas de uma desescalada, tanto Irã quanto Estados Unidos mantêm suas forças em estado de alerta, à espera dos próximos desdobramentos diplomáticos e militares.
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