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Vereadora cita escândalo do Banco Master e constrange Flávio Bolsonaro em reunião com Tarcísio e Ricardo Nunes, em São Paulo
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Vereadora menciona escândalos de corrupção durante reunião política em São Paulo – Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado/ Banco Master
Durante um encontro político realizado em São Paulo, um comentário sobre denúncias de corrupção interrompeu o clima de alinhamento entre lideranças do campo conservador. A reunião reuniu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e vereadores da capital paulista.
O momento de maior repercussão ocorreu quando a vereadora Sandra Tadeu (PL) abordou os recentes episódios envolvendo corrupção no país e citou diretamente o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A declaração surpreendeu os participantes e provocou um silêncio perceptível entre os presentes.
A menção ao ex-controlador do Banco Master chamou atenção porque Flávio Bolsonaro já teve proximidade pública com Vorcaro antes de sua prisão. O episódio trouxe novamente ao debate um tema que vinha sendo explorado por adversários políticos e que continua gerando desgaste para aliados do senador.
Nos últimos meses, Flávio reconheceu que manteve contato com Daniel Vorcaro e confirmou ter visitado o empresário após sua primeira prisão, ocorrida em novembro de 2025. A relação entre ambos também ganhou visibilidade por causa do apoio solicitado para o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar do constrangimento causado pela fala da vereadora, a reunião prosseguiu normalmente. A equipe política de Flávio Bolsonaro concentrou as apresentações na estratégia eleitoral para as eleições presidenciais, defendendo maior integração entre parlamentares municipais e lideranças estaduais.
Entre as prioridades discutidas esteve o fortalecimento da presença da campanha nas regiões periféricas da capital paulista. A avaliação dos organizadores é que esse eleitorado terá peso decisivo na disputa presidencial e exigirá uma atuação mais intensa das lideranças locais.
O encontro também reforçou a aproximação entre Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, trio que deverá desempenhar papel importante na articulação política do campo da direita durante o período eleitoral.
Embora a pauta oficial estivesse voltada ao planejamento da campanha, a referência ao Banco Master e a Daniel Vorcaro acabou dominando os bastidores do encontro, evidenciando que o episódio ainda provoca desconforto entre aliados e continua sendo um tema sensível para o senador e sua equipe política.
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Presidente Lula sanciona nova lei que aumenta recursos das bets para a Polícia Federal e prevê reforço milionário ao Funapol
Nova legislação prevê aumento gradual da participação da PF na arrecadação das apostas esportivas – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que amplia os recursos destinados à Polícia Federal por meio da arrecadação das empresas de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets. A medida fortalece o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol), responsável por financiar ações estratégicas da instituição.
A legislação estabelece que uma parcela da receita obtida com o mercado de apostas será destinada ao fundo da corporação de forma escalonada. Em 2026, o percentual será de 1% da arrecadação prevista na lei, passando para 2% em 2027 e chegando ao limite de 3% a partir de 2028.
Os valores arrecadados terão prioridade no financiamento de programas voltados à saúde e à qualidade de vida dos servidores da Polícia Federal, além de contribuir para o fortalecimento das atividades operacionais da instituição em todo o país.
A mudança foi possível após a aprovação da Medida Provisória nº 1.348/2026 pelo Congresso Nacional, que alterou as regras de distribuição dos recursos provenientes das apostas esportivas legalizadas no Brasil.
Além do aumento progressivo da participação nas receitas das bets, a nova norma autoriza o governo federal a realizar, de forma excepcional, um repasse de R$ 200 milhões do Tesouro Nacional ao Funapol ainda durante o exercício financeiro de 2026.
Antes da alteração legislativa, a Polícia Federal já recebia parte dos recursos gerados pelo setor de apostas, porém a participação era significativamente menor, limitada a 0,5% da arrecadação considerada para distribuição após os descontos previstos na legislação.
Com a ampliação do percentual, a expectativa é de que o fundo disponha de maior capacidade financeira para investir em equipamentos, modernização, estrutura operacional e programas voltados aos policiais federais.
A sanção ocorre em um momento de crescimento do mercado brasileiro de apostas esportivas, cuja regulamentação ampliou as fontes de arrecadação pública e passou a destinar recursos para diferentes áreas da administração federal, incluindo a segurança pública.
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