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Brasil avança no combate às desigualdades e melhora 71% dos indicadores, com queda do desemprego, aumento da renda e redução da fome
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Levantamento do Observatório Brasileiro das Desigualdades aponta evolução em diferentes áreas sociais e econômicas – Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil apresentou melhora em 71% dos 38 indicadores utilizados para acompanhar as desigualdades sociais e econômicas no país. Os números fazem parte de levantamento do Observatório Brasileiro das Desigualdades, divulgado nesta quarta-feira (12), com informações apuradas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e vinculadas ao Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades.
A comparação dos resultados de 2024 e 2025 mostra evolução em diferentes frentes, especialmente no mercado de trabalho, renda das famílias, redução da pobreza, segurança alimentar e educação. Um dos principais destaques foi a taxa de desemprego, que caiu para 5,6% em 2025, alcançando o menor nível da série recente analisada. A redução atingiu diferentes grupos da população, embora o estudo ressalte que ainda persistem diferenças importantes entre homens e mulheres e entre pessoas brancas e negras.
A renda das famílias também avançou no período. Segundo o levantamento, o rendimento médio real apresentou crescimento de 5,3%, acompanhado pela diminuição da parcela da população vivendo com renda domiciliar per capita de até um quarto e até meio salário mínimo. Os dados indicam, portanto, uma redução dos grupos enquadrados nas faixas de maior vulnerabilidade econômica.
Outro resultado positivo aparece no combate à fome. A proporção de brasileiros enfrentando insegurança alimentar moderada ou grave passou de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024. O levantamento também identificou redução nos registros relacionados à desnutrição entre crianças e idosos, enquanto, na educação, houve queda do analfabetismo, aumento do acesso às creches e avanço das taxas de escolarização no ensino médio e superior.
Na área ambiental, o relatório registra redução de 20,6% no desmatamento em 2025. As emissões de gases de efeito estufa também apresentaram queda de 16,7% nos dados consolidados referentes a 2024. Apesar do desempenho positivo observado na maior parte dos indicadores, o estudo chama atenção para problemas estruturais que continuam limitando uma distribuição mais equilibrada das oportunidades e da renda no Brasil.
Entre os pontos que apresentaram piora estão a concentração de renda, a diferença salarial entre homens e mulheres, o comprometimento do orçamento familiar com aluguel e o risco geológico enfrentado por moradores de áreas vulneráveis. O levantamento ainda aponta aumento ou agravamento de indicadores relacionados à mortalidade materna, à presença desproporcional da população negra no sistema prisional e à cobertura de saneamento básico na Região Norte, mostrando que, apesar dos avanços, o enfrentamento das desigualdades permanece como um dos principais desafios sociais do país.
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Justiça determina suspensão dos direitos políticos de Anthony Garotinho por oito anos e candidatura ao Governo do Rio fica sob análise
Ex-governador sustenta que período da punição terminou em 1º de agosto de 2026 – Foto: Carlos Moura/ Agência Estado
A disputa pelo Governo do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo judicial. A Justiça fluminense determinou o cumprimento da sentença que impõe ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) a suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos. A medida pode repercutir diretamente em sua participação nas eleições de 2026, embora a análise sobre eventual inelegibilidade e o registro da candidatura caiba à Justiça Eleitoral.
A determinação foi assinada pelo juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com a decisão, o processo chegou ao fim após o Supremo Tribunal Federal rejeitar recurso apresentado pelo ex-governador, abrindo caminho para a execução das penalidades estabelecidas na condenação.
O processo tem origem em uma ação de improbidade administrativa envolvendo irregularidades e desvio de recursos destinados à área da Saúde. Os fatos remontam ao período em que Garotinho ocupava o cargo de secretário de Governo durante a administração de Rosinha Garotinho, sua esposa e então governadora do Rio de Janeiro.
Garotinho, entretanto, rejeita a possibilidade de ficar fora da eleição. Em transmissão realizada nesta terça-feira (11), o ex-governador afirmou que não praticou os atos atribuídos a ele e argumentou que, mesmo considerando a condenação, o período de suspensão dos direitos políticos já teria terminado. Segundo sua interpretação, o prazo deve ser contado a partir de 2018 e, portanto, estaria encerrado em 2026.
A defesa segue a mesma linha e contesta a execução determinada pela Justiça estadual. Os advogados sustentam que o trânsito em julgado, do ponto de vista jurídico, ocorreu em 1º de agosto de 2018 e que os recursos posteriores foram considerados intempestivos. Com isso, defendem que os oito anos de suspensão terminaram em 1º de agosto deste ano e que Garotinho estaria atualmente em pleno exercício de seus direitos políticos.
A execução da sentença havia sido solicitada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O órgão pediu que a decisão fosse cumprida imediatamente e que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fossem oficialmente informados sobre a suspensão. O pedido levou em consideração também o andamento do calendário das eleições de 2026 e o período destinado aos registros das candidaturas.
O Ministério Público argumenta que não existem mais recursos capazes de impedir o cumprimento da condenação, citando decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal. Já os advogados de Garotinho sustentam entendimento diferente e afirmam que a execução pretendida não teria respaldo jurídico, alegando que os efeitos da penalidade já estariam esgotados. Dessa forma, a controvérsia sobre a situação eleitoral do ex-governador deverá chegar à Justiça Eleitoral durante a análise do registro de sua candidatura.
Mesmo diante da disputa judicial, o Republicanos mantém Garotinho como candidato ao Governo do Rio. No último dia 6, o partido oficializou a major da Polícia Militar Elaine Gonçalves, do Partido Democrata, para ocupar a vaga de vice na chapa. Antes dela, o nome anunciado havia sido o do coronel Venâncio Moura, da Democracia Cristã (DC), mas a composição foi desfeita após a legenda decidir apoiar Eduardo Paes na corrida pelo Palácio Guanabara.
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