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Operação Arena mira grupo ligado a apostas e Justiça determina bloqueio de até R$ 1,1 bilhão
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PF, Receita Federal e MPPB cumprem 19 mandados em cinco estados; sede da PixBet e endereços ligados ao advogado Nelson Wilians – Foto: Polícia Federal
Uma operação de grande porte realizada nesta quinta-feira (13) colocou sob investigação um grupo empresarial suspeito de movimentar recursos de forma irregular a partir do setor de apostas esportivas. Batizada de Operação Arena, a ação reúne Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público da Paraíba (MPPB) e apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Ao todo, 19 mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 4ª Vara Federal da Paraíba. As ordens judiciais são cumpridas em João Pessoa, Campina Grande e Serra Branca, na Paraíba, além de endereços em Aracaju (SE), São Paulo (SP), Rio de Janeiro e Niterói (RJ) e Curitiba (PR). A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de bens e valores que pode chegar a R$ 1,1 bilhão.
Entre os locais alcançados pela operação está a sede da empresa de apostas PixBet, em Campina Grande. Os investigadores também estiveram em um imóvel relacionado a um homem apontado como possível “laranja” do grupo. Outra empresa investigada é a PixStar, apontada como uma companhia sediada em Curaçao, no Caribe. A investigação identificou movimentações financeiras entre as duas empresas. A defesa da PixBet informou que ainda não havia tido acesso à decisão judicial e afirmou ter sido surpreendida pela operação, acrescentando que se manifestará após conhecer o conteúdo da determinação.
O advogado Nelson Wilians também aparece entre os investigados e teve uma residência em São Paulo alvo de busca e apreensão. Segundo a investigação, ele é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo e de participar de mecanismos destinados à ocultação de patrimônio supostamente obtido de maneira ilícita. A esposa do advogado, Anne Wilians, que também atua na advocacia e integra o escritório do marido, igualmente figura entre os alvos da ação.
De acordo com os investigadores, o esquema teria utilizado uma estrutura empresarial e financeira envolvendo companhias constituídas no Brasil e no exterior para dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro movimentado. A apuração procura esclarecer se recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas foram enviados ou movimentados por diferentes empresas com a finalidade de ocultar patrimônio e realizar operações financeiras irregulares.
Nelson Wilians é natural de Cianorte, no Paraná, e fundador do escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV). Conhecido pela atuação no segmento empresarial e por manter uma estrutura jurídica com presença nacional, o advogado também possui ligação institucional com a Paraíba: em 2023, recebeu da Assembleia Legislativa do Estado o título de cidadão paraibano. As investigações da Operação Arena continuam e os envolvidos poderão responder, caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo do processo, por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes relacionados ao Sistema Financeiro Nacional.
Polícia
Corpo de paraibana vítima de feminicídio em São Paulo chega a João Pessoa para velório e sepultamento
Isabela Fonseca Barbosa, de 33 anos, foi morta na Vila Mariana; suspeito de 28 anos teve prisão preventiva decretada pela Justiça – Foto: Divulgação
O corpo da paraibana Isabela Fonseca Barbosa, de 33 anos, morta em São Paulo, foi trasladado para João Pessoa nesta quarta-feira (13). Natural da capital paraibana, Isabela será velada a partir das 19h, na funerária São João Batista, no bairro de Tambiá. O sepultamento está previsto para as 8h desta quinta-feira (14), no Cemitério Senhor da Boa Sentença. As informações sobre a despedida foram confirmadas pelo irmão da vítima, Davi Fonseca.
Isabela foi encontrada morta na noite de segunda-feira (10), após um ataque ocorrido na região da Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista. De acordo com informações registradas pela polícia, a vítima apresentava diversas lesões. Um vigilante relatou ter visto Isabela caminhando e discutindo com um homem pouco antes do crime. Câmeras de segurança também registraram os dois juntos e, posteriormente, o suspeito retornando sozinho pela região.
Após desconfiar da situação, o vigilante procurou pela paraibana e a encontrou caída no recuo de um imóvel. O Samu foi chamado, mas a morte foi constatada ainda no local. Durante as buscas realizadas posteriormente, policiais localizaram João Pedro da Silva Barroso, de 28 anos, que teria tentado fugir ao perceber a aproximação da equipe. Com ele, segundo o boletim de ocorrência, foram encontrados o documento de identidade e um celular pertencentes a Isabela.
O suspeito foi preso em flagrante e autuado por feminicídio. Em depoimento, afirmou que mantinha um relacionamento com Isabela havia aproximadamente um ano e apresentou à polícia sua versão sobre a motivação do crime. Na audiência de custódia realizada na terça-feira (11), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo.
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