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China prepara integração com PIX e turistas poderão pagar no Brasil diretamente por aplicativos chineses

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China avança em integração com PIX e turistas poderão pagar no Brasil diretamente por aplicativos chineses – Foto: Brasil 247 / Dall-E

A aproximação financeira entre Brasil e China deve ganhar um novo capítulo com a integração de plataformas chinesas ao PIX. A UnionPay International, braço internacional da gigante chinesa de pagamentos UnionPay, prepara um projeto que permitirá a visitantes chineses utilizar aplicativos do próprio país para realizar compras em estabelecimentos brasileiros por meio de QR codes do sistema de pagamentos instantâneos.

A proposta prevê inicialmente a participação do aplicativo da UnionPay e de instituições bancárias chinesas ligadas à plataforma. Na prática, ao fazer uma compra no Brasil, o turista poderá apontar o celular para o QR code disponibilizado pelo comerciante e autorizar a transação usando recursos mantidos em sua conta na China. Em uma fase posterior, outras carteiras digitais conectadas à rede internacional da companhia também poderão ser incorporadas.

A iniciativa amplia a projeção internacional do PIX, criado pelo Banco Central em 2020 e atualmente consolidado como uma das principais formas de pagamento utilizadas pelos brasileiros. A integração também pode facilitar as operações de comerciantes que recebem turistas estrangeiros, especialmente diante do crescimento do número de visitantes chineses e do aumento das transações realizadas no país por clientes da UnionPay.

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O movimento ocorre em um período de maior atenção internacional sobre o sistema brasileiro. Os Estados Unidos incluíram questões relacionadas ao PIX em discussões comerciais com o Brasil, argumentando que determinadas políticas brasileiras poderiam afetar a concorrência de empresas estrangeiras do setor de pagamentos. O governo brasileiro, por sua vez, defende o sistema como uma infraestrutura pública, eficiente e voltada à ampliação do acesso aos serviços financeiros.

A conexão planejada também acompanha o fortalecimento da cooperação econômica e financeira entre Brasília e Pequim. Nos últimos anos, autoridades dos dois países avançaram nas conversas sobre sistemas de pagamentos, utilização de moedas locais e integração de infraestruturas financeiras. A UnionPay, que já mantém operações no mercado brasileiro, também vem buscando ampliar sua presença diante do crescimento do fluxo de chineses que visitam o Brasil.

Caso o projeto avance, consumidores chineses poderão pagar utilizando ferramentas digitais que já fazem parte de seu cotidiano, enquanto estabelecimentos brasileiros continuarão recebendo as transações pela infraestrutura do PIX. Além de facilitar os gastos de turistas, a iniciativa poderá abrir caminho para novas formas de interoperabilidade financeira entre Brasil e China e fortalecer a presença internacional do sistema brasileiro de pagamentos.

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Governo Trump revoga visto da embaixadora do Brasil nos EUA e amplia tensão diplomática com Brasília

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Medida ocorre em meio ao impasse sobre a indicação do novo embaixador norte-americano – Foto: Rick Bajornas/ UN/ Divulgação

A relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo de tensão nesta terça-feira (4), após o governo do presidente Donald Trump decidir revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A decisão foi interpretada como uma resposta direta ao impasse envolvendo a nomeação do novo representante norte-americano em Brasília.

Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a medida está ligada à demora do governo brasileiro em conceder o chamado agrément autorização diplomática obrigatória para que Daniel Perez assuma oficialmente a chefia da embaixada dos EUA no Brasil. Sem essa aprovação, o indicado não pode exercer o cargo.

Fontes do governo norte-americano afirmam que a administração Trump considera injustificada a demora brasileira e sustenta que autoridades de Brasília teriam sinalizado que a autorização somente seria analisada após as eleições presidenciais brasileiras. Diante desse cenário, Washington adotou o princípio da reciprocidade e não descartou novas medidas diplomáticas caso o impasse permaneça.

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Maria Luiza Viotti é uma das diplomatas mais experientes da carreira brasileira. Embaixadora em Washington desde 2023, ela acumulou passagens por postos estratégicos, como a representação permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e a embaixada brasileira na Alemanha, além de ocupar cargos de destaque no Ministério das Relações Exteriores.

O desgaste entre os dois países, entretanto, já vinha se intensificando nas últimas semanas. Recentemente, o Itamaraty negou a emissão de vistos para dois integrantes do Departamento de Estado norte-americano que participariam de uma missão oficial no Brasil, decisão que aumentou o clima de desconfiança entre os governos.

Os dois representantes dos Estados Unidos haviam sido citados em reportagens da imprensa internacional sobre discussões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro. Washington, por sua vez, negou qualquer intenção de interferência no processo eleitoral e afirmou que a agenda da missão incluiria temas como liberdade religiosa, liberdade de expressão e integridade eleitoral.

Em nota oficial, o Departamento de Estado declarou que a reciprocidade continuará sendo adotada nas relações diplomáticas. O governo norte-americano afirmou que espera condições adequadas para que seus representantes atuem no Brasil e indicou que novas restrições poderão ser aplicadas caso não haja avanço nas negociações envolvendo a indicação do embaixador.

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A revogação do visto de Maria Luiza Viotti representa mais um episódio de desgaste nas relações entre Brasília e Washington e evidencia o aumento da tensão diplomática entre os dois países. Nos bastidores, autoridades acompanham a evolução da crise e avaliam que uma solução dependerá da retomada das negociações entre os governos para evitar novos impactos nas relações bilaterais.

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