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Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afasta interferência eleitoral e destaca soberania brasileira
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Porta-voz nega qualquer relação entre medida contra PCC e CV e eventual interferência – Foto: Reprodução/ Captura de tela de vídeo da Globonews
O governo dos Estados Unidos reforçou que a definição sobre quem comandará o Brasil continua sendo uma decisão exclusiva do povo brasileiro. A declaração foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado norte-americano no Brasil, Amanda Roberson, em meio ao debate provocado pela inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais.
Durante entrevista, Roberson descartou qualquer ligação entre a medida anunciada por Washington e possíveis impactos sobre as eleições brasileiras ou sobre o ambiente político nacional. Segundo ela, a ação tem como objetivo fortalecer o combate ao crime organizado e ampliar mecanismos de segurança internacional.
A representante do governo norte-americano destacou que a administração do presidente Donald Trump está concentrada em políticas voltadas para a proteção dos interesses dos Estados Unidos, especialmente nas áreas de segurança e economia. Ela ressaltou que o processo democrático brasileiro deve ser conduzido exclusivamente pelos cidadãos do país.
A classificação das duas facções criminosas como organizações terroristas internacionais foi oficializada nesta semana e deverá passar a valer nos próximos dias. Com a medida, autoridades norte-americanas ganham instrumentos mais amplos para investigar movimentações financeiras, redes de lavagem de dinheiro e possíveis conexões internacionais ligadas aos grupos criminosos.
Questionada sobre especulações envolvendo a recente visita do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, Amanda Roberson negou qualquer influência de políticos brasileiros na decisão. Segundo a porta-voz, a medida foi tomada pelo governo norte-americano com base em avaliações próprias sobre a atuação das organizações criminosas.
A decisão continua repercutindo entre autoridades brasileiras. Enquanto integrantes do governo federal demonstram preocupação com possíveis consequências diplomáticas e jurídicas, especialistas avaliam que a medida tende a produzir efeitos principalmente na área financeira e no combate internacional ao crime organizado, sem representar qualquer intervenção direta dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil. As informações e do portal G1
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China reforça defesa da soberania após EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas
Pequim afirma que combate ao crime deve respeitar a autonomia dos países e evita apoiar medidas de intervenção externa – Foto: Ricardo Stuckert/PR
A decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais provocou reações no cenário diplomático global. Entre elas, a China destacou a importância do respeito à soberania nacional e defendeu que cada país tenha autonomia para conduzir suas próprias políticas de segurança e combate ao crime organizado.
Segundo o governo chinês, questões relacionadas à segurança pública e ao combate ao crime organizado devem ser conduzidas pelos próprios países afetados, dentro de suas legislações e instituições. Pequim reiterou que sua política externa continua baseada no princípio da não intervenção, considerado um dos pilares da diplomacia chinesa.
A manifestação ocorre em um momento de crescente disputa geopolítica entre China e Estados Unidos na América Latina. Enquanto Washington amplia sua atuação política e estratégica na região, Pequim tem fortalecido relações comerciais e diplomáticas com diversos países latino-americanos, incluindo o Brasil.
Paralelamente ao debate sobre a classificação das facções brasileiras, a China confirmou a visita oficial do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, ao país asiático. O encontro faz parte da agenda bilateral entre os dois governos e deverá abordar temas ligados ao comércio, investimentos e cooperação internacional.
Nos Estados Unidos, integrantes do governo Trump justificaram a decisão afirmando que PCC e Comando Vermelho possuem atuação além das fronteiras brasileiras e mantêm conexões com redes internacionais de tráfico e outras atividades criminosas. A medida faz parte da estratégia norte-americana de combate ao chamado narcoterrorismo e ao crime organizado transnacional.
Nos bastidores, a classificação das facções gerou preocupação em setores do governo brasileiro. A avaliação é de que decisões desse tipo podem abrir precedentes para um aumento da influência externa em temas de segurança nacional. Diante desse cenário, o posicionamento chinês reforça o debate internacional sobre soberania, cooperação entre países e os limites da atuação estrangeira em questões internas.
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