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PF deflagra Operação Heritage e investiga esquema de desvio de R$ 308 milhões em recursos públicos
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Ação autorizada pelo STF cumpre mandados em quatro estados e bloqueia até R$ 316 milhões em bens dos investigados – Foto: Divulgação/ Arquivo/ PF
A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ofensiva ocorre por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e atinge investigados nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.
Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além de uma série de medidas cautelares determinadas pela Corte. Entre elas estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a retenção de passaportes, a proibição de deixar o país, a vedação de contato entre os alvos e o bloqueio de bens que pode chegar a aproximadamente R$ 316 milhões.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve origem na análise de um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa do setor de telefonia para a devolução de valores relacionados a uma disputa tributária. A partir da apuração desse contrato, os investigadores identificaram indícios de possíveis irregularidades envolvendo a destinação dos recursos.
As diligências apontam que o acordo pode ter sido utilizado para favorecer o desvio de mais de R$ 308 milhões dos cofres públicos. De acordo com a PF, o dinheiro teria sido movimentado por meio de operações financeiras estruturadas para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores.
Ainda conforme os investigadores, o suposto esquema utilizava uma rede composta por fundos de investimento em diferentes níveis e empresas interpostas para ocultar a movimentação financeira. A estratégia teria sido empregada para mascarar a circulação dos recursos e dar aparência de legalidade às operações.
A Polícia Federal informou que os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, uso indevido de informação privilegiada e infrações contra o Sistema Financeiro Nacional. As investigações continuam, e novos crimes ou envolvidos poderão ser identificados ao longo do andamento da operação.
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PF e Ibama destroem máquinas e acampamentos em ofensiva contra garimpo ilegal em terra indígena no Pará
Operação atingiu estruturas usadas por garimpeiros na Terra Indígena Baú e investigações buscam identificar financiadores do esquema – Foto: Reprodução/ PF
A Polícia Federal realizou, em parceria com o Ibama, uma nova ofensiva contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará. A ação ocorreu entre os dias 28 e 31 de julho e contou ainda com o apoio da Força Nacional e do Centro de Cooperação Internacional da Amazônia (CCPI), tendo como foco desarticular a exploração clandestina de minérios em área protegida.
Durante a operação, as equipes localizaram e inutilizaram diversos equipamentos utilizados pelos garimpeiros. Entre os materiais destruídos estão duas pás-carregadeiras, motores empregados em balsas de garimpo, um gerador de energia, um tanque com capacidade para mil litros de combustível, além de acampamentos e outros utensílios usados na atividade ilegal. O Ibama também apreendeu duas motosserras encontradas na região.
As ações foram concentradas em pontos de difícil acesso da floresta amazônica, próximos aos municípios de Novo Progresso e ao distrito de Castelo dos Sonhos. Segundo os órgãos envolvidos, a destruição dos equipamentos foi necessária para impedir que as estruturas voltassem a ser utilizadas em novas incursões criminosas.
De acordo com a Polícia Federal, a operação faz parte de uma investigação que apura denúncias de mineração ilegal dentro da Terra Indígena Baú. Informações reunidas por órgãos ambientais e entidades de defesa dos povos indígenas indicavam que a atividade clandestina continuava ocorrendo, apesar das ações de fiscalização anteriores.
Levantamentos técnicos apontam que o avanço do garimpo nas margens dos rios Curuá e Curuaés tem provocado impactos ambientais significativos, comprometendo a qualidade da água, afetando os recursos pesqueiros e trazendo riscos à saúde das comunidades indígenas que vivem na região.
As investigações continuam e têm como objetivo identificar não apenas os executores do garimpo, mas também os financiadores, organizadores e demais integrantes da rede responsável pela exploração ilegal de recursos minerais em áreas protegidas da Amazônia.
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