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STF cita ligação de pai de Daniel Vorcaro com milicianos e jogo do bicho em nova fase da Operação Compliance Zero

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Prisão de Henrique Vorcaro amplia crise envolvendo grupo do Banco Master e investigações da Polícia Federal – Foto: Reprodução

A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal colocou novamente o grupo ligado ao Banco Master no centro de uma investigação que envolve suspeitas de intimidação, monitoramento ilegal e conexões com integrantes do crime organizado no Rio de Janeiro. A operação teve como um dos principais alvos o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A decisão que autorizou a prisão foi assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e aponta que a investigação da Polícia Federal identificou uma suposta rede operacional ligada a operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais que atuariam para atender interesses do núcleo investigado.

Segundo os investigadores, o grupo utilizaria uma estrutura clandestina para monitorar pessoas, coletar informações sigilosas e pressionar desafetos por meio de ameaças e intimidações. O nome de Manoel Mendes Rodrigues aparece como uma das figuras centrais apontadas pela PF no Rio de Janeiro, sendo descrito como operador do jogo do bicho e responsável por comandar um braço operacional conhecido como “A Turma”.

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De acordo com o relatório da investigação, “A Turma” seria formada por integrantes ligados ao submundo do crime organizado, funcionando como uma espécie de força privada para executar ações de coerção. A PF afirma que a estrutura atuava diretamente em favor dos interesses do grupo investigado, especialmente em situações envolvendo ex-funcionários e pessoas consideradas inconvenientes ao esquema.

Um dos episódios relatados pelos investigadores ocorreu em junho de 2024, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Conforme a apuração, integrantes do grupo teriam sido enviados para intimidar ex-funcionários ligados ao empresário Daniel Vorcaro. A investigação cita abordagens realizadas em uma marina e em um hotel da cidade, onde homens teriam feito ameaças e tentado pressionar antigos colaboradores.

A Polícia Federal sustenta que houve planejamento prévio, monitoramento dos alvos e organização logística para executar as intimidações. A intenção, segundo os investigadores, seria provocar medo e forçar os envolvidos a seguir orientações alinhadas aos interesses do grupo sob investigação.

A defesa de Henrique Vorcaro contestou a decisão judicial e afirmou, por meio de nota, que as acusações se baseiam em fatos ainda não devidamente esclarecidos dentro do processo. Os advogados alegam que não houve oportunidade prévia para apresentação de explicações e afirmam que irão recorrer da medida adotada pelo STF.

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A nova etapa da Operação Compliance Zero aumenta a pressão sobre o entorno do Banco Master e amplia a repercussão nacional do caso, que já vinha provocando desdobramentos políticos e jurídicos em Brasília e no Rio de Janeiro. Investigadores agora aprofundam a análise sobre possíveis conexões financeiras e operacionais entre os envolvidos citados na investigação.

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Polícia Federal investiga possível ligação entre recursos de banqueiro e permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA

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Transferências internacionais e atuação de advogado do deputado entram na mira da Polícia Federal.

A Polícia Federal passou a investigar possíveis conexões entre recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e a permanência do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A apuração tenta esclarecer se valores relacionados ao financiamento do filme Dark Horse também teriam sido direcionados para estruturas financeiras associadas ao parlamentar brasileiro em território norte-americano.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, parte do dinheiro teria sido movimentada pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao empresário Antonio Carlos Freixo, apontado como parceiro de negócios de Vorcaro. Os recursos teriam seguido para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos, levantando suspeitas sobre a origem e o destino final das transferências.

O principal foco da investigação envolve a relação do fundo com o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC, administrado pelo advogado Paulo Calixto, que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro. A PF busca identificar se houve qualquer vínculo financeiro entre os valores investigados e despesas ligadas ao deputado durante o período em que permaneceu nos EUA.

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As suspeitas ganharam força após a divulgação de mensagens obtidas pelo portal Intercept Brasil. O material, publicado pelo jornalista Paulo Motoryn, aponta que recursos ligados ao projeto cinematográfico Dark Horse teriam passado por estruturas financeiras nos Estados Unidos, ampliando as dúvidas sobre o trajeto do dinheiro e possíveis beneficiários.

Nos primeiros meses em que esteve nos EUA, Eduardo Bolsonaro afirmava publicamente que sua permanência no país era custeada por recursos enviados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, após deixar o mandato parlamentar, o deputado passou a evitar comentar o assunto em entrevistas e aparições públicas.

Em resposta às suspeitas, Eduardo Bolsonaro negou qualquer irregularidade nas movimentações financeiras. O parlamentar afirmou que sua família não conhecia Daniel Vorcaro quando pedidos de ajuda financeira teriam sido feitos em 2025 e classificou as acusações como tentativas de criar narrativa política contra o grupo bolsonarista.

Apesar da defesa apresentada pelo deputado, a investigação continua em andamento. A Polícia Federal tenta esclarecer se os recursos atribuídos ao banqueiro ficaram limitados ao financiamento do filme ou se também chegaram a contas ou estruturas ligadas a Eduardo Bolsonaro no estado do Texas, onde o parlamentar permaneceu por parte do período investigado. A informação foi publicada pela coluna Amado Mundo.

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