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Pesquisa Atlas mostra presidente Lula à frente em cenários para 2026 e aponta queda de Flávio Bolsonaro após crise com áudios
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Levantamento indica crescimento da vantagem do presidente em disputas de primeiro e segundo turno – Foto: Ricardo Stuckert/ PR I Divulgação
Uma nova pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem nos cenários simulados para a eleição presidencial de 2026. O levantamento mostra estabilidade do petista nas intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro apresentou queda após a repercussão envolvendo áudios atribuídos ao parlamentar em conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
No principal cenário testado pela pesquisa, Lula aparece com 47% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com 34,3%, registrando uma redução significativa em comparação ao levantamento anterior. O empresário Renan Santos aparece com 6,9%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com 5,2%, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com 2,7%.
A AtlasIntel também simulou um cenário sem a participação de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Nesse quadro, Lula mantém os mesmos 47% das intenções de voto, enquanto Romeu Zema cresce e alcança 17%. Ronaldo Caiado aparece próximo dos 14%, e Renan Santos soma 8% das preferências do eleitorado.
Outro cenário analisado incluiu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como representante do campo bolsonarista. Mesmo assim, Lula segue liderando com 47% das intenções de voto. Michelle registra 23,4%, enquanto Zema aparece com 10%. Renan Santos chega a 7,8%, e Caiado soma 6%.
Nos cenários de segundo turno, o levantamento aponta ampliação da vantagem de Lula contra todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente aparece sete pontos percentuais à frente. Em disputas contra Romeu Zema e Ronaldo Caiado, a diferença favorável ao petista varia entre nove e dez pontos. Já diante de Renan Santos, Lula abre uma vantagem ainda maior, chegando a 19 pontos percentuais.
A pesquisa também simulou uma disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente alcança quase 49% das intenções de voto, enquanto Flávio caiu para 41,8% após a divulgação dos áudios relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O percentual de eleitores indecisos ou que afirmam votar branco ou nulo também aumentou nos últimos levantamentos.
Sem a presença de Lula na disputa, o estudo mostra que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin apareceriam à frente de Flávio Bolsonaro em cenários alternativos de segundo turno. Haddad teria vantagem de 3,7 pontos percentuais, enquanto Alckmin abriria diferença de 4,1 pontos sobre o senador.
O levantamento ainda aponta aumento na rejeição de Flávio Bolsonaro após a repercussão dos áudios envolvendo Daniel Vorcaro. Segundo a AtlasIntel, o senador passou a liderar o índice de eleitores que afirmam não votar nele “de jeito nenhum”. A rejeição ao presidente Lula permaneceu praticamente estável em relação ao levantamento anterior.
A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026.
Gerado por IA (Photo: Gerado por IA) Gerado por IA
📊🇧🇷 PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG
1️⃣ Eleição presidencial 2026 | 1º turno
Flávio cai 5pp após áudio com Daniel Vorcaro e retorna ao patamar de janeiro. Lula fica estável.
🔴 Lula: 47% (+0,4)
🟡 Flávio Bolsonaro: 34,3% (-5,4)
🟣 Renan: 6,9%
🟠 Zema: 5,2%
🟢 Caiado: 2,7% pic.twitter.com/iCCC6wACyu— AtlasIntel BR (@atlaspolitico) May 19, 2026
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Crise explode no PL após revelação de encontro entre Flávio Bolsonaro e ex-banqueiro investigado pela Polícia Federal
Parlamentares do partido cobram explicações sobre filme financiado com recursos ligados ao Banco Master – Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro enfrenta um novo desgaste político dentro do Partido Liberal após vir à tona a informação de que ele se reuniu com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro logo após a saída do empresário da prisão. O episódio aumentou a tensão nos bastidores da legenda e provocou preocupação entre deputados e senadores ligados ao grupo bolsonarista.
De acordo com integrantes do partido, a sequência de novas revelações envolvendo o caso tem dificultado a construção de uma estratégia de defesa pública para o senador. Parlamentares avaliam que o cenário passou a gerar insegurança dentro da bancada, principalmente diante do avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na tentativa de conter a crise, Flávio Bolsonaro participou de uma reunião com parlamentares do PL nesta terça-feira (19), buscando alinhar o discurso do partido diante das denúncias. Porém, segundo relatos de aliados presentes no encontro, a revelação da conversa com Daniel Vorcaro acabou ampliando o desconforto interno e deixando integrantes da legenda sem uma linha clara de defesa.
Nos bastidores, parlamentares demonstram preocupação com os impactos eleitorais do caso nas próximas semanas. A divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos atrasados ligados à produção do filme gerou novos questionamentos dentro do partido. Aliados avaliam que os reflexos políticos podem atingir diretamente a imagem do senador e influenciar futuras pesquisas eleitorais.
Outro ponto que vem causando pressão dentro do PL é a falta de esclarecimentos sobre os recursos utilizados na produção da cinebiografia “Dark Horse”. Parlamentares cobram a apresentação de contratos, documentos bancários e informações detalhadas sobre valores movimentados por fundos no exterior supostamente ligados ao financiamento do longa-metragem.
As investigações da Polícia Federal apontam que empresas associadas a Daniel Vorcaro teriam participado da origem dos recursos destinados à produção do filme. A situação aumentou o clima de desgaste no entorno de Flávio Bolsonaro e abriu uma nova frente de crise política dentro do partido, que tenta evitar maiores impactos em meio ao cenário pré-eleitoral.
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