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Deputada Gleisi Hoffmann confronta Júlia Zanatta após ação contra Janja no Ministério Público Federal

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Gleisi parte para cima de Júlia Zanatta após ação contra Janja e acusa bolsonarista de atacar combate a crimes contra crianças – Bruno Spada/ CdosD

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado pelo Paraná, saiu em defesa da primeira-dama Janja Lula da Silva após a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) recorrer ao Ministério Público Federal para questionar sua atuação no episódio envolvendo a plataforma Discord. Gleisi classificou a iniciativa da parlamentar como uma ofensiva contra quem cobra providências diante de denúncias graves envolvendo crianças e adolescentes.

A controvérsia começou depois que Janja pediu publicamente uma resposta das autoridades sobre o funcionamento da plataforma durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, no último dia 6. A cobrança ocorreu diante de integrantes do governo, entre eles o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O posicionamento da primeira-dama ganhou repercussão após vir à tona o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão. Diante da gravidade da denúncia, Janja defendeu providências para ampliar a proteção de menores no ambiente digital e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

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Júlia Zanatta, no entanto, levou o episódio ao MPF sob o argumento de que a primeira-dama poderia ter ultrapassado os limites de sua atuação e exercido atribuições que caberiam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A própria representação, contudo, reconhece que Janja não assinou nem formalizou qualquer ato administrativo. Mesmo assim, a deputada citou o artigo 328 do Código Penal, que trata da usurpação de função pública.

Gleisi reagiu duramente à iniciativa e acusou setores da direita de direcionarem seus ataques contra quem tenta enfrentar crimes praticados contra menores. “Quando vê um crime acontecer contra crianças, resolve brigar com quem tá tentando punir e impedir novos crimes”, afirmou. Para a petista, o Estado dispõe de instrumentos legais para cobrar responsabilidade de plataformas digitais quando não existem mecanismos adequados de proteção aos usuários mais vulneráveis.

A deputada também destacou a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no caso. Segundo Gleisi, o órgão determinou a suspensão das transmissões ao vivo no Discord no Brasil até que sejam demonstradas medidas capazes de garantir maior segurança a crianças e adolescentes. Para ela, plataformas que não assegurem um ambiente protegido podem ser submetidas a restrições e punições previstas na legislação brasileira.

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Ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes é alvo de operação da PF por suspeitas de desvio

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Ação autorizada pelo STF cumpre mandados em quatro estados e apura suspeitas de lavagem de dinheiro – Foto: Christiano Antonucci/ Secom/ MT

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado mais de R$ 308 milhões. Entre os investigados está o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), apontado como um dos alvos das medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além do ex-chefe do Executivo estadual, a investigação alcança integrantes da alta administração pública de Mato Grosso. Secretários de Estado, um desembargador e um procurador estadual também são alvos das diligências realizadas pela Polícia Federal, que busca esclarecer a participação de cada investigado no suposto esquema.

De acordo com as investigações, o caso envolve um acordo firmado entre o governo estadual e uma empresa do setor de telefonia. A suspeita é de que a negociação tenha sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de operações financeiras consideradas irregulares, com a utilização de fundos de investimento e empresas criadas para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

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A Polícia Federal apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada. Os investigadores trabalham para identificar o fluxo dos recursos, os beneficiários das operações e o eventual prejuízo causado aos cofres públicos.

Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF. As ações ocorrem simultaneamente nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, onde equipes da PF recolhem documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

Além das buscas, o Supremo determinou uma série de medidas cautelares contra os investigados. Entre elas estão a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o bloqueio de bens até o limite de R$ 316 milhões, o recolhimento de passaportes para impedir viagens internacionais e a proibição de contato entre os alvos da operação.

Até a publicação desta reportagem, Mauro Mendes ainda não havia se manifestado publicamente sobre a investigação. O espaço permanece aberto para que o ex-governador apresente sua versão dos fatos.

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