Polícia
Polícia Federal intensifica combate ao garimpo ilegal e destrói estrutura criminosa em operações na Amazônia
Polícia
Ações no Amapá terão apoio de forças federais e estaduais no combate aos crimes ambientais – Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal anunciou o reforço das operações de combate ao garimpo ilegal no Amapá, ampliando a presença de agentes em áreas consideradas críticas para a exploração clandestina de minério dentro da Amazônia Legal. A medida faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), que reúne forças de segurança e órgãos ambientais em ações integradas de fiscalização.
Nos últimos meses, a PF intensificou operações contra grupos criminosos envolvidos na extração ilegal de ouro e cassiterita, principalmente em regiões de floresta de difícil acesso. Segundo a corporação, o objetivo é enfraquecer organizações que atuam na destruição ambiental, no financiamento do crime organizado e na contaminação de rios e comunidades tradicionais.
Uma das ações mais recentes ocorreu no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, onde equipes da Polícia Federal e do ICMBio destruíram três escavadeiras hidráulicas utilizadas no garimpo clandestino. Durante a fiscalização, também foi apreendido mercúrio, substância tóxica usada na separação do ouro e considerada uma das maiores ameaças ambientais da atividade ilegal.
Em maio, a Operação Calha Norte mobilizou cerca de 80 agentes em áreas próximas à divisa entre Amapá e Pará. A força-tarefa contou com apoio do Ibama, ICMBio, Força Nacional e órgãos estaduais, resultando na inutilização de maquinários pesados, motores, tratores, acampamentos clandestinos e milhares de litros de combustível usados para abastecer a estrutura criminosa instalada dentro da floresta.
Outra ofensiva de grande impacto ocorreu em fevereiro, durante a Operação Trono de Ferro, que investigou uma organização criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de cassiterita extraída de garimpos clandestinos no Amapá, em Roraima e até na Venezuela. As investigações levaram ao bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
A Polícia Federal afirmou que o combate aos crimes ambientais será uma das prioridades estratégicas em 2026 e destacou que novas operações já estão previstas para as próximas semanas. A expectativa é ampliar a presença do Estado em regiões dominadas pelo garimpo ilegal e fortalecer ações de proteção ambiental em toda a Amazônia.
Polícia
PF deflagra Operação Moisaco contra crimes de ódio e da disseminação de conteúdos racistas pela internet
Investigação apura divulgação de mensagens racistas em plataformas digitais no Rio Grande do Norte – Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal realizou a Operação Moisaco, voltada ao combate de crimes de ódio e da disseminação de conteúdos racistas pela internet. A ação foi autorizada pela Justiça Federal e faz parte de uma investigação que busca identificar e responsabilizar envolvidos em práticas criminosas nas redes digitais.
Durante a operação, agentes federais cumpriram um mandado de busca e apreensão no interior do estado do Rio Grande do Norte. A medida foi expedida após o avanço das investigações sobre a atuação de um suspeito que estaria utilizando plataformas digitais para compartilhar mensagens de cunho racista.
Segundo a Polícia Federal, o material apreendido deverá passar por perícia técnica para auxiliar na identificação de possíveis provas relacionadas à divulgação de conteúdos discriminatórios e à prática de crimes previstos na legislação brasileira.
As investigações apontam que o suspeito utilizava ambientes virtuais para propagar mensagens ofensivas e conteúdos considerados criminosos, atingindo grupos e pessoas por motivos raciais. A PF destacou que o combate ao racismo e aos crimes de ódio na internet é uma das prioridades das forças de segurança diante do crescimento desse tipo de prática no ambiente digital.
A operação recebeu o nome de “Moisaco”, mas a Polícia Federal ainda não divulgou detalhes sobre a origem da denominação. O caso segue sob investigação e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis.
A legislação brasileira prevê punições severas para crimes de racismo e discriminação racial, incluindo penas de reclusão e multa. A Polícia Federal reforçou que denúncias envolvendo crimes virtuais e manifestações de ódio podem ser encaminhadas aos canais oficiais das autoridades competentes.
-
Região Sul5 dias atrásPaulo Pimenta dispara contra Flávio Bolsonaro e diz que aliados devem “abandonar barco” após crise do BM
-
Região Centro-oeste5 dias atrásLula lança programa de R$ 30 bilhões para ajudar taxistas e motoristas de aplicativo a comprar carro próprio
-
Política Destaque6 dias atrásPesquisa Atlas mostra presidente Lula à frente em cenários para 2026 e aponta queda de Flávio Bolsonaro após crise com áudios
-
Região Sul6 dias atrásMoro passa vergonha após Flávio Bolsonaro admitir encontro com Daniel Vorcaro em meio a escândalo do BM


