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MPF muda posição e passa a defender perda do cargo de ministro do STJ acusado de assédio sexual

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Alteração ocorre após o CNJ extinguir a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados – Foto: STJ/Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) modificou seu entendimento no processo disciplinar que apura denúncias de assédio sexual contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. Com a mudança nas regras disciplinares do Judiciário, o órgão passou a defender que o magistrado perca definitivamente o cargo, substituindo a manifestação anterior que sugeria a aposentadoria compulsória como penalidade.

A nova posição foi apresentada após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovar alterações em seu regimento interno, eliminando a aposentadoria compulsória da lista de sanções máximas aplicáveis a magistrados. A partir da mudança, a medida disciplinar mais severa passou a ser a disponibilidade com proposta de perda do cargo.

Antes da decisão do CNJ, o MPF entendia que a aposentadoria compulsória ainda poderia ser aplicada, apesar de reconhecer que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia afastado essa punição como penalidade máxima em um caso específico. Na ocasião, o órgão avaliava que o entendimento do Supremo ainda dependia de regulamentação para alcançar todos os processos disciplinares.

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Com a atualização das normas, o Ministério Público decidiu adequar sua manifestação ao novo cenário jurídico e solicitar que o STJ encaminhe a proposta de perda do cargo caso a maioria dos ministros considere comprovadas as infrações atribuídas a Marco Buzzi.

Se essa penalidade for aprovada, o magistrado continuará afastado das funções enquanto tramita a etapa seguinte do procedimento. O processo será encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por ajuizar a ação de perda do cargo no Supremo Tribunal Federal, onde ocorrerá a análise definitiva do caso.

O julgamento do Processo Administrativo Disciplinar teve início nesta quinta-feira (6), com as sustentações orais do MPF, dos representantes das denunciantes e da defesa do ministro. A expectativa é que os ministros aptos a votar decidam ainda durante a sessão se haverá condenação ou absolvição do magistrado.

Marco Buzzi está afastado de suas atividades desde fevereiro deste ano. O processo disciplinar foi instaurado após a conclusão de uma sindicância interna que reuniu elementos sobre duas denúncias de assédio sexual. Uma delas foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro, e a outra por uma ex-funcionária terceirizada que trabalhou em seu gabinete entre 2023 e 2025.

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A defesa do ministro rejeita todas as acusações. Os advogados afirmam que provas técnicas, imagens e depoimentos afastam a ocorrência do primeiro episódio, registrado em Balneário Camboriú (SC), e sustentam que a rotina de trabalho no gabinete torna incompatíveis os fatos narrados pela ex-servidora. Enquanto o julgamento prossegue, caberá ao plenário do STJ decidir se há elementos suficientes para propor a perda definitiva do cargo do magistrado.

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Defesa de Fábio Lula cobra investigação sobre vazamentos de inquéritos e leva reclamação ao Ministério da Justiça

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Advogado do filho do presidente afirma que informações protegidas por sigilo chegaram à imprensa antes mesmo de a defesa ter acesso aos autos e pede apuração dos responsáveis.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, esteve reunido com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para solicitar providências diante de sucessivos vazamentos de informações ligadas a investigações conduzidas pela Polícia Federal. A iniciativa ocorre enquanto tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o encontro, realizado no gabinete do ministro, o defensor pediu que sejam adotadas medidas para identificar a origem das divulgações de dados protegidos por sigilo. Segundo ele, caso seja comprovada a participação de agentes públicos nos vazamentos, os responsáveis devem ser identificados e responsabilizados conforme determina a legislação.

Marco Aurélio afirmou que a defesa ainda não recebeu autorização do STF para consultar integralmente os autos das investigações. Na avaliação do advogado, a situação cria um desequilíbrio processual, já que informações reservadas passam a circular publicamente antes de serem disponibilizadas às partes envolvidas.

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Além da reunião com o ministro da Justiça, o advogado informou que conversou com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para reforçar o pedido de abertura de uma apuração interna sobre os vazamentos. Também foi protocolada uma petição solicitando a identificação dos autores das divulgações consideradas irregulares.

Ao comentar o caso, Marco Aurélio comparou o cenário atual aos episódios registrados durante a Operação Lava Jato. Para ele, a divulgação antecipada de informações sigilosas compromete o direito de defesa e pode afetar a condução regular das investigações, além de questionar o que classificou como uma linha investigativa excessivamente ampla.

Os inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça apuram possíveis relações de Fábio Luís Lula da Silva com empresários interessados em contratos junto ao Ministério da Saúde e à Dataprev, incluindo o custeio de uma viagem à Europa por um empresário investigado em apurações relacionadas ao INSS. A defesa desse empresário informou que só irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo completo dos autos.

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