Região Centro-oeste
Reaproximação de Lula com Alcolumbre abre caminho para nova tentativa de levar Jorge Messias ao STF
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Planalto avalia que retomada do diálogo com presidente do Senado pode abrir caminho para uma nova tentativa de indicação de Messias – Foto: Ricardo Stuckert
A retomada do diálogo político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a movimentar as discussões no Palácio do Planalto sobre o futuro de Jorge Messias. Atual advogado-geral da União, Messias permanece entre os nomes considerados por Lula para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores do governo, a avaliação é de que a melhora na relação com Alcolumbre pode facilitar a construção de um entendimento em torno do nome do chefe da AGU. Interlocutores do presidente afirmam que Lula deseja resolver a questão antes de uma eventual disputa por um novo mandato, embora o momento escolhido para formalizar a indicação ainda dependa das condições políticas.
Uma das possibilidades discutidas seria encaminhar o nome de Messias ao Senado antes do primeiro turno das eleições. Outra alternativa, apontada como mais provável entre integrantes do governo, seria deixar a indicação para o período entre o primeiro e o segundo turno, quando o Planalto já teria uma leitura mais clara sobre o desempenho eleitoral de Lula e sobre a composição de forças no Congresso.
A movimentação, portanto, deverá acompanhar os números das pesquisas e o cenário eleitoral. Caso Lula chegue à reta decisiva da campanha em posição favorável, aliados avaliam que uma nova indicação de Messias poderia ser utilizada pelo governo como demonstração de capacidade de articulação junto ao Senado, responsável por sabatinar e aprovar os nomes indicados ao Supremo.
Apesar das conversas, Alcolumbre ainda não teria apresentado compromisso público com o nome de Messias. No entorno presidencial, porém, existe a expectativa de que a relação possa avançar gradualmente até a construção de um acordo. O apoio do presidente do Senado é considerado importante para reduzir resistências e garantir condições políticas para uma eventual aprovação.
Outro nome que permanece no centro dessas articulações é o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anteriormente defendido por Alcolumbre para uma vaga no STF. Depois das tentativas de Lula de incentivar uma candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais, surgiram também especulações sobre uma possível indicação do senador ao Tribunal de Contas da União (TCU). Por enquanto, tanto o futuro de Pacheco quanto uma eventual nova investida para levar Jorge Messias ao Supremo continuam dependendo das negociações políticas e do desenrolar do cenário eleitoral.
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Alexandre Kalil abre as portas para apoio da Rede, veta PSOL e acirra crise na federação em Minas Gerais
Candidato do PDT ao governo mineiro afirma que deseja a Rede Sustentabilidade em sua campanha, mas rejeita participação do PSOL – Foto: X @alexandrekalil /IA / Brasil 247
A disputa pelo governo de Minas Gerais ganhou um novo capítulo após Alexandre Kalil (PDT) deixar claro que pretende contar com a Rede Sustentabilidade em sua campanha, mas não aceita uma aproximação com o PSOL. A declaração do ex-prefeito de Belo Horizonte ocorre justamente quando as duas siglas, que integram a mesma federação partidária, enfrentam uma forte divergência sobre qual candidatura apoiar no estado.
Por meio de nota divulgada por sua assessoria, Kalil foi direto ao tratar da composição política. O pedetista afirmou que deseja receber o apoio da Rede, enquanto considera o PSOL indesejado em seu palanque. A manifestação ampliou a tensão dentro da federação PSOL-Rede, que já vinha enfrentando dificuldades para construir uma posição conjunta para a eleição mineira.
A crise ganhou força depois que a federação decidiu, em convenção estadual, apoiar oficialmente a candidatura de Kalil ao Palácio Tiradentes. A decisão foi possível principalmente pela posição da Rede Sustentabilidade, que possui maioria na direção da federação em Minas Gerais e conseguiu aprovar a aliança com o candidato do PDT.
O PSOL, porém, segue em direção diferente. O partido havia anunciado apoio à candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas e pretende recorrer à direção nacional da federação para tentar derrubar a decisão tomada no estado. A intenção dos dirigentes psolistas é preservar a aliança com o PT e permanecer no projeto eleitoral liderado por Patrus.
Outro ponto que aumenta a resistência do PSOL é a presença do PSDB na composição política de Kalil. O ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB) ocupa a vaga de candidato a vice-governador na chapa pedetista, uma aliança que enfrenta rejeição entre integrantes do PSOL. A divergência também pode provocar consequências na corrida pelo Senado, especialmente para a deputada federal Áurea Carolina (PSOL), que vinha sendo apresentada como pré-candidata na chapa de Patrus Ananias, juntamente com Marília Campos (PT).
Enquanto a disputa interna não é resolvida definitivamente, a federação PSOL-Rede permanece oficialmente no grupo de partidos que apoiam Alexandre Kalil, ao lado da federação PSDB-Cidadania. O cenário, entretanto, ainda poderá sofrer mudanças caso a direção nacional analise os recursos anunciados pelo PSOL e decida modificar a posição adotada pela federação em Minas Gerais.
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