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Região Norte
Alcolumbre celebra descoberta de petróleo no Amapá, agradece Lula e defende soberania brasileira sobre riquezas naturais
Região Norte
Presidente do Congresso agradece apoio de Lula à exploração na Margem Equatorial – Foto: Reprodução Internet
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), comemorou a descoberta de petróleo em área marítima do Amapá e voltou a defender que o Brasil tenha autonomia para decidir como utilizar suas riquezas naturais. A manifestação ocorreu em meio ao debate sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, considerada estratégica para o futuro energético e econômico da região Norte.
Natural do Amapá, Alcolumbre destacou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo que permitiu o avanço das atividades de exploração. Segundo o senador, o governo federal enfrentou resistências ao longo dos últimos anos para que o projeto chegasse à etapa de perfuração conduzida pela Petrobras.
Durante o pronunciamento, o presidente do Congresso agradeceu diretamente a Lula pelo posicionamento favorável à exploração. Alcolumbre afirmou que o presidente enfrentou diferentes setores contrários ao projeto e ressaltou que a discussão envolve não apenas interesses econômicos, mas também a capacidade do país de tomar decisões sobre seus próprios recursos.
O senador também reagiu às críticas internas e externas relacionadas à exploração petrolífera na região. Para Alcolumbre, cabe aos brasileiros definir o caminho que o país pretende seguir na utilização de suas reservas naturais. “Deixem que nós, brasileiros, decidamos o que queremos do Brasil”, declarou ao defender a soberania nacional sobre as decisões energéticas.
Alcolumbre argumentou ainda que a produção de petróleo pode contribuir para ampliar investimentos públicos e gerar oportunidades econômicas, especialmente para estados da região Norte. Ele mencionou recursos destinados ao Fundo Social e relacionou as receitas provenientes da atividade petrolífera ao financiamento de áreas essenciais, como saúde e educação.
Ao abordar a mobilização política em torno da Margem Equatorial, Alcolumbre também destacou a atuação da Petrobras, do governador do Amapá, Clécio Luís, e do senador Randolfe Rodrigues. A exploração de petróleo na costa amapaense ganhou espaço no debate nacional e vem sendo apresentada por seus defensores como uma possibilidade de geração de empregos, arrecadação e desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo em que permanece no centro das discussões sobre impactos ambientais e política energética.
Região Norte
Márcio Bittar aposta em discurso contra pessoas trans e em pautas religiosas para tentar renovar mandato no Senado
Em encontro com apoiadores ligados à Assembleia de Deus, senador voltou a invocar Bolsonaro, atacou Érika Hilton e o STF e reforçou estratégia de mobilizar o eleitorado conservador
Em plena corrida pela reeleição ao Senado, Márcio Bittar (PL) voltou a recorrer a temas ideológicos e religiosos para mobilizar sua base política. Neste domingo, durante uma reunião com amigos e apoiadores do pastor Luiz Gonzaga, o parlamentar concentrou boa parte de seu discurso em questões relacionadas à família, religião, identidade de gênero e ao legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos trechos mais contundentes ocorreu quando Bittar direcionou críticas à deputada federal Érika Hilton, mulher trans. Ao comentar a atuação de Hilton em um colegiado da Câmara, o senador afirmou que uma comissão voltada às mulheres estaria sendo presidida por “um homem biológico que tem testículos” e declarou que a situação “não tem cabimento”. A fala transforma a identidade de gênero da parlamentar em instrumento de confronto eleitoral e reforça uma retórica que costuma mobilizar setores conservadores.
O episódio também chama atenção pela estratégia escolhida por Bittar para defender mais oito anos no Senado. Em vez de concentrar a manifestação em um balanço detalhado de seu mandato, apresentar resultados concretos ou explicar quais projetos pretende priorizar para enfrentar problemas do Acre, o senador deu protagonismo às chamadas guerras culturais.
No mesmo discurso, Bittar afirmou existir uma espécie de “lavagem cerebral” envolvendo crianças. A declaração foi apresentada no contexto de sua defesa de valores conservadores, mas, conforme as informações divulgadas sobre o encontro, não veio acompanhada de dados ou de uma explicação detalhada que demonstrasse concretamente a dimensão do problema denunciado pelo parlamentar.
O senador também voltou suas críticas contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), repetindo uma linha de enfrentamento às instituições que ganhou espaço entre políticos ligados ao bolsonarismo nos últimos anos. Para Bittar, representantes do campo conservador precisam atuar sem “medo” ou “vergonha” na defesa daquilo que consideram seus principais valores.
A presença constante de Bolsonaro no discurso também evidencia a tentativa de Bittar de manter sua candidatura associada ao ex-presidente. “Quando eu reconheço a importância do presidente Bolsonaro na minha vida, é uma marca que eu carrego”, declarou o senador, reafirmando uma ligação política que pretende apresentar ao eleitorado como parte de sua identidade.
A estratégia, porém, abre espaço para um questionamento inevitável em uma campanha de reeleição: além das disputas ideológicas, qual é o balanço dos resultados do mandato e quais propostas concretas Bittar apresenta para os problemas cotidianos dos acreanos? Infraestrutura, geração de emprego, saúde, educação, produção rural e desenvolvimento econômico são temas que também deverão fazer parte do debate eleitoral.
Ao final do encontro, Bittar pediu que os presentes trabalhassem para ampliar sua votação e fortalecer o projeto conservador no Acre e no país. O discurso deixa claro que o senador pretende fazer da polarização ideológica, da defesa de pautas religiosas e da ligação com Bolsonaro alguns dos principais pilares de sua tentativa de permanecer no Senado.
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