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Suspeito de feminicídio em São Gonçalo é capturado no Espírito Santo após mais de um mês foragido

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Homem investigado pela morte de jovem foi localizado em um sítio em Presidente Kennedy – Foto: Divulgação

Após mais de um mês de buscas, agentes das polícias civis do Rio de Janeiro e do Espírito Santo prenderam, nesta terça-feira (28), o principal suspeito do feminicídio de Ana Carla da Silva Gadêlha, de 38 anos. O homem foi encontrado escondido em um sítio no município de Presidente Kennedy, no litoral sul capixaba, onde estaria desde que fugiu após o crime.

O preso foi identificado como Erick Otavio de Araújo, conhecido pelo apelido de “Bebezão”. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça do Rio de Janeiro pelo crime de feminicídio. A captura foi realizada durante uma operação conjunta entre as forças de segurança dos dois estados.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí apontam que o assassinato ocorreu no dia 13 de junho, no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo. A principal linha investigativa indica que o crime foi motivado por ciúmes durante uma discussão entre o casal.

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Segundo a apuração policial, Ana Carla foi atacada com golpes de tesoura na região do pescoço nas proximidades do restaurante onde trabalhava. A vítima morreu ainda no local antes da chegada do socorro, em um episódio que causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região.

Testemunhas relataram que os dois filhos da vítima, de apenas 7 e 5 anos, presenciaram o ataque. Após cometer o crime, Erick deixou o estado do Rio de Janeiro e passou a ser considerado foragido, sendo procurado pelas equipes da Delegacia de Homicídios até ser localizado no Espírito Santo.

De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito possui extensa ficha criminal. Ele já cumpriu cerca de 19 anos de prisão por tráfico de drogas e outros delitos e, conforme as investigações, também teria ligação com a facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). Com a prisão, o homem permanecerá à disposição da Justiça para responder pelo feminicídio.

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Três policiais militares voltam à prisão após descumprirem regras da prisão domiciliar no Rio de Janeiro

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Justiça determina nova prisão de policiais investigados por atuar na segurança de Rogério de Andrade –  Foto: Divulgação

Três policiais militares investigados por suposta participação em um esquema de proteção ao contraventor Rogério de Andrade foram presos novamente no Rio de Janeiro. A nova ordem de prisão foi expedida após o Ministério Público apontar que os investigados descumpriram diversas condições impostas pela Justiça durante o período em que estavam em prisão domiciliar.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos em diferentes endereços.

Os policiais detidos são Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes. Eles respondem a processos relacionados à Operação Petrorianos, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa formada para prestar segurança ao grupo liderado por Rogério de Andrade, apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da contravenção no estado.

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Segundo o Ministério Público, relatórios de monitoramento indicaram que os três investigados deixaram suas residências em ocasiões não autorizadas, inclusive durante horários em que deveriam permanecer recolhidos. As irregularidades ocorreram, de acordo com os promotores, durante a noite e também em fins de semana.

No caso de Carlos Fernando Dias Chaves, a investigação aponta ainda falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica. Conforme os registros apresentados à Justiça, o equipamento permaneceu descarregado por vários dias em diferentes ocasiões, incluindo um período superior a três dias consecutivos, comprometendo o monitoramento eletrônico.

Para o Gaeco, o comportamento dos investigados demonstra desrespeito às medidas cautelares determinadas pela Justiça e reforça a necessidade da prisão preventiva para garantir o andamento das investigações, a aplicação da lei penal e a preservação da ordem pública.

A Operação Petrorianos foi deflagrada em março de 2024 e revelou um suposto esquema envolvendo policiais militares e outros integrantes responsáveis por fornecer segurança ao contraventor. Na primeira fase da investigação foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Posteriormente, uma segunda etapa também resultou na prisão de Rogério de Andrade e de outros investigados ligados ao grupo.

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Ao todo, o Ministério Público denunciou 31 pessoas por organização criminosa. Rogério de Andrade permanece custodiado no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, herdeiro de uma das principais famílias da contravenção no Rio de Janeiro. As investigações apontam que a disputa pelo controle dos negócios ilegais entre grupos rivais provocou dezenas de homicídios ao longo dos últimos anos.

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