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Lula diz que nenhum país leva a questão climática tão a sério quanto o Brasil e destaca queda histórica no desmatamento da Amazônia

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Presidente cita redução de 36% nos alertas de desmatamento na Amazônia e reforça compromisso de zerar devastação – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque mundial no enfrentamento às mudanças climáticas. Durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, Lula declarou que nenhum outro país, incluindo os Estados Unidos, trata a questão ambiental com a mesma seriedade e apontou a redução do desmatamento em diferentes biomas brasileiros como resultado das políticas adotadas pelo governo.

Dados apresentados pelo INPE indicam que a Amazônia alcançou o menor nível de área sob alertas de desmatamento desde o início da série histórica do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram registrados 2.874,38 quilômetros quadrados sob alerta, uma redução de 36% em relação ao período anterior. O resultado também ficou 55,6% abaixo da média observada na última década.

No Cerrado, os alertas atingiram 5.119,46 quilômetros quadrados no mesmo intervalo, representando uma queda de 7,8% e o menor patamar dos últimos cinco anos. O Deter funciona como uma ferramenta de acompanhamento praticamente contínuo da cobertura vegetal, produzindo informações utilizadas pelos órgãos ambientais para direcionar operações de fiscalização e combater a retirada ilegal da vegetação.

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Lula atribuiu parte dos resultados ao fortalecimento do monitoramento científico e à utilização de dados técnicos na formulação das políticas públicas. Segundo o presidente, decisões relacionadas à preservação ambiental precisam estar fundamentadas em informações confiáveis, e não em avaliações sem comprovação. Durante a passagem pelo INPE, ele conheceu laboratórios e estruturas responsáveis pelo acompanhamento dos biomas brasileiros.

Outros ecossistemas também apresentaram redução do desmatamento, conforme informações consolidadas pelo sistema Prodes. Na Caatinga, a área desmatada caiu 34,3%, chegando a 2.289,54 quilômetros quadrados. A Mata Atlântica apresentou redução de 15,32%, com 402,36 quilômetros quadrados, enquanto o Pampa registrou queda de 41,7%, totalizando 305,48 quilômetros quadrados de vegetação nativa retirada.

Ao comentar os números, Lula reafirmou a meta do governo brasileiro de alcançar o desmatamento zero até 2030. Para ele, a manutenção da fiscalização, dos investimentos e da estrutura destinada à proteção ambiental pode permitir que o país cumpra o compromisso. O presidente também defendeu maior participação das prefeituras, argumentando que os municípios possuem conhecimento direto das áreas onde ocorrem incêndios e desmatamento ilegal.

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O governo federal também prepara uma estrutura para responder a possíveis eventos climáticos extremos. De acordo com Lula, 24 ministérios estão envolvidos no planejamento, que prevê aquisição de equipamentos e veículos, contratação de brigadistas, preparação de equipes de saúde e formação de estoques de alimentos. A estratégia busca ampliar a capacidade de resposta do poder público diante de incêndios, secas, enchentes e outras situações provocadas ou agravadas pelas mudanças do clima.

A agenda presidencial ocorreu durante as comemorações pelos 65 anos do INPE, instituição responsável pelo monitoramento da Amazônia Legal desde 1988 e que atualmente acompanha a retirada da vegetação nativa em todos os biomas brasileiros. Lula classificou o instituto como uma referência científica e defendeu novos investimentos em pesquisa e tecnologia, afirmando que o conhecimento produzido pelo órgão é fundamental para orientar a fiscalização e sustentar o compromisso brasileiro de combater o desmatamento até 2030.

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Sob governo Lula, Brasil acumula superávit comercial de US$ 49 bilhões em 2026, amplia exportações para China e União Europeia

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Comércio exterior cresce nos sete primeiros meses do ano, enquanto vendas brasileiras avançam – Crédito: Ricardo Stuckert

A balança comercial brasileira encerrou os sete primeiros meses de 2026 com resultado positivo de US$ 49,04 bilhões. O saldo entre exportações e importações avançou 31,9% na comparação com igual período anterior, mostrando a força do comércio exterior brasileiro em um cenário internacional marcado por disputas tarifárias e maior protecionismo.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações brasileiras somaram US$ 218,55 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de 10,5%. Somente em julho, o país vendeu US$ 34,12 bilhões ao exterior, valor 6,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

O desempenho das exportações foi sustentado por diferentes setores da economia. A agropecuária registrou crescimento de 9,3% nas vendas externas em julho, enquanto a indústria extrativa avançou 10,8%. Já a indústria de transformação apresentou aumento de 2,4%, contribuindo para que o resultado positivo não ficasse concentrado em apenas um segmento produtivo.

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Entre os principais parceiros comerciais, a China voltou a ganhar espaço como destino dos produtos brasileiros. As exportações para o mercado chinês cresceram 8,6% em julho e acumulam alta de 14,8% nos sete primeiros meses de 2026. A União Europeia também apresentou resultado positivo, com crescimento de 3,9% nas compras de produtos brasileiros em julho.

O cenário foi diferente nas relações comerciais com Estados Unidos e Argentina, destinos que apresentaram redução nas compras de produtos brasileiros. No mercado norte-americano, o movimento acontece em meio a um período de maior tensão comercial durante o governo do presidente Donald Trump. Os dados, porém, não permitem atribuir a retração exclusivamente às medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

As importações também aumentaram. Em julho, o Brasil comprou US$ 27,05 bilhões em mercadorias estrangeiras, crescimento de 7,6%. As aquisições ligadas à indústria extrativa tiveram expansão de 31,4%, enquanto as importações de produtos relacionados à indústria de transformação cresceram 6,9%.

Com exportações e importações em alta, o fluxo comercial brasileiro resultado da soma das compras e vendas internacionais atingiu US$ 388,06 bilhões entre janeiro e julho, avanço de 8,2%. Mesmo diante do aumento das importações, as receitas obtidas com as vendas externas foram suficientes para manter a balança comercial amplamente superavitária.

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Os números também evidenciam a importância da diversificação dos mercados para o comércio exterior brasileiro. Enquanto Estados Unidos e Argentina apresentam desempenho menos favorável para as exportações, o avanço das vendas para China e União Europeia ajuda a sustentar o saldo positivo e reduz a dependência de mercados específicos em um momento de maior instabilidade nas relações comerciais internacionais.

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