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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre destrava pautas prioritárias de Lula e envia fim da escala 6×1 e PEC da Segurança às comissões

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Alcolumbre também encaminhou projeto dos minerais críticos, mas ainda não estabeleceu prazo para votação – Foto:  Ricardo Stuckert | Edilson Rodrigues/ AS

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deu andamento nesta sexta-feira (14) a três matérias que estão entre as principais prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram encaminhadas para análise das comissões a proposta que discute o fim da escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto que estabelece uma política nacional para minerais críticos e estratégicos.

A movimentação ocorre em meio à retomada do diálogo entre Alcolumbre e Lula. Depois de aproximadamente três meses de distanciamento, os dois intensificaram as conversas e tiveram três encontros no período de uma semana. A aproximação abriu caminho para que o Senado voltasse a avançar sobre propostas consideradas estratégicas pelo Palácio do Planalto.

Entre os textos encaminhados estão a PEC 221/2019, relacionada à mudança da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1; a PEC 18/2025, que propõe alterações na área da Segurança Pública; e o PL 2780/2024, responsável por criar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O despacho de Alcolumbre, porém, não significa votação imediata, já que as matérias ainda terão de percorrer as etapas regimentais antes de uma eventual análise pelo plenário.

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Ao comentar a retomada das conversas com Lula, Alcolumbre classificou o diálogo institucional como importante para a definição da agenda legislativa. O senador ressaltou, contudo, que as propostas são complexas e deverão passar normalmente pelas comissões, onde poderão ser debatidas, modificadas e aprofundadas pelos parlamentares. O presidente do Senado também evitou estabelecer um calendário para a conclusão da tramitação.

O Planalto tem interesse especial em acelerar a discussão do fim da escala 6×1 antes das eleições. A proposta ganhou espaço no discurso político de Lula, enquanto integrantes do governo defendem que o Congresso avance também na PEC da Segurança e na política de minerais críticos. Com o início oficial da campanha eleitoral previsto para domingo (16), o governo tenta aproveitar as próximas janelas de funcionamento do Legislativo diante da expectativa de redução das atividades parlamentares durante o período eleitoral.

A retomada da articulação também representa uma mudança na relação entre Lula e Alcolumbre, que havia enfrentado um período de desgaste. Apesar da reaproximação, o presidente do Senado fez questão de defender a independência do Congresso na análise das propostas encaminhadas pelo Executivo. Segundo ele, cabe ao governo apresentar suas prioridades, enquanto deputados e senadores têm autonomia para discutir os textos e decidir sobre seus conteúdos seguindo as regras do Legislativo.

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Alexandre de Moraes vota para tornar Bacellar, TH Joias e desembargador réus por suposto vazamento de informações sigilosas

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STF começa a julgar denúncia contra Bacellar, TH Joias e desembargador por vazamento de operação contra facção – Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pelo recebimento da denúncia contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual TH Joias e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. A acusação envolve uma suposta articulação para dificultar uma investigação relacionada ao Comando Vermelho por meio do vazamento de informações sigilosas. Os três estão presos.

O voto também alcança Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, apontado nas investigações como suspeito de envolvimento na lavagem de recursos provenientes do tráfico de drogas na região de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. Moraes é o relator do processo e foi o primeiro integrante da Primeira Turma a apresentar sua posição.

Caso a maioria dos cinco ministros do colegiado acompanhe o relator, os denunciados passarão formalmente à condição de réus e será aberta uma ação penal no STF. O julgamento está sendo realizado no plenário virtual da Primeira Turma e tem previsão de encerramento no dia 21. Além da acusação de obstrução de investigação envolvendo organização criminosa armada, Moraes defendeu que Macário responda por violação de sigilo funcional e Thárcio por favorecimento pessoal.

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A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que a suposta atuação ocorreu entre os dias 2 e 3 de setembro de 2025, às vésperas da Operação Zargun. De acordo com a acusação, informações reservadas sobre a ação teriam chegado antecipadamente a TH Joias, que na época exercia mandato de deputado estadual e figurava entre os principais alvos. O vazamento teria permitido a retirada de objetos de sua residência antes do cumprimento das medidas policiais.

Segundo a PGR, Macário teria tido acesso a detalhes de operações ainda em preparação e repassado informações protegidas por sigilo. A acusação também menciona a relação de amizade entre o desembargador e Bacellar e afirma que os dois teriam mantido encontro presencial. Para o Ministério Público, Bacellar e TH Joias teriam se valido da posição que ocupavam para interferir no andamento de apurações relacionadas à facção criminosa.

As defesas contestam as acusações. Os advogados de Macário afirmam que a denúncia se apoia em “ilações e conjecturas” e sustentam que o desembargador demonstrará sua inocência no processo. A defesa de Rodrigo Bacellar também rejeita a narrativa da PGR, afirma que não existem elementos capazes de vinculá-lo aos vazamentos e argumenta que outras medidas cautelares teriam identificado os verdadeiros responsáveis. Caberá agora aos demais ministros da Primeira Turma decidir se acompanham ou não o voto apresentado por Alexandre de Moraes.

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