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Deputado Amilton Filho morre em grave acidente na BR-050 quando voltava de agenda de campanha em Goiás

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Parlamentar do MDB estava em seu segundo mandato na Assembleia Legislativa e disputava a reeleição – Foto: Hellenn Reis/ Alego

O deputado estadual Amilton Filho (MDB-GO), de 41 anos, morreu na madrugada deste sábado (26) após um grave acidente de trânsito na BR-050, nas proximidades de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. O parlamentar retornava de um compromisso de campanha quando o veículo em que viajava se envolveu em uma colisão com uma carreta que estava estacionada na rodovia.

Segundo informações divulgadas após o acidente, Amilton Filho ocupava o banco dianteiro do passageiro. Com a violência do impacto, o deputado ficou preso às ferragens. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência, mas, quando chegaram ao local, o parlamentar já estava sem sinais vitais.

Além do deputado, outras duas pessoas viajavam no automóvel: o motorista e um videomaker que integrava sua equipe. Os dois sobreviveram e foram encaminhados para atendimento no Hospital Municipal Chaud Salles, em Cristalina. Até as primeiras horas deste sábado, não haviam sido divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde dos sobreviventes.

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Natural de Anápolis, Amilton Filho construiu sua trajetória política inicialmente no Legislativo municipal, onde exerceu dois mandatos como vereador. Em 2018, conquistou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás. Quatro anos depois, foi reeleito deputado estadual com 46.556 votos e, atualmente, exercia a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A morte provocou forte repercussão no meio político goiano. O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (UB), decretou luto oficial de cinco dias no Poder Legislativo. Agendas políticas também foram canceladas após a confirmação da tragédia. Amilton Filho deixa esposa e dois filhos, e o velório será realizado em Anápolis, cidade onde mantinha residência.

Amilton Filho estava em plena campanha eleitoral e buscava renovar o mandato nas eleições de 2026 quando ocorreu o acidente. Ao longo de sua atuação pública, acumulou experiência como servidor estadual, vereador e deputado. A morte repentina, a poucos dias das eleições, gerou manifestações de pesar de colegas, aliados e lideranças de diferentes grupos políticos de Goiás. As circunstâncias da colisão deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis.

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Rogério Correia vai ao STF e pede investigação sobre voo de Flávio Bolsonaro em avião ligado a Vorcaro

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Correia quer que PF descubra quem solicitou e custeou viagem e apure relação com negociações para financiamento do filme – Foto: Thiago Cristino/ CâdosD

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia de fato pedindo a apuração das circunstâncias de uma viagem realizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em um jato que tinha entre seus cotistas uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar solicita que a Polícia Federal identifique quem pediu e quem pagou pelo deslocamento.

O voo foi realizado em 19 de janeiro de 2025, entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília. Naquele período, Flávio participava de tratativas relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A aeronave, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, tinha uma de suas cotas pertencente à Prime You, empresa da qual Vorcaro era sócio na época.

Um dos pontos apresentados por Rogério Correia é a proximidade entre a data da viagem e o cronograma previsto para o financiamento do filme. O voo ocorreu um dia antes da data inicialmente estabelecida para uma primeira parcela de US$ 2 milhões. A coincidência temporal levou o deputado a pedir esclarecimentos sobre as condições em que o transporte foi disponibilizado e sobre a existência ou não de alguma conexão com as negociações financeiras.

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Correia também solicita que o episódio seja incorporado ao inquérito que apura questões relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. O pedido busca esclarecer quem solicitou a aeronave, quem assumiu os custos do trecho e se a utilização do jato representou alguma vantagem relacionada às tratativas envolvendo a produção. A representação, por si só, não comprova a existência de contrapartida ou irregularidade.

O advogado e empresário Willer Tomaz, que detinha participação na estrutura societária proprietária da aeronave e viajou com Flávio Bolsonaro, também é citado no pedido. Em manifestação divulgada à imprensa, Tomaz afirmou que o trecho foi solicitado e integralmente custeado por ele, com débito das horas correspondentes à sua cota. Segundo o advogado, Vorcaro não pagou, autorizou ou participou do voo, e Flávio viajou como seu convidado.

O Legacy 650 também ganhou repercussão por ter sido utilizado meses depois pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Reportagens apontam que Moraes desembarcou da mesma aeronave em agosto de 2025. Agora, caberá às autoridades avaliar o pedido apresentado por Rogério Correia e decidir se as circunstâncias da viagem de Flávio Bolsonaro serão formalmente aprofundadas dentro das investigações já existentes.

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