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Justiça determina suspensão dos direitos políticos de Anthony Garotinho por oito anos e candidatura ao Governo do Rio fica sob análise

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Ex-governador sustenta que período da punição terminou em 1º de agosto de 2026 – Foto: Carlos Moura/ Agência Estado

A disputa pelo Governo do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo judicial. A Justiça fluminense determinou o cumprimento da sentença que impõe ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) a suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos. A medida pode repercutir diretamente em sua participação nas eleições de 2026, embora a análise sobre eventual inelegibilidade e o registro da candidatura caiba à Justiça Eleitoral.

A determinação foi assinada pelo juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com a decisão, o processo chegou ao fim após o Supremo Tribunal Federal rejeitar recurso apresentado pelo ex-governador, abrindo caminho para a execução das penalidades estabelecidas na condenação.

O processo tem origem em uma ação de improbidade administrativa envolvendo irregularidades e desvio de recursos destinados à área da Saúde. Os fatos remontam ao período em que Garotinho ocupava o cargo de secretário de Governo durante a administração de Rosinha Garotinho, sua esposa e então governadora do Rio de Janeiro.

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Garotinho, entretanto, rejeita a possibilidade de ficar fora da eleição. Em transmissão realizada nesta terça-feira (11), o ex-governador afirmou que não praticou os atos atribuídos a ele e argumentou que, mesmo considerando a condenação, o período de suspensão dos direitos políticos já teria terminado. Segundo sua interpretação, o prazo deve ser contado a partir de 2018 e, portanto, estaria encerrado em 2026.

A defesa segue a mesma linha e contesta a execução determinada pela Justiça estadual. Os advogados sustentam que o trânsito em julgado, do ponto de vista jurídico, ocorreu em 1º de agosto de 2018 e que os recursos posteriores foram considerados intempestivos. Com isso, defendem que os oito anos de suspensão terminaram em 1º de agosto deste ano e que Garotinho estaria atualmente em pleno exercício de seus direitos políticos.

A execução da sentença havia sido solicitada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O órgão pediu que a decisão fosse cumprida imediatamente e que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fossem oficialmente informados sobre a suspensão. O pedido levou em consideração também o andamento do calendário das eleições de 2026 e o período destinado aos registros das candidaturas.

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O Ministério Público argumenta que não existem mais recursos capazes de impedir o cumprimento da condenação, citando decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal. Já os advogados de Garotinho sustentam entendimento diferente e afirmam que a execução pretendida não teria respaldo jurídico, alegando que os efeitos da penalidade já estariam esgotados. Dessa forma, a controvérsia sobre a situação eleitoral do ex-governador deverá chegar à Justiça Eleitoral durante a análise do registro de sua candidatura.

Mesmo diante da disputa judicial, o Republicanos mantém Garotinho como candidato ao Governo do Rio. No último dia 6, o partido oficializou a major da Polícia Militar Elaine Gonçalves, do Partido Democrata, para ocupar a vaga de vice na chapa. Antes dela, o nome anunciado havia sido o do coronel Venâncio Moura, da Democracia Cristã (DC), mas a composição foi desfeita após a legenda decidir apoiar Eduardo Paes na corrida pelo Palácio Guanabara.

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BNDES bate recorde histórico e aprova R$ 24,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no primeiro semestre de 2026

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Financiamentos destinados ao setor agropecuário avançaram 46% em relação a 2025 – Foto: Brasil 247

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou um novo recorde no financiamento ao setor agropecuário brasileiro. Entre janeiro e junho de 2026, a instituição aprovou R$ 24,8 bilhões em operações de crédito destinadas ao campo, o maior volume já registrado pelo banco para um primeiro semestre.

O resultado representa crescimento de 46% na comparação com os primeiros seis meses de 2025, quando as aprovações somaram R$ 17 bilhões. O avanço é ainda mais expressivo quando considerado o mesmo período de 2022: naquele ano, foram liberados R$ 4,7 bilhões, o que significa uma expansão de aproximadamente 430% em quatro anos.

Os financiamentos aprovados atendem diferentes demandas da atividade agropecuária. Os recursos podem ser direcionados para investimentos produtivos, capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, modernização das propriedades e aumento da capacidade de armazenagem. O BNDES também ampliou sua atuação no Plano Safra, cujo orçamento disponibilizado pelo banco neste ano chegará a R$ 72 bilhões.

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a instituição vem fortalecendo sua presença no financiamento da produção rural. Segundo ele, além dos recursos destinados diretamente às atividades agropecuárias, os sucessivos aumentos no orçamento do Plano Safra demonstram a intenção de ampliar as alternativas de crédito disponíveis aos produtores brasileiros.

Outro destaque do balanço está nas operações realizadas por intermédio das cooperativas de crédito. No primeiro semestre deste ano, as aprovações destinadas ao setor agropecuário por meio dessas instituições atingiram R$ 10,3 bilhões, crescimento de 34% sobre o mesmo período de 2025. Em relação aos primeiros seis meses de 2022, a expansão acumulada chegou a 668%.

Para o BNDES, as cooperativas são fundamentais para fazer o crédito chegar a pequenos municípios e comunidades rurais onde a presença de grandes instituições financeiras é menor. Além de atender produtores, elas contribuem para financiar micro, pequenas e médias empresas, estimulando investimentos, empreendedorismo, geração de empregos e renda. Os dados integram o balanço do primeiro semestre de 2026 da instituição. As informações são do Canal Rural.

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