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Nunes Marques recebe diplomatas no TSE para defender urnas e apresentar medidas contra deepfakes em 2026

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Encontro comandado por Nunes Marques terá representantes estrangeiros, incluindo os Estados Unidos – Foto: Antonio Augusto/ TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, reúne nesta segunda-feira (17) representantes de aproximadamente cem embaixadas instaladas no Brasil. O encontro faz parte da preparação para as Eleições Gerais de 2026 e terá como principais temas a segurança do sistema eletrônico de votação e as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para enfrentar desinformação e conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial.

Entre as representações confirmadas está a dos Estados Unidos. Atualmente sem embaixador no Brasil, a missão diplomática norte-americana está sob o comando interino da encarregada de negócios Kimberly Kelli. O TSE, porém, não informou se ela participará pessoalmente da reunião. A presença de diplomatas estrangeiros ocorre em um momento no qual a Corte busca ampliar a transparência sobre o funcionamento das urnas e reafirmar a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro.

A defesa das urnas eletrônicas ganhou ainda mais espaço após novos questionamentos públicos sobre o sistema de votação. Em junho, durante encontro com 25 diplomatas, Nunes Marques já havia defendido a segurança do modelo brasileiro. Naquele período, declarações do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra as urnas provocaram reação do tribunal, que classificou o equipamento utilizado nas eleições como um “patrimônio do povo brasileiro”.

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Outro ponto central da reunião será o avanço da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O TSE pretende apresentar as estratégias preparadas para combater disparos de desinformação, manipulações digitais e deepfakes. O tema também deverá chegar ao plenário da Corte nos próximos dias, quando os ministros analisarão um caso envolvendo um vídeo produzido com IA que simula Jair Bolsonaro (PL) manifestando apoio à candidatura do filho. O julgamento poderá estabelecer parâmetros importantes para a aplicação das regras eleitorais sobre conteúdos sintéticos.

O encontro ocorre ainda em meio a recentes movimentações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos relacionadas ao processo eleitoral. A Embaixada norte-americana havia procurado a área internacional do TSE para organizar uma visita de integrantes do governo dos EUA, mas a audiência não ocorreu durante o recesso do Judiciário. Antes disso, o Itamaraty havia negado vistos a dois funcionários norte-americanos que pretendiam tratar de liberdade de expressão no contexto das eleições brasileiras.

Além do debate sobre urnas e inteligência artificial, a Justiça Eleitoral avança na preparação das Missões de Observação Eleitoral para 2026. Organizações como OEA, União Europeia, Parlasul, Uniore, Liga dos Estados Árabes e Rojae-CPLP estão entre as instituições previstas para acompanhar o pleito. Na última semana, representantes de Cuba, Estados Unidos, União Europeia e ONU estiveram no TSE para discutir a organização desse trabalho, ampliando a participação internacional no acompanhamento das eleições brasileiras.

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Reaproximação de Lula com Alcolumbre abre caminho para nova tentativa de levar Jorge Messias ao STF

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Planalto avalia que retomada do diálogo com presidente do Senado pode abrir caminho para uma nova tentativa de indicação de Messias – Foto: Ricardo Stuckert

A retomada do diálogo político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a movimentar as discussões no Palácio do Planalto sobre o futuro de Jorge Messias. Atual advogado-geral da União, Messias permanece entre os nomes considerados por Lula para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores do governo, a avaliação é de que a melhora na relação com Alcolumbre pode facilitar a construção de um entendimento em torno do nome do chefe da AGU. Interlocutores do presidente afirmam que Lula deseja resolver a questão antes de uma eventual disputa por um novo mandato, embora o momento escolhido para formalizar a indicação ainda dependa das condições políticas.

Uma das possibilidades discutidas seria encaminhar o nome de Messias ao Senado antes do primeiro turno das eleições. Outra alternativa, apontada como mais provável entre integrantes do governo, seria deixar a indicação para o período entre o primeiro e o segundo turno, quando o Planalto já teria uma leitura mais clara sobre o desempenho eleitoral de Lula e sobre a composição de forças no Congresso.

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A movimentação, portanto, deverá acompanhar os números das pesquisas e o cenário eleitoral. Caso Lula chegue à reta decisiva da campanha em posição favorável, aliados avaliam que uma nova indicação de Messias poderia ser utilizada pelo governo como demonstração de capacidade de articulação junto ao Senado, responsável por sabatinar e aprovar os nomes indicados ao Supremo.

Apesar das conversas, Alcolumbre ainda não teria apresentado compromisso público com o nome de Messias. No entorno presidencial, porém, existe a expectativa de que a relação possa avançar gradualmente até a construção de um acordo. O apoio do presidente do Senado é considerado importante para reduzir resistências e garantir condições políticas para uma eventual aprovação.

Outro nome que permanece no centro dessas articulações é o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anteriormente defendido por Alcolumbre para uma vaga no STF. Depois das tentativas de Lula de incentivar uma candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais, surgiram também especulações sobre uma possível indicação do senador ao Tribunal de Contas da União (TCU). Por enquanto, tanto o futuro de Pacheco quanto uma eventual nova investida para levar Jorge Messias ao Supremo continuam dependendo das negociações políticas e do desenrolar do cenário eleitoral.

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