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PGR pede novas diligências à Polícia Federal antes de decidir sobre investigação contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro

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Alfredo Gaspar, anunciado como pré-candidato à Vice-Presidência na chapa do senador, é alvo de pedido de investigação –  Bruno Spada/ CdosD

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu adiar qualquer manifestação definitiva sobre o pedido de abertura de inquérito envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Antes de se posicionar, o órgão determinou que a Polícia Federal realize diligências para reunir mais elementos sobre a denúncia apresentada contra o parlamentar.

A solicitação foi encaminhada oficialmente à Polícia Federal na quarta-feira (5), justamente no mesmo dia em que Alfredo Gaspar foi anunciado como pré-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026. O conteúdo das diligências não foi divulgado pelas autoridades.

Segundo informações da investigação, a representação pede a apuração da suposta prática do crime de estupro de vulnerável. A PGR optou por aguardar a conclusão das medidas solicitadas antes de decidir se recomendará ou não a abertura formal de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

A denúncia foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). O documento foi protocolado no fim de março, logo após o encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, da qual Alfredo Gaspar participou como relator.

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Após receber a representação, a Polícia Federal encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal, onde o processo foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes. Como determina o rito, o magistrado solicitou a manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de analisar o pedido de instauração da investigação.

Nos bastidores, integrantes do Ministério Público Federal afirmam que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, somente emitirá um parecer após examinar os resultados das diligências conduzidas pela Polícia Federal. A expectativa é que a análise técnica defina se existem elementos suficientes para justificar a abertura do inquérito.

Enquanto isso, o ministro Gilmar Mendes também deverá aguardar o posicionamento conclusivo da PGR antes de decidir sobre os próximos passos do processo. Até que haja uma manifestação oficial, o pedido de investigação permanece em fase preliminar de análise.

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Superintendentes da Polícia Federal divulgam nota em defesa da direção da corporação em meio a impasse com André Mendonça

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Documento assinado pelos 27 chefes regionais reforça autonomia da PPolícia Federal – 

Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram, nesta quinta-feira (6), uma manifestação conjunta em apoio à Direção-Geral da instituição, em meio ao acirramento das divergências entre a corporação e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento destaca a importância da autonomia funcional da PF e reafirma o compromisso da instituição com a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

Na nota, os dirigentes regionais ressaltam que a credibilidade da Polícia Federal foi construída por meio de uma atuação técnica, independente e baseada exclusivamente em elementos probatórios. Segundo o texto, as investigações conduzidas pela corporação não podem sofrer influência de interesses políticos, ideológicos ou pessoais, devendo seguir apenas os parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira.

A manifestação ocorre em um momento de tensão institucional envolvendo a condução de investigações sob relatoria do ministro André Mendonça. Um dos principais pontos de divergência está relacionado ao pedido da Polícia Federal para aprofundar apurações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um caso que investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

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O gabinete do ministro tem solicitado esclarecimentos sobre a condução desse inquérito, incluindo questionamentos sobre o andamento de diligências investigativas. Em resposta, a Polícia Federal afirma que todos os procedimentos adotados seguem critérios técnicos, observando rigorosamente as normas legais e os protocolos internos da instituição.

Outro aspecto do impasse envolve decisões do gabinete de Mendonça que, segundo integrantes da PF, limitariam a circulação de informações sobre a investigação entre delegados responsáveis pelos casos e seus superiores hierárquicos. Para a corporação, essas restrições podem comprometer a gestão administrativa e o acompanhamento institucional das investigações.

Diante desse cenário, a Polícia Federal recorreu à Advocacia-Geral da União (AGU), solicitando uma análise jurídica sobre os limites das decisões adotadas no âmbito do Supremo. A avaliação buscada pela instituição pretende esclarecer se determinadas medidas podem interferir na estrutura de funcionamento e na autonomia administrativa da corporação.

Os superintendentes também aproveitaram a nota para comentar as críticas públicas dirigidas à Polícia Federal. Embora reconheçam que o debate e o questionamento das instituições fazem parte do regime democrático, afirmam que ataques destinados a reduzir a confiança da população na corporação podem comprometer o fortalecimento das instituições responsáveis pela aplicação da lei.

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Ao encerrar a manifestação, os chefes regionais reafirmam que a Polícia Federal continuará desempenhando suas funções com independência, observando os princípios constitucionais, a legalidade e a imparcialidade, destacando que a atuação da instituição deve permanecer fundamentada exclusivamente nos fatos, nas provas e nos instrumentos previstos pelo ordenamento jurídico brasileiro.

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